Carla & Leonel

Carla & Leonel

Glacier Express – Suiça

 

#Continuandoàprocura  de grandes experiências, a viagem no comboio mais lento do mundo, o Glacier Express, é qualquer coisa de fenomenal. Um passeio fabuloso de 8 horas a bordo de um comboio panorâmico, passando por cenários verdadeiramente avassaladores, uma experiência maravilhosa, de encher a alma. Um sonho tornado realidade durante uma viagem que fizemos nos Alpes.

Um dia há muito aguardado, pois cumprimos um desejo da nossa longa lista dos desejos, viajar no Glacier Express desde St. Moritz até Zermatt, uma experiência fabulosa de 8h num comboio panorâmico, o mais lento do mundo, numa das linhas mais impressionantes que já vimos, num trajeto verdadeiramente avassalador de cerca de 290 km, passando por 91 túneis e mais de 290 pontes.

Após uma noite bem relaxante no magnífico St. Moritz Youth Hoste e logo a seguir ao maravilhoso pequeno-almoço, despedimo-nos dos simpáticos funcionários portugueses do hotel e fomos em direção à estação. Pelo meio ainda houve tempo para contemplar a cidade e o fantástico lago gelado que a acompanha.

Não é à toa que St. Moritz sempre foi conhecido como um destino de neve e excelência procurado por inúmeras pessoas, quer das artes, da política, do desporto e até mesmo da realeza. De facto, desde os hotéis até às diversas infraestruturas turísticas, bem como toda a envolvência são fantásticas.

O relógio marcava 9h 15 quando o Glacier Express partiu da estação, deixando para trás uma cidade muito bonita, um cenário de neve encantador.

O comboio é praticamente todo envidraçado para permitir aos viajantes usufruir de excelentes vistas, os bancos estão dispostos quatro a quatro com uma mesa desdobrável ao centro.

Para quem não possui o Swiss Travel Pass a viagem tem um custo de 270 CHF em primeira classe e 136 CHF em segunda classe por adulto, as crianças dos 6 aos 16 anos têm desconto de 50%. Para os portadores do Pass, como foi o nosso caso, a viagem é gratuita, apenas há necessidade de reservar o assento, que tem um custo de 33 CHF por pessoa (incluindo crianças) e quando se quer almoçar a bordo do comboio fazer a reserva da refeição que tem um custo de 30 CHF por pessoa, e que apenas inclui o prato principal. As reservas e os bilhetes podem ser comprados diretamente no site do Glacier Express, foi assim que fizemos.

Nós fizemos o trajeto St. Moritz – Zermatt, no entanto, também é possível fazer o sentido inverso, é uma questão de gosto. O trajeto de Zermatt a St. Moritz foi feito pela primeira vez no verão de 1930 e o primeiro trem panorâmico foi inaugurado em 1993. Essa mesma rota pode ser feita com trens regionais mas eles não oferecem as janelas panorâmicas nem tão pouco o conforto do Glacier Express. Além do mais, não é possível fazer a viagem de Zermatt a St. Moritz direto, é necessário trocar de comboio várias vezes para completar a rota.

Ao entrar no comboio recebemos um livreto explicativo sobre o trajeto e também fones. No percurso de Zermatt a St. Moritz existem 35 importantes pontos de interesse e, pouco antes de chegar em cada um deles, um sinal sonoro é emitido e um número aparecerá no painel do comboio para ouvir as informações importantes sobre os locais por onde vamos passando.

Durante o trajeto o comboio vai parando rapidamente em pouquíssimas estações, sendo a mais longa, 20 minutos, em Disentis mais ou menos a meio do percurso.

De um modo geral esta é a Rota: Zermatt – St. Niklaus – Brig – Fiesch – Andermatt – Disentis – Chur –Thusis –Tiefencastel –Filisur – Bergün – Samedan – Celerina – St. Moritz, passando por por três cantões da Suíça – Valais, Uri e Graubünden onde há trechos classificados pela UNESCO como Património Mundial.

Este percurso passa por vários vilarejos charmosos, encravados aos pés dos Alpes suíços e paisagens encantadoras com lagos, rios, montanhas e neve, muita neve, sobretudo, na época em que viajámos.

Os pontos marcantes são: Zermatt, Visp, Brig, Andermatt, Oberalppass, Disentis, Rhine Gorge, Reichenau, Chur, Landwasser Viaduct, Davos, Filisur, Albula Line, St. Moritz.

St. Moritz

Com o seu charme cosmopolita, St. Moritz é um dos destinos de férias mais populares do mundo, originalmente famoso pelas nascentes minerais conhecidas há mais de 3000 anos, sendo também o berço do Turismo Alpino de Inverno desde 1884. O símbolo de St. Moritz é uma torre inclinada de 333 metros de altura, a primeira referência registada da mesma remonta a 1139. Uma cidade verdadeiramente encantadora num cenário que conjuga um belíssimo lago com majestosas montanhas.

Albula Line

O trajeto mais incrível do Glacier Express localiza-se entre Preda e Bergun. Seis imponentes viadutos, três túneis em espiral e dois túneis helicoidais tornam possível ultrapassar uma diferença de 400 metros de altitude num curto espaço. Trata-se portanto da uma obra de arte da engenharia de linhas de comboio, a linha entre St. Moritz e Thussis, classificada como Património Mundial da UNESCO, a “Linha Rética de Albula/ Bernina Express”. Um trajeto verdadeiramente impressionante que nos transporta para uma montanha russa incrível, passando por viaduto espetacular à saída de um túnel.

