Carla & Leonel

Carla & Leonel

Marvão – Vila – Portalegre

 
#Continuandoàprocura dos mais belos locais de Portugal, e situada no ponto mais alto da serra de São Mamede, encontra-se a encantadora vila de Marvão, localizada na magnífica região Alentejana, entre Castelo de Vide e Portalegre, já bem próxima de Espanha.
 
 

Do alto da vila tem-se vistas maravilhosas, de cortar a respiração, sobre toda a zona envolvente, sendo as melhores as que se visualizam a partir da torre do castelo e da pousada de Santa Maria.
Marvão está rodeada por muralhas do século XIII e do século XVII, os vestígios históricos da região remontam aos períodos Paleolítico e Neolítico e a sua localização estratégica, com difíceis acessos, serviram de proteção a Portugal durante séculos.

O carácter singular que tem o património arquitetónico militar da fortaleza de Marvão é que ele representa uma obra contínua, isto é, uma sobreposição de fortalezas, que passou por vários períodos da história.
Ao entrar nas muralhas é como que sentir a história do país, num ambiente de paz de espírito e tranquilidade, onde por momentos, parece que o tempo parou. As ruas são sinuosas e estreitas de arquitetura alentejana, o casario é branco e por todo o lado existem heranças góticas, manuelinas e testemunhos medievais de outros tempos, aos quais se juntam apontamentos da atualidade.

Para visitar

Castelo de Marvão
Em tempos longínquos o castelo de Marvão foi uma fortificação estratégica de detenção orientada para a fronteira de Espanha que dista desta localidade 13Km. O espaço constitui-se em dois recintes contíguos que abarcam toda a crista rochosa mais elevada, tendo sido construído em 1299 pelo rei D. Dinis.
O Castelo de Marvão ergue-se sobre uma crista quartzítica, na cota de 850 metros acima do nível do mar, encerrando em seus muros a vila medieval. Os muros, reforçados por torres, distribuem-se em linhas defensivas concêntricas: a linha interna, reforçada por duas torres e um cubelo, dominada pela Torre de Menagem, de planta quadrada, a linha intermediária, coroada por ameias e reforçada por torres maciças e a linha externa, constituída pela barbacã, de onde parte a cerca que envolve o monte e compreende a vila.
Está aberto todos os dias das 10h às 17h e o bilhete normal custa 1,50€, gratuito para crianças até aos 12 anos.

 
 

Museu Municipal
Este espaço está instalado na antiga igreja de Santa Maria, nele podem-se observar tradições etnológicas e culturais, bem como descobertas arqueológicas locais e também arte sacra.
A antiga igreja é uma construção, na sua estrutura gótica, o portal principal, de granito, voltado a nascente, reestruturado no século XVI, apresenta um frontão interrompido, encimado por uma janela retangular, ladeado por uma torre, quadrangular, com dois olhais. O acesso à torre é feito através de escada, em caracol, de granito do século XVI.
No interior mantém o espaço com três naves, separadas por arcadas de pilares a sustentar três arcos redondos, em alvenaria. A capela-mor mantém a estrutura primitiva, com fresta ao meio, abóbada de nervuras sustentadas por colunas com capitéis de decoração vegetalista espalmada. O tecto da igreja é de madeira, tipo “masseira”.
No corpo da igreja está implantada uma capela (século XVIII), altar de talha barroca, azulejada com painéis figurativos (paisagens), azul e branco, de boa feitura.
O espaço está aberto todos os dias excepto 2ª feira das 10h às 12h30 e das 13h30 às 17h, o preço é 1,90€ e as crianças até aos 12 anos e residentes no concelho não pagam, com Cartão de Estudante e Cartão Jovem e idosos o preço é 1€. Grupos Organizados, com marcação prévia, de 20 ou mais pessoas têm 30% de desconto.

 
 

