Carla Ferreira

Carla Ferreira

Genebra – Suiça

 

#Continuandoàprocura  das cidades europeias, estivemos em Genebra durante uma viagem que fizemos pelos Alpes. Como Genebra foi ponto de chegada e de regresso da viagem, reservámos um dia, o último, para explorar esta que é uma cidade que bem sabe receber, na qual organização e limpeza são dois dos pontos fortes, para além da educação e simpatia dos seus habitantes.

Os visitantes são muito bem-vindos e isso nota-se logo à chegada ao aeroporto. O transfer para o centro da cidade é gratuito. Junto aos tapetes rolantes de recolha da bagagem podem-se levantar bilhetes para a viagem. O uso de transportes públicos na cidade é igualmente gratuito para os visitantes. Os hotéis disponibilizam passes válidos durante a estadia.

Uma cidade muito sóbria, apelidada de a “menor metrópole do mundo”, é conhecida como a Capital da Paz, já que instituições como a ONU, a  Cruz Vermelha e a Organização Mundial da Saúde têm sede lá.

          

          

A sua proximidade com a França faz com que a cidade seja muito influenciada pelos costumes do país, tanto é que o seu idioma oficial é o francês.

A cidade tem também ainda uma forte componente gastronómica, com vários restaurantes com Estrelas Michelin, inúmeros espaços culturais e imensos espaços comerciais em especial de artigos de luxo.

          

Localizada junto ao imenso lago Léman, com as montanhas brancas ao fundo e os edifícios antigos à beira do lago, as opiniões sobre Genebra são controversas, algumas pessoas gostam imenso da cidade, pois a consideram linda, agradável e tranquila e outras nem por isso, pois a consideram monótona.

Se vale a pena visitar Genebra, para nós vale sempre a pena conhecer o desconhecido. Se voltaria, penso que não. Não foi das cidades que mais gostei.

Como só tínhamos um dia para explorar a cidade decidimos, como já é hábito, fazer o Geneva Internacional Tours do Cityseeing pelo preço de 25 CHF para adultos e 13 CHF para as crianças. Para além desta rota, a empresa disponibiliza outros dois, o Geneva Parks & Residences Tours e Geneva Old Town Tours.

O percurso inicia na Rotounde Mont Blanc, muito próximo da estação de comboios. De outubro a abril apenas opera em três Horários, 12h 15m, 13h 45m e 15h 15m. De maio a Setembro inicia o percurso às 10h e saídas de 45m em 45m até às 16h 45m. Muito diferente de outras cidades europeias, cujas saídas são de 15 em 15m para permitir visitar as diversas atrações sem se perder muito tempo à espera do próximo autocarro.

Escolhemos o horário das 12h 15m e lá partimos num trajeto com a duração de 1h 30m.

Confesso que fiquei um pouco decepcionada com os horários, pois com intervalos de 1h 30m e apenas três autocarros por dia condiciona bastante a mobilidade entre os diversos pontos turísticos. Portanto, e lamentando a situação e a falta de tempo, não exploramos devidamente as atrações deste percurso, apenas nos limitamos a fazer o trajeto sem sair do autocarro, observando as ruas de Genebra, os parques, o lago, e os edifícios, entre os quais, os ligados à Paz.

Terminamos 90 minutos depois de iniciarmos o percurso, exatamente no ponto de partida.

Como ainda nos restavam cerca de 2 horas, decidimos explorar a pé o centro histórico da cidade. Assim, fomos caminhando em direção à zona antiga, passando pela rua mais cara da cidade, a rua du Rhône, uma rua com diversas marcas de luxos, as mais conhecidas internacionalmente, bem como as famosas relojoarias suíças.

Para Ver

Lago Léman

          

Ao longo da fronteira franco-suíça encontra-se o Lago Léman ou Lago de Genebra, com 224km2 formado pelo rio Ródano, sendo um dos locais mais agradáveis de Genebra e um ponto de visita obrigatório.

Uma das melhores formas de ver o lago é fazer um passeio de barco, os preços rondam os 102 CHF. Uma forma mais acessível são os Mouetes Genevoises que oferecem serviços de táxi gratuitos se possuir o Cartão de Transporte de Genebra.

O Lago, juntamente com o grande Jato de Água que chega a alcançar 140 metros de altura, caracterizam a paisagem. Pode ser visto no verão entre as 10h e as 23h e no inverno, entre as 15h e as 20h. É iluminado à noite, mas nos meses mais frios está desligado. Fica no meio do Lago de Genebra por isso é possível observá-lo de vários locais da cidade.

