Carla & Leonel

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15 Locais imperdíveis nos Picos Europa

 

#Continuandoàprocura de zonas de rara beleza, no verão de 2018 estivemos nos Picos da Europa, no norte de Espanha, para conhecer aquela que é uma região ímpar, com locais únicos para descobrir e imensas atividades para fazer.

O Parque Natural estende-se pelo Principado das Astúrias e pelas Comunidades Autónomas de Cantábria e Castela e Leão, abrangendo a totalidade do maciço dos Picos da Europa e parte da Cordilheira Cantábrica. Divide-se em três zonas distintas, separadas por vales e rios: o Maciço Ocidental, com o Rio Sella a oeste e Cares a este e a que se acede por Cangas de Onís, o Maciço Central, que vai da Garganta do Cares ao vale do Duje, com acesso desde Cabrales e o Maciço Oriental, entre Duje e Deva e a que se chega pela estrada de Panes.

A UNESCO reconheceu, em 2003, o valor natural dos Picos da Europa, 85 anos depois de a região ter sido distinguida como primeiro Parque Nacional de Espanha.

Os Picos da Europa são um dos parques nacionais mais assombrosos do continente, é um local de culto não só pelas suas montanhas e desfiladeiros, mas também pelos santuários de Santo Toribio de Liébana e de Covadonga.

Maciço Ocidental

1 – Canga de Onis

          

Conhecida como uma das portas de entrada nos Picos, Cangas de Onís é uma povoação com 4500 habitantes e está repleta de hotéis e lojas que vendem desde produtos gastronómicos e material de montanha. Sempre muito movimentada, ainda assim conta com dois recantos bucólicos: a ponte romana de origem medieval, com a Cruz da Vitória pendente sobre as águas do Sella, e o miradouro de Següencu, que oferece a primeira panorâmica sobre os Picos da Europa.

Se chegar a um domingo para desfrutar do tradicional mercado, onde se vendem queijos artesanais da região. Se visitar a região em agosto, pode descer o rio Sella de canoa, um dos maiores eventos europeus a este nível.

2 – Santuário de Covadonga

          

          

Numa estrada que conduz o viajante por locais especiais burilados pela natureza que deslumbram à sua passagem, a partir de canga de Onis, rapidamente se chega ao Santuário.

A primeira visão que se tem é da rocha do Auseva que emerge por entre as florestas caducifólias, com a Santa Cova pendente da rocha e uma cascata que brota por baixo, à qual se segue a magnífica basílica de Covadonga.

Na Santa Cova encontra-se a Virgem de Covadonga, conhecida como “La Santina” e o sepulcro de San Pelayo, figura histórica relacionada com a reconquistã cristã da Península Ibérica. A arquitectura torna-se aqui o complemento perfeito ao culto de Santina e Pelayo, figura histórica que repousa no local onde, a 28 de Maio do ano 722, ganhou a batalha que forjaria a sua épica história.

Aproveite para ver a Basílica de Santa Maria La Real, construída em 1901, a estátua de Pelágio e a Santa Cova.

3 – Lagos de Covadonga

          

          

Os lagos de Enol e La Ercina, lagos de origem glaciar, são outros dos ex-libris da região, quer pela beleza dos mesmos quer pela tranquilidade e ar puro que se respira. São cerca de 12Km, nos quais se supera um desnível de 910 metros com inclinações de 17%, numa subida vertiginosa desde Covadonga, deixando para trás as concentrações de faias.

Ao longo do trajeto, aparecem ocasionalmente marcas da tradição pastoril dos redis, como os cuerres (currais de madeira) para o gado que, no Verão, vão para as pastagens de altitude. É com o seu leite que se produz o queijo de Gamonéu, típico dos concelhos de Onís e Cangas e justamente aclamado como um dos produtos mais famosos da região.

O estacionamento de Buferrera é o início das rotas guiadas que o parque organiza em volta destes lagos. Com uma duração de três a quatro horas, passam por prados onde antigamente os pastores se instalavam com as suas famílias durante o Verão. Passam também perto de velhas minas do século XIX.