Câmara Velha – Casa da Cultura de Marvão
A Câmara Velha foi o edifício dos Paços do Concelho, desde a sua construção, no reinado de D. Manuel (séc. XV/XVI) até 1956, ano em que se inauguraram as atuais instalações camarárias. O edifício foi construído com a pedra de armas manuelina e com a atribuição do foral em 1512.
É um dos mais importantes elementos da arquitetura civil da vila e, simultaneamente, o maior edifício antigo da mesma que se situa na confluência de três ruas (Rua de Cima, Rua das Portas da Vila e Rua do Relógio). A confluência constitui-se na praça, a do Pelourinho (também chamada praça da Vila), tendo ao centro este marco de justiça e símbolo do poder local, também ele manuelino.
Na frontaria do dito edifício existe a Torre do Relógio, também ela manuelina e pela qual se acede às prisões do rés-do-chão da Câmara Velha, cujas janelas dão para a fachada principal. Os dois compartimentos são hoje uma Oficina/Loja de Artesanato e também uma Sala de Exposições. Pela porta situada na Travessa da Cadeia, entra-se para o segundo e terceiro pisos do edifício. No pequeno hall de acesso, esteve instalada a antiga Cavalariça e, posteriormente, funcionou a Sala de Aferições com uma exposição.
A antiga Sala da Guarda, situada no segundo andar, tem porta para a torrinha balconada que guarda o sino da Câmara e uma outra, de abertura recente, que a faz comunicar com o resto do edifício que atualmente, é utilizada como Sala de Leitura do Arquivo Histórico Municipal.
A Sala do Antigo Tribunal é singular, dada a conjugação entre a modéstia do espaço e o forte mobiliário de castanho, pintado a azul e com recortes barrocos. A Sala de Reuniões constituía o modesto Salão Nobre da Câmara Velha cujo tecto chama logo a atenção, pela sua configuração em masseira e pelo antigo brasão do concelho que nele se encontra pintado, decorado com o título atribuído a Marvão. O espaço onde antigamente se localizava a antiga secretaria camarária, foi reabilitado para um Auditório.
A cantaria encontra-se coroada por ameias de inspiração manuelina e por quatro torrinhas decoradas. A fachada da entrada da Câmara Velha apresenta uma clara marca barroca na decoração da porta, atestada com a data inscrita de 1759.

Arquivo Histórico Municipal
Integrado, desde o final de 2002, no Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais (PARAM), o Arquivo Histórico Municipal de Marvão conta atualmente com uma sala de depósito, uma sala de leitura e está pela primeira vez aberto ao público.
Com cerca de 23 ml. de documentação, contém apenas a documentação relativa ao acervo histórico com atas de vereação, documentos de receita e despesa, correspondência, recenseamento escolar e militar, recenseamento de eleitores e elegíveis, matrículas dos expostos, entre muitos outros.
O espaço poderá ser visitado de 2ª a domingo das 9h30 às 13h e das 14h às 17h30, a entrada é livre.

Convento Nª Srª da Estrela
Instituído em 1448, associado à memória de uma “aparição” da Virgem, foi construído dentro do estilo gótico, revelado no seu interior, capela e claustro, e, exteriormente, pelo portal com arquivolta de arcos quebrados, emoldurada por um gablete.
Frente ao portal, existe um cruzeiro “manuelino”, do século XVI, de mármore, com coluna torça e capitel trabalhado.
A igreja do Convento, modificada, sem traços góticos significativos, tem abóbada redonda. A capela mor apresenta um retábulo, em alvenaria, pintado, século XVIII, dois painéis de azulejos, representando Anjos, século XVII e, sob o arco cruzeiro, está uma teia de ferro forjada, do mesmo século.
A capela lateral integra, à entrada, um espaço com abóbada “nervurada”, escada e púlpito de granito, que, primitivamente, serviu de refeitório. O púlpito ou tribuna, de granito, com pé, foi lugar de leitura, durante as refeições dos conventuais e, para ele se subia por uma porta, com arco ogival, aberta na parede. Perto fica a sala dos mesários que para aqui se transferiu.
Segue-se a parte mais assinalável, o “corpo” da primitiva capela gótica com abóbada de arcos quebrados (nervuras) com bocetes ornamentados de florões, apoiados em mísulas, apoiadas em colunelos. Uma estrutura gótica que tem contígua a “capela mor” da igreja de Nossa Senhora da Estrela com retábulo barroco, século XVIII, em mármore de Extremoz, com trono aberto, onde está uma imagem de Nossa Senhora com o Menino, pedra de ançã, século XVI.
A sacristia e outra dependência estão revestidas de azulejo e o claustro, quadrado com dois pisos, conserva ainda restos de arcos quebrados e de abóbadas nervuradas, com alguns elementos góticos dispersos.

