Sofia & Francisca

Sofia & Francisca

Gerês – Kids

“Pequena”

Partindo à descoberta de refúgios maravilhosos nas montanhas e que nos transmitam o melhor da natureza, desta vez, passámos uns dias no Gerês cheios de calma e serenidade, perfeitos para quem procura um pouco de sossego na vida.

 

1º Dia

Chegámos já à tarde. Levamos a nossa tenda para o incrível parque de campismo Parque da Cerdeira, porque umas férias não estão completas sem dormirmos todos juntos numa tenda, e instalámo-nos confortavelmente no espaço que nos foi atribuído. O parque oferece todas as comodidades, para além de ser muito bonito, cheio de árvores e com muita vegetação. Tem uma piscina virada para as montanhas, minigolfe, campos de futebol e ténis, uma horta biológica, um supermercado, um restaurante panorâmico e muito mais. Um parque de campismo com tudo o que podemos desejar. Depois de instalarmos a tenda, pegamos no carro e fomos aproveitar os últimos raios de sol.

Passámos por uma estrada de terra batida, em plena mata da Albergaria e aproveitamos a viagem para conhecermos a barragem de Vilarinho das Furnas, onde a água refletia o pôr-do-sol. Acabamos por jantar numas mesinhas lá perto, com uma vista estonteante para um lago cristalino, com as montanhas a servir de pano de fundo. Esse local ficou o nosso sítio para tomarmos o pequeno-almoço todos os restantes dias, porque nunca nos cansaríamos da vista.

Voltamos ao campismo, embrulhamo-nos nos sacos cama e ouvimos o vento a soprar, a embalar-nos até adormecermos.

 

2º Dia

Acordamos cedo, vestimo-nos e, depois de tomarmos o pequeno almoço no sítio do costume, começamos a nossa lista de coisas a visitar.

Voltamos à Mata da Albergaria, mas desta vemos fomos por outro acesso, no qual pagamos uma pequena taxa de acesso, mas que valeu a pena. A mata estava tão bem preservada com as suas belas árvores características que muito nos fascinou. Só saímos já bem perto da fronteira, de maneira a pudermos ver a placa de que tanto gostamos, a placa que anuncia outro país. Neste caso, Espanha. Dissemos-lhe olá e depois voltámos para trás. A nossa última paragem perto da fronteira foi a cascata da Portela do Homem, onde ficamos convencidos que o Gerês deve ter as melhores cascatas de sempre. E foi precisamente o que fomos comprovar de tarde.

O Poço Azul. Uma outra belíssima cascata que não nos desapontou. Mas, para lá chegarmos, tivemos de fazer um percurso com cerca de uma hora e quinze minutos, e a andar a bom passo. No início era relativamente fácil, subíamos e descíamos pequenas inclinações, embora o piso tivesse muitas pedras e fosse um bocado irregular. A parte mais complicada foi a meia hora final. Nesse pedaço, subimos bastante, num caminho de cabras.

No final, valeu a pena. As águas azuis turquesas, límpidas e brilhantes, sobressaíam-se no meio do nada e convidavam a um mergulho refrescante depois da caminhada. A cascata é também lindíssima, as rochas, tudo em harmonia. O Poço Azul é, sem dúvida um ponto obrigatório a visitar.

Exaustos, o nosso dia terminou ali. Depois disso, jantámos, tomamos um banho reparador e voltamos para a nossa aconchegadora tenda.

 

3º Dia

O nosso dia iniciou-se da mesma maneira. Depois do leite e das bolachas com vista para o lago, prosseguimos a nossa jornada pela fabulosa Barragem da Caniçada. Um pouco depois, encontrávamo-nos na Vila do Gerês.

Passeamos pelas ruazinhas da via principal, onde pudemos ver todos os restaurantes, lojinhas de artesanato, peluches e gorros típicos e claro, as termas do Gerês. A vila é encantadora.

Mas a nossa viagem teve de continuar e assim dirigimo-nos ao Miradouro de Fafião, um miradouro que fica lá no alto, ao qual acedemos por uma pequena ponte suspenda que oferece uma vista digna de muitas fotografias.

A tarde ficou reservada para mais um trilho nas montanhas. Desta vez iríamos ficar deslumbrados com as Sete Lagoas, um local que, para mim, foi o mais bonito de todo o Gerês.

O caminho é maior, demora entre uma hora e quarenta minutos para quem vai por cima, e uma hora e vinte ou trinta minutos para quem vai por baixo. Nós fomos por um lado e viemos pelo outro. Por cima, o caminho é em terra batida e vai-se mais pelo interior deserto da montanha, subindo e descendo intermitentemente. Por baixo, vai-se numa escarpa íngreme lindíssima com vista para o vale. É mais estreito, mas as vistas são melhores.