O Enol é o mais profundo. Daqui partem rotas de caminheiros para todos os gostos, como os que conduzem aos miradouros do rei e de Ordiales, este último o mais distante, ou até às Penhas Santas de Enol e Castela, a segunda com 2596 metros de altitude.

 

Dica: no verão, Semana Santa e em alguns feriados apenas se pode aceder aos lagos de autocarro, os quais partem de Canga de Onis de 15 em 15 minutos, a partir das 9h 15m, passando pelos vários parques de estacionamento ao longo da estrada para Covadonga. O bilhete de autocarro tem um custo de 9€/ adulto e o parque de estacionamento custa 2€/ dia.

 

4 – Desfiladeiro de los Beyos

          

Uma impressionante garganta fluvial que acompanha o rio Sella ao longo de 14km. Um cenário fantástico, por vezes, de cortar a respiração, tal é a beleza desta zona.

 

Maciço Oriental

5 – Riaño

          

De Canga de Onis, percorrendo a sinuosa estrada N-625, numa viagem algo demorada, chega-se a Riaño, passando pelo majestoso Desfiladeiro de Los Beyos.

Riaño é um município muito bonito localizado na província de León, com apenas cerca de 539 habitantes, e rodeado de magníficas albufeiras e picos montanhosos incríveis.

 

6 – Panes

Panes é um pequeno povoado, uma das oito paróquias de Peñamellera Baja, município da província e comunidade autónoma das Astúrias, com ruas bastante pitorescas, não esquecendo a igreja Santa Maria.

 

7 – Fuente Dé

          

         

De Riano e pela N-621, parte-se em direção a Fuente Dé, uma pequena localidade encravada no Parque Nacional dos Picos da Europa, conhecida por ser o local onde se sobe de teleférico para a montanha para o Refúgio de Verónica e o seu miradouro de vistas deslumbrantes.

O teleférico que, em 1966, deixou de transportar minério foi reconfigurado para deleite dos turistas que daqui ascendem ao miradouro de Cabel, a 1834 metros. Esta subida permite aproximarmo-nos dos picos mais altos. É também o local de onde parte o itinerário guiado dos Horcados Vermelhos (5 horas) para chegar perto de Naranjo de Bulnes, a montanha mais famosa dos Picos da Europa. A viagem de ida e volta no teleférico custa 17€.

 

8 – Naranjo de Bulnes

          

O Naranjo de Bulnes é a montanha mais emblemática da região, é o emblema do Parque. A sua silhueta singular poderá ser avistada de ainda de alguns locais, como de Bulnes (acessível de funicular ou a pé), ou então de alguns miradouros como o miradouro de Poo de Cabrales, Asiego ou Camarmena (acessíveis de carro).

A aldeia asturiana de Bulnes esteve, durante muito tempo, isolada entre montanhas. O único acesso rodoviário até 2001 era o canal do Tejo, via íngreme e arriscada. Hoje, Bulnes, com as suas fachadas típicas, já recuperadas, abre-se ao turismo, em  parte graças ao funicular, que sobe desde Ponte Poncebos em sete minutos, vencendo um desnível de 647 metros, pelo preço de 22€/ adulto e cerca de 7 €/ criança.

A subida a bordo do funicular assemelha-se a uma viagem para outra dimensão porque, num instante, encontramo-nos em plena montanha, num núcleo com somente vinte habitantes que até 2001 teve como único acesso o caminho do canal do Tejo. Actualmente, o velho caminho tornou-se um trilho popular de descida até Poncebos que dura perto de duas horas.

 

9- Potes

          

          

Potes é uma cidade que marca um ponto central de visita ao parque, muito movimentada, com muitos hotéis, restaurantes, lojas e esplanadas, cujo emblema é a Torre do Infantado (do século XV). Este povoado é o melhor local para adquirir os queijos defumados de Aliva, os de Lebeña e o queijo de Tresviso e também para provar o bagaço local e o cozido de Lebeña.

Para além de percorrer algumas das principais ruas da cidade, aproveitem para experimentar a Fabada Asturiana, uma iguaria da região, muito idêntica à nossa Feijoada.

