Carla & Leonel

Carla & Leonel

Drave – Arouca

 

#Continuandoàprocura  de locais “mágicos”, estivemos naquela que é conhecida pela “Aldeia Mágica”, Drave, uma aldeia perdida nas profundezas de um vale encaixado entre as Serra da Freita, Serra de São Macário e Serra da Arada, fazendo parte do Geoparque de Arouca, Distrito de Aveiro.

Drave é magia, é misticismo, um mistério encantador por desvendar. Desabitada, sem eletricidade, água canalizada, gás, correio, telefone e telemóvel, a «Aldeia Mágica» tem, por outro lado, o encanto das casas de xisto a contrastar com o branco da capela, o murmúrio das águas da ribeira e um silêncio ensurdecedor maravilhoso.

A aldeia apenas é acessível a pé. Para aqui chegar existem duas possibilidades:

– A partir de Regoufe (PR14), num trilho de cerca de 4km. O percurso inicia-se junto à capela da aldeia de Regoufe, seguindo caminho pelo meio da povoação. Vira-se à esquerda no primeiro desvio, seguindo entre muros por um caminho até uma ponte sobre a ribeira de Regoufe.

– A partir do desvio para a aldeia de Gourim, num caminho bastante acidentado e vertiginoso. Passa-se o desvio para a aldeia e ainda é possível, devagarinho, levar o carro um pouco mais abaixo, até um pequeno estacionamento de terra improvisado. A partir daqui o percurso inicia-se a pé. No total são cerca de 4km, 2km de carro e cerca de outros 2km a pé.

Nós fomos por Gourim, e depois de deixamos o carro, iniciamos uma descida encosta abaixo. Passado algum tempo tivemos o primeiro vislumbre de Drave. Que visão. Drave faz jus à designação de “mágica”, pois não sabendo muito bem como explicar, aquele panorama transcende-nos para uma dimensão inexplicável, é mágico o que sentimos.

Drave foi habitada até ao início deste século, atualmente não tem qualquer habitante permanente. A família Martins, das quais há registos na Drave desde 1700, foi uma das famílias mais numerosas da aldeia, e também a última a deixá-la. No entanto, a sua mística fazem com que a aldeia não fique esquecida, pois são cada vez mais os visitantes.

Ao chegarmos a Drave, fomos dar uma volta pela aldeia, passando pelas casas em ruínas, pela igreja, pelo Solar dos Martins, admirando tudo à passagem até à ponte sobre uma pequena ribeira, passando para o outro lado da aldeia.

     

Ao cruzarmos as duas margens da ribeira, fomos assolados por mais uma incrível visão, as fabulosas piscinas naturais de um azul indescritível que a ribeira de Palhais ali criou.

     

Em Drave há uma festa anual, a Festa de Nossa Senhora da Saúde, que é no dia 15 de Agosto e que se continua a realizar todos os anos. A festa consta de uma Eucaristia, seguida de uma procissão e um piquenique e participam regularmente centenas de pessoas.

     

Em 2003 o Corpo Nacional de Escutas abriu na Drave a sua Base Nacional da IV, um centro escutista para caminheiros (escuteiros entre os 18 e os 22 anos).
Com forte componente ambiental e espiritual, este centro é já uma referência mundial, pertencendo às redes SCENES e GOOSE.
O CNE adquiriu cerca de 1/3 da aldeia em 1995 e começou os trabalhos de reconstrução em 2001 durante uma actividade denominada ROVER 2001.
Hoje em dia este centro recebe anualmente milhares de caminheiros portugueses e estrangeiros que não só participam nas actividades de reconstrução e manutenção da aldeia, como também noutras actividades aproveitando o retiro e o isolamento que a aldeia proporciona.

     

Em 2014 foi editado o documentário “Uma Montanha do Tamanho do Homem” sobre a Drave. A segunda edição foi lançada em Março de 2015.

 Ao final da manhã foi tempo de regressar, fazendo o mesmo percurso para trás. A subida foi longa e um pouco mais dura. Para trás ficou um paraíso natural, tranquilo, um local onde se apuram os sentidos e as sensações.

     

Share this post

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on google
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on print
Share on email

Sobre

Olá, somos a Carla, o Leonel, a Sofia, a Francisca, e adorámos partir à descoberta do mundo juntos!

Aqui, partilhámos os vários destinos que já visitamos, os hotéis onde ficamos hospedados e os restaurantes que experimentámos. Queremos inspirar quem nos visita, a viajar e a experimentar, pois consideramos que a vida é uma soma de experiências e uma constante procura. Nesta procura, buscamos locais, espaços, gastronomia, cultura, pessoas e, acima de tudo, a felicidade que é poder conhecer, valorizar e preservar o mundo maravilhoso que temos.

Artigos Recentes

Like Us on Facebook

Follow me on Instagram