Cité du Temps

Na Cité du Temps, edifício localizado numa pequena ilha mesmo no princípio do Rio Rhône, existe um espaço de design arrojado, ambiente cosmopolita, onde se pode comer ou beber, visitar interessantes exposições de arte e a mais completa coleção da Swatch no último piso, que se encontra em exposição permanente.

Palais des Nations – Sede europeia da ONU

Fundada após a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de manter a paz e a segurança global, além de promover melhorias nos padrões de vida e direitos humanos, a Organização das Nações Unidas tem sede principal em Nova Iorque. O Palácio das Nações, em Genebra, é a maior representação da ONU na Europa.

Neste edifício encontra-se o Conselho de Direitos Humanos da ONU, o Escritório do Alto Comissariado de Direitos Humanos, entre outros órgãos. Há visitas guiadas ao complexo, com a duração de cerca de uma hora, onde se pode visitar o Council Chamber, o Hall of Human Rights ou o Assembly Hall.

O Palácio das Nações foi construído entre 1929 e 1937 e foi primeiro a sede da Liga das Nações (SDN) até 1946 quando então foi ocupado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1966 tornou-se a Sede Europeia das Nações Unidas, estando situado na Avenue de la Paix e ocupa os terrenos que pertenciam ao Parque Ariana em Genebra.

É possível visitar o interior do Palais num tour guiado de 1 hora às 10h 30, 12h, 14h 30 e 16h, com um custo de 12 CHF.

Broken Chair

Na praça em frente à ONU há uma enorme escultura em forma de cadeira, com uma das pernas partidas. Broken Chair, uma cadeira enorme com 3 pernas íntegras e 1 quebrada, é a obra do artista suíço Daniel Berset e simboliza a luta contra o uso de minas antipessoais, um protesto por paz colocado em um local bem estratégico, isto é, na frente da sede da ONU, onde diversos líderes mundiais passam para os lembrar da mensagem.

Museu da Cruz Vermelha

Com sede nesta cidade, a Cruz Vermelha é uma Organização conhecida por prestar assistência humanitária, de saúde e direitos humanos,  às vítimas de guerras e de conflitos, incluindo os soldados e os próprios profissionais de saúde envolvidos.

Na entrada do museu é possível OBSERVAR um grupo de estátuas com os olhos vendados e os braços amarrados. Estas obras de arte representam a violação dos direitos humanos, assunto tão tratado em Genebra.

A entrada no museu custa 15 CHF e está localizado na Av. de la Paix.

Pont du Mont-Blanc

Fica em uma localização estratégica da cidade, que é exatamente o ponto de encontro do Rio Ródano (ou Rhône, como é conhecido lá) com o Lago Léman.

Horloge Fleurie

Depois de atravessar a Pont du Mont-Blanc, está o Horloge Fleurie um relógio de flores tradicional da cidade que conta com desenho de rodas coloridas

Monument Brunswick

O Monumento Brunswick é o túmulo do duque alemão Carlos II de Brunswick, uma personalidade importante que viveu seus últimos anos em Genebra e deixou em testamento que queria que seu mausoléu fosse uma réplica do túmulo dos Scaligeri, que fica em Verona na Itália.

The Grange Park

Com vista para o Lago de Genebra, este parque possui um jardim com cerca de 40km2 cheio de piscinas, pérgulas e mais de 200 tipos de rosas. No passado foi uma villa, no seculo XVIII, atualmente é um restaurante e um hotel onde durante o verão têm lugar vários concertos.

É um lugar bonito e tranquilo, no qual os casais apreciam a sua atmosfera romântica, as famílias podem desfrutar do parque e da piscina infantil e os entusiastas de teatro podem assistir a uma grande variedade de apresentações.

Paquis Baths

Uma praia artificial originalmente construída em 1872 e aberta ao publico em 1890. Com oferta de banhos de sol, banhos de vapor, saunas, restaurantes, desportos aquáticos e escalada, o Paquis Baths fica a curta distância do centro da cidade. O seu acesso é gratuito durante todo o ano, no entanto no verão para utilizar a praia serão cobrados 2 CHF, funcionando das 10h às 21h.

Museu da História Natural

Situado a sudeste do bairro Eaux-Vives, este museu com animais reúne habitats dos mais variados tipos. Conta com várias exposições temporárias e desenvolve oficinas interativas e visitas de campo gratuitas.

