Carla Ferreira

Carla Ferreira

Fisgas de Ermelo – Mondim de Basto

#Continuandoàprocura de locais verdadeiramente avassaladores, em fevereiro de 2020, fomos conhecer as fabulosas Fisgas de Ermelo, que se localizam na União de Freguesias de Ermelo e Pardelhas, concelho de Mondim de Basto, distrito de Vila Real, um dos locais mais emblemáticos do Parque Natural do Alvão.

A Cascata das Fisgas de Ermelo é uma queda de água, uma das maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa, com um desnível de cerca de 200 metros, assentes em rochas quartzíticas com aproximadamente 480 milhões de anos. A água não se precipita num único salto vertical, fá-lo em vários saltos, ao atravessar progressivamente uma grande barreira de quartzitos, num profundo socalco. As suas águas separam as zonas graníticas das zonas xistosas das terras envolventes.

Foi a fraturação destas rochas duras que permitiu que o Rio Olo, que nasce no parque Natural do Alvão, nelas se tenha “enfisgado”, dando origem ao nome popular pelo qual é conhecida esta belíssima cascata. É portanto, um local com um enorme valor científico, didático e patrimonial, com uma forte vocação turística, na vertente Turismo de Natureza, cuja beleza singular, atrai inúmeros visitantes, que vão pelas quedas de água, pelas lagoas naturais, de águas cristalinas, denominadas por “piocas”, pela fauna e pela flora.

Uma das formas para observarmos e sentirmos toda esta beleza é percorrendo um trilho pedestre, o PR3 Fisgas de Ermelo, inaugurado em 2016, o qual nos proporcionou uma visão mais próxima e pormenorizada.

Iniciámos o trilho na aldeia de Ermelo e, ao longo de cerca e 14km, atravessamos uma série de paisagens encantadoras, foram 5 horas verdadeiramente deslumbrantes. O percurso é bastante exigente a nível físico, uma vez que o desnível é bastante acentuado e o piso muito irregular, contudo, vale cada minuto de esforço, pois somos invadidos por imagens desconcertantes.  

 

Descrição do Trilho das Fisgas de Ermelo | Mondim de Basto – Serra do Alvão (PR3)

Como já referimos, iniciámos o trilho na aldeia de Ermelo, junto à igreja onde também deixámos o carro. O Trilho está devidamente sinalizado, não há que enganar, é só seguir as indicações. Caminhamos, na estrada de asfalto, aldeia acima por cerca de 400 metros até ao caminho que desce em direção à Ribeira de Fervença.

Depois de contemplarmos a ribeira e a vegetação circundante, atravessámos a ponte de madeira e prosseguimos por um estradão florestal, tendo começado a parte mais dura do trilho das Fisgas de Ermelo, pois até chegarmos ao Miradouro Alto da Cabeça Grande, foi sempre a subir. Superámos um desnível de 400 metros em somente 3 km, numa zona sem florestação, o que tornou o percurso algo penoso.

E eis que chegámos à primeira paragem, no Miradouro da Lomba do Bulhão, local onde vislumbramos pela primeira vez os desfiladeiros, com destaque para a Fraga Amarela e para as majestosas Fisgas de Ermelo.

Subimos mais um pouco, e aproveitando uma pequena sombra que encontrámos, fizemos uma pausa para lanchar. Após reconfortar um pouco o estômago, continuámos caminho até ao Miradouro do Alto da Cabeça Grande, com algumas paragens para admirar esta magnitude da Natureza e sentir a imensidão e a tranquilidade.

A partir do Miradouro do Alto da Cabeça Grande e, dada a proximidade, escutámos o barulho das cascatas de Ermelo e observámo-las mais atentamente. Que beleza!

Mais acima um pouco, fizemos um pequeno desvio do trilho e fomos conhecer as Piocas de Cima, nome que designa as lagoas naturais de água cristalina, um local muito aprazível para fazer uma pausa para lanchar ou, em dias mais quentes, para uns refrescantes mergulhos.

Depois desta maravilhosa pausa, regressámos ao trilho, que segue por uma zona florestal paralela ao Rio Olo, uma das poucas áreas com sombra em todo o percurso, até à típica aldeia de montanha de Varzigueto.

Depois de passarmos a aldeia de Varzigueto, e logo após atravessarmos a ponte, seguimos novamente, por caminho florestal até à Cancela do Miradouro onde fomos brindados com uma vista panorâmica avassaladora sobre o Monte Farinha.

Continuámos, desta vez sempre a descer, por um caminho de pedra solta, até ao miradouro das Fisgas do Ermelo, local onde voltámos a fazer uma pausa para comer e para admirar mais uma vez, as cascatas de Ermelo e as suas escarpas verticais de uma outra perspetiva.