As nossas pernas estavam desfeitas, mas a paisagem e as Sete Lagoas eram sublimes. A vista por ali abaixo, as lagoas que funcionam como largos degraus de uma escada, brilhavam por entre a vegetação. A água é fria, mas ter o privilégio de puder mergulhar naquelas águas é incrível. Para mim, foi das coisas mais bonitas que vimos.

 

4º Dia

Como o Gerês ainda tinha muito para nos presentear, tivemos de nos levantar cedo e comer depressa, pois a estrada já nos chamava. Continuamos com a visita a mais uma cascata, desta vez, a cascata de Pincães. Esta tinha um pequenino trilho, vinte minutos mais ou menos, e faz-se muito bem. A cascata também é muito bonita e muito alta. A pequenina lagoa fica entre duas altas colunas de pedra e a paisagem muito bonita.

O próximo tesouro hídrico ficava perto da estrada, tivemos apenas de descer por umas escadas íngremes para vermos esta maravilha, a cascata de Tahiti, uma cascata muito bonita e que pula alegremente pela encosta abaixo.

De seguida, fomos conhecer um miradouro que se localiza a uma altitude considerável. Para isso, subimos por uma grande rocha até alcançarmos uma imensidão paisagística soberba. Estávamos no Miradouro das Rocas e que belo que é!

Daqui, ainda seguimos a pé até outra cascata, outro ex-libris do Gerês. Estou a falar da conhecida Cascata do Arado. Para aceder à cascata percorremos um caminho ligeiramente a subir, uns cinco a dez minutos. Para observar a cascata, podemos fazê-lo de um miradouro seguro, no entanto, nós aventurámo-nos por um caminho e fomos até junto do mesmo, embora desaconselhamos fazê-lo por causa das pedras escorregadias e do terreno íngreme.

Com a viagem quase a terminar, faltava-nos um último miradouro, cujo nome diz tudo, Miradouro da Pedra Bela. Ao fundo observamos um espelho de água brilhante e ao mesmo tempo imenso. A paisagem do Gerês sempre a surpreender-nos.

De volta ao campismo, tivemos de aproveitar um pouco do mesmo. Fomos à piscina, depois disso, experimentamos o minigolfe, que nos levou por dentro da vegetação do campismo e um maravilhoso jantar no restaurante, para nos deliciarmos com a gastronomia local.

 

5º Dia

Arrumar as malas e desmontar as tendas é sempre difícil. Deixamos para trás o magnífico campismo de que tanto gostamos e dirigimo-nos para a nossa última paragem, São Bento da Porta Aberto, um santuário muito bonito com uma igreja moderna, cujos tetos estão sustentados por vigas de madeira que fazem lembrar as cabanas da Noruega, um sítio lindo para uma oração. A paisagem em redor do santuário mereceu ainda a nossa atenção para as últimas fotografias e com isso nos despedimos.

O Gerês revelou-se um dos melhores destinos paisagísticos que já visitámos. A Natureza convidou-nos e agarrou-nos até ao fim da viagem, as vistas abriram-nos a mente. Eu recomendo vivamente que este sítio, tão importante no nosso país, seja visitado e apreciado como merece ser. Com calma, serenidade e preservando o que de tão belo nos oferece.

 

“Mais Pequena”  

Voltámos a viajar, e desta vez, fomos ao Gerês, uma região muito linda e com muita Natureza. Quando chegamos fomos para o campismo Parque da Cerdeira, onde montamos a nossa tenda. Durante os dias em que estivemos no Gerês, fizemos muitos trilhos para chegar a lugares de cortar a respiração, um deles foi o trilho que nos levou ao fantástico Poço Azul, onde apenas eu e o meu pai tivemos coragem de nadar naquela água gelada.

Como adoramos cascatas e trilhos, fizemos ainda um outro que nos levou às Sete Lagoas, onde também mergulhamos. Aqui a minha irmã já nos acompanhou. A mamã ficou a apreciar a paisagem e, claro, a tirar as fotografias. 

Para além das cascatas, Portela do Homem, Pincães, Tahiti e Arado, fomos ainda contemplar as vistas dos vários miradouros que se encontram no Gerês, como o Miradouro Velho, o Miradouro do Fafião e o Miradouro da Pedra Bela.

Visitamos também a Barragem de Vilarinho das Furnas, a Vila do Gerês e a albufeira da Caniçada, que eu gostei particularmente porque possui um Water Parque com imensas atividades.

No final, ficou a memória de uma viagem incrível rodeados de Natureza e na companhia dos melhores, a família!

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Sobre

Olá, o meu nome é Carla Ferreira. Vivo em Viseu com a minha família, o marido Leonel e as filhas Sofia e Francisca.

Somos apaixonados pelo mundo, pela Natureza, pelas pessoas, culturas e tradições. Somos inquietos, sempre com uma vontade enorme de explorar mais e mais, de estar constantemente à procura. Privilegiamos muito o conhecimento, a valorização, a preservação e a sustentabilidade do planeta Terra. 

Explorar o mundo e partilhá-lo com as pessoas são das coisas que mais gostamos de fazer.

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