 

 

Igreja de São Tiago
Com elementos primitivos góticos, tem um portal com gablete encimado por uma cruz, integrando arquivoltas quebradas com molduras redondas, capitéis simples, sem decoração, colunas e bases lisas. A fachada mostra uma janela retangular sobre o portal e uma torre com dois olhais, rematada por uma semi esfera.
O interior conserva o espaço primitivo: três naves, separadas por três arcos quebrados, de cada lado, sustentadas por pilares de granito, abóbada de madeira, tipo “masseira”.
A capela mor, relativamente recente, tem um retábulo com trono aberto em alvenaria, substituindo um antigo de talha.
No lado esquerdo, encontra-se uma capela com estrutura gótica, abóbada de arcos quebrados (nervuras), sustentados por colunelos. O altar é barroco, de talha, século XVII. Ainda se encontram “restos” de uma capela dedicada a São Pedro.
De frente, está outra capela, igualmente barroca, em mármore de Estremoz, século XVIII,  tal como o arco que a enquadra, com azulejos do século XVII.
Este complexo arquitetónico oferece um conjunto de valores diversificados que vão desde o gótico, século XIV/XV, até ao século XVIII, onde se integra um sacrário pintado do Renascimento, mal conservado e um valioso conjunto de paramentos de seda, veludo, brocado, do século XVI ao século XVIII.

Igreja Espírito Santo
Este templo, ligado à primitiva Misericórdia, onde esteve, na época medieval, uma casa de assistência, precursora daquela instituição, apresenta na frontaria um portal do Renascimento, com arco redondo, a enquadrar a porta, encimado por duas janelas com pilastras e bases de granito e capitéis decorados com folhas de acanto.
No friso corre uma ornamentação geométrica de losangos e círculos. De cada lado, encontram-se os dois tradicionais bustos em alto relevo e em forma de medalhões. Na parte superior, um frontão de volutas é rematado por um nicho, onde se encontra uma imagem de Nossa Senhora, de pedra.
No interior a igreja tem uma só nave, com púlpito, com um altar de talha.

Cruzeiro Manuelino
Monumento religioso de finais do século XV, localizado no adro da Igreja de Nossa Senhora da Estrela, recebeu em 1922 a classificação de Monumento Nacional.
Apresenta soco de 3 degraus de granito, os inferiores de planta quadrangular e o superior circular. Coluna de mármore com base formada por plinto espiralado, pequena escócia, bocelão decorado de ornato em corda, escócia facetada e bocel; fusto curto, torso, de 3 feixes que terminam em cordas formando nós e laçaria, sobre eles anel decorado de ornato em corda igual ao bocelão da base da coluna que acaba com uma grande cruz terminando em pinhas em forma de flor-de-lis, duas faces historiadas com a figura de Cristo esculpida e na outra a de Nossa Senhora da Piedade.

Pelourinho
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933, este marco jurisdicional de tipologia manuelina, encontra-se implantado na Praça diante da antiga Câmara Municipal.
É composto por soco de 4 degraus de planta octagonal, coluna com base quase inexistente sextavada sobre a qual nasce o fuste sextavado decorado de bolas em 3 das faces e interrompido por 4 cubos salientes decorados na face fronteira por uma bola, termina em pirâmide cónoca. Possui 4 ferros de sujeição nas faces livres na zona das saliências que formam o capitel.
Foi restaurado em 1940, e do original restou apenas o fuste da coluna.

Cidade Romana de Ammaia
É em São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão, que se localizam as ruínas duma cidade romana.
Da grande cidade, nos princípios deste século, apenas restam à superfície alguns muros que a memória popular diz serem os que a terra não conseguiu engolir. As ruas e casas da velha urbe lentamente deram lugar a terrenos de lavoura. De vez enquando um arado vai mais fundo e levanta alguma cantaria ou canalização trazendo até à superfície alguns restos da desaparecida Ammaia. Dizem que a cidade está intacta, mas muito funda.

Lagar-Museu
Trata-se de um espaço de interpretação do azeite, um lugar didático, polivalente que tem como principal objetivo contar a história da família do lagar e do azeite de Marvão, abordando temas técnicos sobre o olival e os métodos conhecidos de extração, uma visita guiada pelas raízes do saber alentejano que fica na Aldeia de Galegos em Marvão.
A visita é guiada e em grupo, individualmente é necessário contactar o lagar para marcar a visita com o guia pelo número 938 029 249.
A visita, que dura 75 minutos, tem um valor de 15,90€/pessoa com direito a uma embalagem de azeite de oferta. Crianças com menos de 10 anos acompanhadas pelos familiares não pagam.

 

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Sobre

Olá, somos a Carla, o Leonel, a Sofia, a Francisca, e adorámos partir à descoberta do mundo juntos!

Aqui, partilhámos os vários destinos que já visitamos, os hotéis onde ficamos hospedados e os restaurantes que experimentámos. Queremos inspirar quem nos visita, a viajar e a experimentar, pois consideramos que a vida é uma soma de experiências e uma constante procura. Nesta procura, buscamos locais, espaços, gastronomia, cultura, pessoas e, acima de tudo, a felicidade que é poder conhecer, valorizar e preservar o mundo maravilhoso que temos.

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