Carla & Leonel

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Marvão – Portalegre

Situada no coração das montanhas do Parque Natural da Serra de São Mamede, Marvão é uma pequena vila fortificada no distrito de Portalegre. O destino ideal para os viajantes que procuram uma mistura de história, cultura e beleza natural.

Marvão remonta à era medieval, tendo sido uma fortaleza estratégica que controlava a fronteira entre Portugal e Espanha. As suas muralhas imponentes e o castelo do século XIII testemunham o seu passado glorioso e proporcionam vistas desafogadas sobre o campo circundante. A arquitetura preservada das casas de pedra e ruas estreitas transporta os visitantes ao passado, enquanto exploram as vielas sinuosas da vila.

Apesar do seu tamanho modesto, a vila de Marvão é rica em cultura e tradição. Os seus habitantes são acolhedores e orgulhosos das suas raízes, e muitos eventos e festivais locais celebram a música, dança e gastronomia tradicionais portuguesas.

Além do seu património histórico, Marvão é abençoada pela inegável beleza natural. Os arredores do Parque Natural da Serra de São Mamede oferecem oportunidades para caminhadas, observação de aves e outras atividades ao ar livre.

A gastronomia de Marvão é tão cativante quanto a sua paisagem. Os restaurantes locais servem pratos tradicionais portugueses, preparados com ingredientes frescos e locais. Desde pratos de caça até queijos artesanais e vinhos regionais, a culinária é uma celebração dos sabores autênticos da região.

O charme de Marvão vai além da sua paisagem e história. A hospitalidade dos seus habitantes é verdadeiramente cativante, e os visitantes são recebidos calorosamente em cada esquina. Quer se esteja a explorar as ruas estreitas da vila ou a desfrutar de uma refeição num dos seus restaurantes acolhedores, é possível sentirmo-nos em casa em Marvão.

Marvão está rodeada por muralhas do século XIII e do século XVII, os vestígios históricos da região remontam aos períodos Paleolítico e Neolítico e a sua localização estratégica, com difíceis acessos, serviram de proteção a Portugal durante séculos.

O carácter singular do património arquitetónico militar da fortaleza de Marvão é que ele representa uma obra contínua, isto é, uma sobreposição de fortalezas, que passou por vários períodos da história.
Ao entrar nas muralhas é como que sentir a História do país, num ambiente de paz, de espírito e tranquilidade, onde por momentos, parece que o tempo parou. As ruas são sinuosas e estreitas, de arquitetura alentejana, o casario é branco e por todo o lado existem heranças góticas, manuelinas e testemunhos medievais de outros tempos, aos quais se juntam apontamentos da atualidade.

 

Para Ver

Castelo de Marvão

Em tempos longínquos o castelo de Marvão foi uma fortificação estratégica de detenção orientada para a fronteira de Espanha que dista desta localidade 13Km. O espaço constitui-se em dois recintes contíguos que abarcam toda a crista rochosa mais elevada, tendo sido construído em 1299 pelo rei D. Dinis.
O Castelo de Marvão ergue-se sobre uma crista quartzítica, na cota de 850 metros acima do nível do mar, encerrando em seus muros a vila medieval. Os muros, reforçados por torres, distribuem-se em linhas defensivas concêntricas: a linha interna, reforçada por duas torres e um cubelo, dominada pela Torre de Menagem, de planta quadrada, a linha intermediária, coroada por ameias e reforçada por torres maciças e a linha externa, constituída pela barbacã, de onde parte a cerca que envolve o monte e compreende a vila.

 
 
 

Museu Municipal

Neste espaço, instalado na antiga igreja de Santa Maria, podem-se observar tradições etnológicas e culturais, bem como descobertas arqueológicas locais e também arte sacra.
A antiga igreja é uma construção, na sua estrutura gótica, o portal principal, de granito, voltado a nascente, reestruturado no século XVI, apresenta um frontão interrompido, encimado por uma janela retangular, ladeado por uma torre, quadrangular, com dois olhais. O acesso à torre é feito através de escada, em caracol, de granito do século XVI.

No interior existem três naves, separadas por arcadas de pilares a sustentar três arcos redondos, em alvenaria. A capela-mor mantém a estrutura primitiva, com fresta ao meio, abóbada de nervuras sustentadas por colunas com capitéis de decoração vegetalista espalmada. O tecto da igreja é de madeira, tipo “masseira”.
No corpo da igreja está implantada uma capela (século XVIII), altar de talha barroca, azulejada com painéis figurativos (paisagens), azul e branco, de boa feitura.