De regresso ao percurso, foi sempre a descer, numa longa caminhada até encontrarmos novamente o rio. O desnível é também acentuado e o terreno tem muitas pedras soltas.

Quase no final da descida há um pequeno desvio do percurso pedestre, devidamente sinalizado, para quem pretender visitar as outras piscinas naturais deste percurso, as Piocas de Baixo. Nós não fomos lá, mas deu para perceber, pelo que avistávamos, que trata-se de um outro sítio de beleza rara no conjunto maravilhoso que é este local.

Depois de atravessarmos a bela ponte de madeira da Abelheira, iniciámos a última subida em direção à aldeia de Ermelo, e por conseguinte, ao fim do trilho das Fisgas de Ermelo.

Por fim, chegámos, cansados, mas de alma cheia, que é como gostámos!

Informação Útil

Distância: 14 km

Tipo de Percurso: circular

Dificuldade Técnica: Moderada/Difícil

Local de Partida/Chegada: Aldeia de Ermelo junto à Igreja Paroquial

Coordenadas GPS do ponto de Partida/Chegada: N41º21’37” W07º53’21”

Quando Ir: todas as estações são boas para fazer o trilho. Nós escolhemos o inverno, num dia de sol. Deve-se evitar os dias de muita chuva e de intenso calor.

O que levar:

  • Mochila leve com o necessário, nomeadamente, comida e bebida.
  • Calçado adequado a caminhadas em montanha.
  • Roupa adequada ao tempo.
  • Uma máquina fotográfica ou um smartphone para registar os locais.
  • Um saco para trazer o lixo que, eventualmente, se faça.

 

Fotografias do Trilho das Fisgas de Ermelo | Mondim de Basto – Serra do Alvão (PR3)

Depois de 400m em estrada asfaltada, o percurso segue por este caminho, aldeia abaixo.

 

Descida até à Ribeira de Fervença

 

Ponte de madeira sobre a Ribeira de Fervença

 

Início da subida

 

Miradouro da Lomba do Bulhão (primeiro vislumbre das Fisgas de Ermelo)

 

Subida após o Miradouro do Bulhão

 

Pausa para lanchar

 

Miradouro Alto da Cabeça Grande (o mais próximo das Fisgas de Ermelo)

 

Subida após o Miradouro Alto da Cabeça Grande

 

Piocas de Cima

 

Estradão florestal paralelo ao rio Olo

 

Aldeia de Varzigueto

 

O trilho entra na aldeia de Varzigueto

 

O trilho segue pela estrada de asfalto

 

O trilho regressa à floresta

 

Primeira descida até à Cancela do Miradouro

 

Pausa para comer no Miradouro das Fisgas de Ermelo

 

A partir do Miradouro das Fisgas de Ermelo é sempre a descer

 

Descida perto do desvio para as Piocas de Baixo

 

A descida continua agora por uma zona de grande vegetação

 

Ponte da Abelheira sobre o rio Olo

 

A partir da Ponte da Abelheira é sempre a subir até ao final

 

Última subida

 

Final do trilho na aldeia de Ermelo

 

Mapa do Trilho das Fisgas de Ermelo | Mondim de Basto – Serra do Alvão (PR3)

 

Para Ficar (perto das Fisgas de Ermelo)

Casa da Avó Ana – Aldeia de Bobal (Bilhó)  

Alojamento verdadeiramente acolhedor, que se situa na Aldeia de Bobal em Bilhó.

Com uma localização privilegiada, no centro da aldeia, na fronteira com o belíssimo Parque Natural do Alvão, a casa é composta por dois quartos, uma sala com lareira e  Kitchenette, uma casa de banho e um espaço exterior com mesa de refeições, um barbecue e um pequeno jardim, um espaço muito bem aproveitado e que convida à descontração e ao relaxamento.  

A casa da Avó Ana foi recuperada, mantendo a estrutura original, com paredes de pedra e tetos com madeira. Está devidamente equipada, com todas as comodidades que se querem para uma estadia muito agradável

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Sobre

Olá, o meu nome é Carla Ferreira. Vivo em Viseu com a minha família, o marido Leonel e as filhas Sofia e Francisca.

Somos apaixonados pelo mundo, pela Natureza, pelas pessoas, culturas e tradições. Somos inquietos, sempre com uma vontade enorme de explorar mais e mais, de estar constantemente à procura. Privilegiamos muito o conhecimento, a valorização, a preservação e a sustentabilidade do planeta Terra. 

Explorar o mundo e partilhá-lo com as pessoas são das coisas que mais gostamos de fazer.

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