As visitas têm um custo de 9 CHF para adultos, 6 CHF para idades dos 18 aos 25 e gratuito para menores de 17 anos. Os bilhetes podem ser comprados no site do museu.

Museu Patek Philippe

A Suíça é mundialmente conhecida pela relojoaria, este museu possui uma das melhores coleções de relógios. Existem duas exposições permanentes, a coleção de antiguidades, com uma grande variedade de relógios do século XVI, e a coleção Patek Philippe com peças feitas pela empresa com o mesmo nome, que é uma das mais prestigiadas empresas relojoarias do mundo.

O Museu Patek Philippe fica a sudoeste do centro da cidade, perto da Universidade de Genebra. Está aberto de terça a sexta das 14h às 18h e aos sábados das 10h às 18h. A entrada é de 10 CHF para adultos e 7 CHF para idosos e estudantes dos 18 aos 25 anos, para menores de 17 a entrada é gratuita.

Conservatório e Jardins Botânicos

O primeiro parque botânico de Genebra conhecido pelo seu Conservatório Botânico, com 100 anos de existência. Possui mais de 12 mil espécies de plantas de todo o mundo, organizadas em jardins temáticos. Destacam-se a coleção de rosas e o parque de animais.

Cidade Velha

          

Uma zona da cidade maravilhosa. É na rua principal, a Grand-Rue, que está a Casa de Rousseau e das Literatura, onde nasceu o filósofo do séc. XVIII. Na parte românica/gótica encontra-se a Catedral de St. Pierre, com a Capela dos Maccabees, à qual se acede dentro da catedral, uma espécie de La Sainte-Chapelle de Paris em miniatura.

Nesta zona há também o espaço interativo que protege os mosaicos do séc. IV, uma fonte baptismal do séc. V e o Museu International de la Réforme, que retrata a vida de Calvin.

Ainda na Cidade Velha, é possível admirar a história desta cidade muito bem representada na Maison Tavel. Neste espaço, fica atualmente o Museu de História Urbana e da Vida Quotidiana, com a história de Genebra desde a Idade Média ao séc. XIX e ainda a casa mais antiga da cidade.

A Cidade Velha é imperdível, pois foi o local onde Genebra começou  a ser construída, uma zona com livrarias, lojas antigas, cafés e esplanadas que vão fazer com que se perca mais tempo a deambular neste local.

Catedral St. Pierre

          

É a principal igreja da cidade construída no século XII em estilo neoclássico, com traços de gótico. Sofreu várias intervenções ao longo do tempo até ficar com a aparência atual, que data do século XVIII. Já foi católica, no entanto, no século XVI tornou-se protestante, sendo esta a religião que predomina na Suíça até hoje.

O seu interior alinhado com mosaicos do século IV, colunas do século XII e pinturas do século XV são o ponto alto para os amantes de arte.

O ingresso para as torres custa 5 CHF e para o museu 10 CHF e geralmente está aberta das 10h às 17h, no entanto pode variar de acordo com a altura do ano.

Maison Tavel
A Maison Travel encontra-se na cidade velha e é o mais antigo edifício da Idade Média de Genebra.

Faz parte do conjunto do Museu de Arte e História de Genebra, que retrata a Genebra dos séculos XIV a XIX.

Parc des Bastions

          

Criado no século XVII, é um belo parque no coração de Genebra, localizado próximo da Cidade Velha, famoso pela presença do Muro dos Reformadores, que reina soberano no local e retrata a história da religião na Suíça.

A entrada principal é na Place Neuve  e logo atrás do portão estão placas pretas e brancas como um grande tabuleiro de zadrez, que é jogado por diversas pessoas diariamente.

Ópera de Genebra

Construída no final do século XIX, ela é considerada um dos principais teatros líricos da Europa, inspirado na Ópera Garnier de Paris, dizem.

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Sobre

Olá, o meu nome é Carla Ferreira. Vivo em Viseu com a minha família, o marido Leonel e as filhas Sofia e Francisca.

Somos apaixonados pelo mundo, pela Natureza, pelas pessoas, culturas e tradições. Somos inquietos, sempre com uma vontade enorme de explorar mais e mais, de estar constantemente à procura. Privilegiamos muito o conhecimento, a valorização, a preservação e a sustentabilidade do planeta Terra. 

Explorar o mundo e partilhá-lo com as pessoas são das coisas que mais gostamos de fazer.

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