 

Câmara Velha – Casa da Cultura de Marvão

A Câmara Velha foi o edifício dos Paços do Concelho, desde a sua construção, no reinado de D. Manuel (séc. XV/XVI) até 1956, ano em que se inauguraram as atuais instalações camarárias. O edifício foi construído com a pedra de armas manuelina e com a atribuição do foral em 1512.
É um dos mais importantes elementos da arquitetura civil da vila e, simultaneamente, o maior edifício antigo da mesma que se situa na confluência de três ruas (Rua de Cima, Rua das Portas da Vila e Rua do Relógio). A confluência constitui-se na praça, a do Pelourinho (também chamada praça da Vila), tendo ao centro este marco de justiça e símbolo do poder local, também ele manuelino.
Na frontaria do dito edifício existe a Torre do Relógio, também ela manuelina e pela qual se acede às prisões do rés-do-chão da Câmara Velha, cujas janelas dão para a fachada principal. Os dois compartimentos são hoje uma Oficina/Loja de Artesanato e também uma Sala de Exposições. Pela porta situada na Travessa da Cadeia, entra-se para o segundo e terceiro pisos do edifício. No pequeno hall de acesso, esteve instalada a antiga Cavalariça e, posteriormente, funcionou a Sala de Aferições com uma exposição.
A antiga Sala da Guarda, situada no segundo andar, tem porta para a torrinha balconada que guarda o sino da Câmara e uma outra, de abertura recente, que a faz comunicar com o resto do edifício que atualmente, é utilizada como Sala de Leitura do Arquivo Histórico Municipal.
A Sala do Antigo Tribunal é singular, dada a conjugação entre a modéstia do espaço e o forte mobiliário de castanho, pintado a azul e com recortes barrocos. A Sala de Reuniões constituía o modesto Salão Nobre da Câmara Velha cujo teto chama logo a atenção, pela sua configuração em masseira e pelo antigo brasão do concelho que nele se encontra pintado, decorado com o título atribuído a Marvão. O espaço onde antigamente se localizava a antiga secretaria camarária, foi reabilitado para um Auditório.
A cantaria encontra-se coroada por ameias de inspiração manuelina e por quatro torrinhas decoradas. A fachada da entrada da Câmara Velha apresenta uma clara marca barroca na decoração da porta, atestada com a data inscrita de 1759.

 

Arquivo Histórico Municipal

Integrado, desde o final de 2002, no Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais (PARAM), o Arquivo Histórico Municipal de Marvão conta, atualmente, com uma sala de depósito, uma sala de leitura e está pela primeira vez aberto ao público.
O espaço contém a documentação relativa ao acervo histórico com atas de vereação, documentos de receita e despesa, correspondência, recenseamento escolar e militar, recenseamento de eleitores e elegíveis, matrículas dos expostos, entre muitos outros.

 

Convento N.ª Sr.ª da Estrela

Instituído em 1448, associado à memória de uma “aparição” da Virgem, foi construído dentro do estilo gótico, revelado no seu interior, capela e claustro, e, exteriormente, pelo portal com arquivolta de arcos quebrados, emoldurada por um gablete.
Frente ao portal, existe um cruzeiro “manuelino”, do século XVI, de mármore, com coluna torça e capitel trabalhado.
A igreja do Convento, modificada, sem traços góticos significativos, tem abóbada redonda. A capela mor apresenta um retábulo, em alvenaria, pintado, século XVIII, dois painéis de azulejos, representando Anjos, século XVII e, sob o arco cruzeiro, está uma teia de ferro forjada, do mesmo século.
A capela lateral integra, à entrada, um espaço com abóbada “nervurada”, escada e púlpito de granito, que, primitivamente, serviu de refeitório. O púlpito ou tribuna, de granito, com pé, foi lugar de leitura, durante as refeições dos conventuais e, para ele se subia por uma porta, com arco ogival, aberta na parede. Perto fica a sala dos mesários que para aqui se transferiu.
Segue-se a parte mais assinalável, o “corpo” da primitiva capela gótica com abóbada de arcos quebrados (nervuras) com bocetes ornamentados de florões, apoiados em mísulas, apoiadas em colunelos. Uma estrutura gótica que tem contígua a “capela mor” da igreja de Nossa Senhora da Estrela com retábulo barroco, século XVIII, em mármore de Extremoz, com trono aberto, onde está uma imagem de Nossa Senhora com o Menino, pedra de ançã, século XVI.
A sacristia e outra dependência estão revestidas de azulejo e o claustro, quadrado com dois pisos, conserva ainda restos de arcos quebrados e de abóbadas nervuradas, com alguns elementos góticos dispersos.