 

10 – Mosteiro do Santo Toribio

          

Perto de Potes, há um mosteiro, o mosteiro do Santo Toribio de Lièbana, o beato tão famoso por ali, que merece uma visita. Um mosteiro românico, fundado no sec VI, onde dizem que está o braço direito da cruz de Cristo.

 

Maciço Central

11 – Desfiladeiro de la Ermida

          

Desfiladeiro escavado pelo rio Deva que penetra no vale de La Liébana, na Cantábria, principal acesso ao maciço Oriental.

Mesmo à entrada do vale, um microclima permite ocasionalmente o cultivo de videiras.

 

12 – Cabrales

          

O vale de Cabrales é irrigado pelo rio Cares e é também famoso pelo seu queijo. É por aqui que se acede ao maciço Central, ou dos Urrieles, com o Naranjo de Bulnes ou Picu Urriellu a 2.519m, com uma silhueta bastante invulgar que adquire um tom alaranjado ao entardecer.

Outro dos mitos da região é o do queijo de Cabrales, produzido com o leite cru de vaca, de ovelha e de cabra, e maturado em cavernas naturais entre dois a seis meses até que adquire os fungos que lhe dão as típicas manchas verdes, assim como a textura amanteigada e o ligeiro sabor picante. Aproveitem para visitar a Cueva del Queso de Cabrales, cuja visita resume-se a entrar numa gruta e visionar uma série de painéis com fotografias e alguns utensílios típicos de outros tempos na produção do queijo com a explicação da guia e termina com um vídeo de 10m e uma prova do queijo de cabrales em tostas com cidra a acompanhar. Meia hora de visita aproximadamente, com um custo de  4,50€/ adulto e 3€/ crinaça dos 6 aos 14 anos.

A gastronomia de Cabrales é incomparável. Um entrecot com molho de Cabrales é uma das especialidades mais afamadas da zona, a par da fabada asturiana e do cabrito assado. A sidra, que se verte bem do alto para os copos, é a bebida por excelência.

Não deixem de admirar a magnífica igreja Santa Maria de Llas, do século XII.

 

13 – Poncebos

          

Poncebos, um pequeno povoado de onde partem dois caminhos históricos: as subidas ao povoado de Bulnes e a Ruta del Cares. É daqui também que parte o funicular para o vilarejo de Bulnes.

Em Poncebos, o funicular de Bulnes, dois vagões com lotação para 28 passageiros cada um, ligados por um cabo de aço, percorre as entranhas da terra até Bulnes, uma pequena aldeia até há bem pouco tempo apenas acessível por um caminho de cabras.

 

14 – Ruta del Cares

          

          

A Ruta del Cares é um dos percursos pedestres mais conhecidos do Parque Nacional.  Une Poncebos e Caín ao longo da fantástica garganta do Cares, num percurso vertiginoso de 12km, num total de 6h ida e volta e trajeto linear. Apesar de exigir algum esforço físico, gostámos imenso de fazer este passeio, pois a paisagem é arrebatadora, tal é a grandiosidade do cenário, de tirar o fôlego mesmo, assustador, por vezes, até.

 

15 – Caín de Valdeón

Caín é uma povoação peculiar pelo seu grande isolamento entre as enormes montanhas. Ainda mantém uma grande ligação aos animais (cabras e ovelhas), mas com os novos tempos Caín teve uma transformação com a constante chegada de veículos e ainda a chegada/partida de caminheiros para o Percurso de Cares, fez com que os habitantes passassem a dedicar-se mais ao turismo e à restauração.

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Sobre

Olá, somos a Carla, o Leonel, a Sofia, a Francisca, e adorámos partir à descoberta do mundo juntos!

Aqui, partilhámos os vários destinos que já visitamos, os hotéis onde ficamos hospedados e os restaurantes que experimentámos. Queremos inspirar quem nos visita, a viajar e a experimentar, pois consideramos que a vida é uma soma de experiências e uma constante procura. Nesta procura, buscamos locais, espaços, gastronomia, cultura, pessoas e, acima de tudo, a felicidade que é poder conhecer, valorizar e preservar o mundo maravilhoso que temos.

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