Davos

Experimente o espírito dinâmico de Davos, o resort mais alto da Europa e desfrute de paz e solidão no intocado mundo montanhoso à sua porta. Davos é muito diversificado: férias, desporto, congressos, saúde, cultura, tudo acontece aqui.

Landwasser Viaduct

Com 65 metros de altura e 142 metros de comprimento, Landwasser Viaduct tornou-se o emblema do Glacier Express. Esta impressionante construção com cinco pilares de pedra num caminho curvo com um raio de 100 metros entra direto no Landwasser Tunnel.

          

Chur

Chur é a mais antiga cidade da Suiça, com uma história aproximada de cerca de 5000 anos. É também a principal cidade do cantão de Graubunden. Atualmente Chur é uma cidade moderna, movimentada e com uma riqueza arquitetónica histórica. Com ruelas sinuosas e praças escondidas, o centro histórico é um ponto de partida ideal para passear.

Rhine Gorge

Depois da última Idade do Gelo houve enormes deslizamentos de terras. Este evento deu origem às paisagens de George tal como são atualmente, as quais são conhecidas como o “Swiss Grand Canyon”. Este trajeto de rio esteve inacessível até à construção da linha Chur – llanz aberta em 1903.

O Desfiladeiro do Reno é uma aventura no “Grand Canyon” da Suíça, entre Ilanz e Reichenau,  que poderá ser realizada a pé, de bicicleta ou num barco de rafting.

Disentis

Disentis é a maior comunidade Romanche da Suiça. Esta vila é dominada por um mosteiro. Tanto o mosteiro como a igreja com as suas torres duplas datam de 1683 – 1695, fazendo dele o mais antigo mosteiro Beneditino da Suiça.

Oberalpass

Quando se viaja ao longo de Oberalpass, a linha de comboio já está a 2033 metros com a ajuda da cremalheira que o puxa a tão elevada altitude, fazendo deste local o ponto alto deste passeio. Aqui o comboio para cerca de 10 minutos para que as pessoas possam desfrutar das vistas e da neve, que neste sítio atinge quantidades gigantescas, uma paisagem de um branco sem igual.

Corvatsch é a estação de cume mais alta da região leste dos Alpes, com 3.303 metros de altitude, um paraíso para esquiadores e fãs de trilhos.

          

Andermatt

Andermatt foi fundada pelos Walsers no século XVII. As vistas aqui vão para as igrejas de St. Peter e St. Paul. Atualmente está em construção o Andermatt Swiss Alps Resort que estará concluído este ano e terá 6 hotéis quatro e cinco estrelas, 490 apartamentos de férias, 25 chalés exclusivos, centro de conferências piscina exterior e campo de golf. Depois de Oberalpass é interessante ver a linha de comboio a descer montanha abaixo, passando por um longo túnel, até Andermatt.

Brig

A História de Valais é também a história de Brig, zona dominada pela língua alemã. Fundada em 1250, esta cidade cresceu até ao estatuto de metrópole do comércio.

Brig é o ponto de partida para fantásticas caminhadas na maravilhosa paisagem do fantástico Aletsch glaciar, declarado Património da Unesco desde 2001.

Zermatt

O último trajeto deste passeio é feito entre montanhas selvagens, protegido por estruturas contra as avalanches e túneis. Em dias de sol, logo à saída da estação, o majestoso Matterhorn ergue-se diante dos nossos olhos. Este troço de linha entre Visp – Zermatt foi aberto em 1891 após dois trabalhosos anos de construção.

A previsão dos engenheiros ferroviários da época foi incrível: eles perceberam que as comunidades do vale que viveram da terra durante séculos teriam que procurar no turismo uma forma para os sustentar a longo prazo, trazendo desta forma prosperidade para a população de Zermatt, um vilarejo belíssimo localizado entre gigantes montanhas, no qual não são permitidos veículos.

A refeição a bordo é servida pelas 12h 30m, mais ou menos a meio do percurso, em Dissentis. Foi a primeira vez que fizemos um almoço num comboio e para as “Pequenas” foi uma experiência sem igual.

          

A refeição tem de ser reservada com antecedência, todos pagam incluindo as crianças e existem as seguintes opções: apenas o prato do dia por 30 CHF, menu de 3 prato (entrada, prato principal e sobremesa) por 43 CHF, ou então serviço à la carte. Se preferir, poderá pedir sanduíches, tábua de queijo, etc., não sendo necessário reserva, ou então fazer refeição ou beber algo no vagão bar.

No final da refeição é servido um pequeno miminho aos passageiros, uma bolacha e quase no final do trajeto passa um carrinho com lembranças para quem quiser comprar.

Os funcionários são muito prestáveis e simpáticos, o comboio é muito confortável, e tem excelentes instalações sanitárias.

Um passeio sem igual que recomendámos vivamente, uma experiência arrebatadora, de encher a alma.

No fim do passeio e com o aproximar também do fim do dia, fomos em direção a Annecy na França. Os dois dias seguintes foram passados em terras francesas, muito próximo da fronteira com a Suíça.

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Sobre

Olá, somos a Carla, o Leonel, a Sofia, a Francisca, e adorámos partir à descoberta do mundo juntos!

Aqui, partilhámos os vários destinos que já visitamos, os hotéis onde ficamos hospedados e os restaurantes que experimentámos. Queremos inspirar quem nos visita, a viajar e a experimentar, pois consideramos que a vida é uma soma de experiências e uma constante procura. Nesta procura, buscamos locais, espaços, gastronomia, cultura, pessoas e, acima de tudo, a felicidade que é poder conhecer, valorizar e preservar o mundo maravilhoso que temos.

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