 

Igreja de São Tiago

Com elementos primitivos góticos, tem um portal com gablete encimado por uma cruz, integrando arquivoltas quebradas com molduras redondas, capitéis simples, sem decoração, colunas e bases lisas. A fachada mostra uma janela retangular sobre o portal e uma torre com dois olhais, rematada por uma semi esfera.
O interior conserva o espaço primitivo: três naves, separadas por três arcos quebrados, de cada lado, sustentadas por pilares de granito, abóbada de madeira, tipo “masseira”.
A capela mor, relativamente recente, tem um retábulo com trono aberto em alvenaria, substituindo um antigo de talha.
No lado esquerdo, encontra-se uma capela com estrutura gótica, abóbada de arcos quebrados (nervuras), sustentados por colunelos. O altar é barroco, de talha, século XVII. Ainda se encontram “restos” de uma capela dedicada a São Pedro.
De frente, está outra capela, igualmente barroca, em mármore de Estremoz, século XVIII,  tal como o arco que a enquadra, com azulejos do século XVII.
Este complexo arquitetónico oferece um conjunto de valores diversificados que vão desde o gótico, século XIV/XV, até ao século XVIII, onde se integra um sacrário pintado do Renascimento, mal conservado e um valioso conjunto de paramentos de seda, veludo, brocado, do século XVI ao século XVIII.

 

Igreja Espírito Santo

Este templo, ligado à primitiva Misericórdia onde esteve, na época medieval, uma casa de assistência, precursora daquela instituição, apresenta na frontaria um portal do Renascimento, com arco redondo, a enquadrar a porta, encimado por duas janelas com pilastras e bases de granito e capitéis decorados com folhas de acanto.
No friso corre uma ornamentação geométrica de losangos e círculos. De cada lado, encontram-se os dois tradicionais bustos em alto relevo e em forma de medalhões. Na parte superior, um frontão de volutas é rematado por um nicho, onde se encontra uma imagem de Nossa Senhora, de pedra.
O interior a igreja tem uma só nave, com púlpito e um altar de talha.

 

Cruzeiro Manuelino

Monumento religioso de finais do século XV, localizado no adro da Igreja de Nossa Senhora da Estrela, recebeu em 1922 a classificação de Monumento Nacional.
Apresenta soco com três degraus de granito, os inferiores de planta quadrangular e o superior circular. Coluna de mármore com base formada por plinto espiralado, pequena escócia, bocelão decorado de ornato em corda, escócia facetada e bocel; fusto curto, torso, de 3 feixes que terminam em cordas formando nós e laçaria, sobre eles anel decorado de ornato em corda igual ao bocelão da base da coluna que acaba com uma grande cruz terminando em pinhas em forma de flor-de-lis, duas faces historiadas com a figura de Cristo esculpida e na outra a de Nossa Senhora da Piedade.

 

Pelourinho

Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933, este marco jurisdicional de tipologia manuelina, encontra-se implantado na Praça diante da antiga Câmara Municipal.
É composto por soco de quatro degraus de planta octagonal, coluna com base quase inexistente sextavada sobre a qual nasce o fuste sextavado decorado de bolas em 3 das faces e interrompido por quatro cubos salientes decorados na face fronteira por uma bola, termina em pirâmide cónoca. Possui quatro ferros de sujeição nas faces livres na zona das saliências que formam o capitel.
Foi restaurado em 1940, e do original restou apenas o fuste da coluna.

 

Para Comer 

Restaurante Varanda do Alentejo

É no seio da bonita vila alentejana de Marvão, distrito de Portalegre, que se localiza o restaurante Varanda do Alentejo, um espaço que homenageia a gastronomia local.

O restaurante foi idealizado em 1987, e até 2013, foi um local característico dos anos 80, com um café no piso térreo e uma sala no primeiro piso, altura em que surgiu este novo projeto no qual inovar na tradição é o mote.

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Sobre

Olá, somos a Carla, o Leonel, a Sofia, a Francisca, e adorámos partir à descoberta do mundo juntos!

Aqui, partilhámos os vários destinos que já visitamos, os hotéis onde ficamos hospedados e os restaurantes que experimentámos. Queremos inspirar quem nos visita, a viajar e a experimentar, pois consideramos que a vida é uma soma de experiências e uma constante procura. Nesta procura, buscamos locais, espaços, gastronomia, cultura, pessoas e, acima de tudo, a felicidade que é poder conhecer, valorizar e preservar o mundo maravilhoso que temos.

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