Carla & Leonel

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Vila de Óbidos – Leiria

#Continuandoàprocura  das mais belas vilas portuguesas estivemos, mais uma vez, na belíssima vila medieval de Óbidos, localizada no interior de uma imponente muralha, no distrito de Leiria, na fantástica zona do Oeste.

Óbidos é um daqueles lugares tão bonitos quanto fotogénicos, em que para qualquer lado que nos viramos há sempre algo que merece ser fotografado. As casinhas são brancas com alguns detalhes em amarelo ou azul, num labirinto de ruelas estreitas, muito coloridas, com cheiros surpreendentes e uma agitação de pessoas sempre fenomenal.

Não há muito o que fazer em Óbidos além de passear, saborear a gastronomia local e fotografar, fotografar. Há alguns museus e igrejas que podem ser visitados, mas o mais fabuloso é deambular pelas suas ruelas carregadas de pormenores arquitetónicos que sobreviveram a séculos de história e principalmente ao terramoto de 1755, e ao longo da muralha, que oferece vistas encantadoras.

Óbidos acolhe inúmeros eventos, e é conhecida pela sua deliciosa ginja, pelos bordados originais, pelos trabalhos em verga e pela beleza natural. Sendo um dos destinos turísticos mais populares de Portugal.

Uma das figuras centrais desta vila é Josefa D’Óbidos que nasceu em Sevilha mas foi em Óbidos que se instalou e que, mais tarde, se destacou como pintora, cujos trabalhos podem ser vistos em vários locais.

Para além da imensa beleza arquitetónica, a natureza é outro dos bens mais preciosos e abundantes na região, para além do oceano, ali tão próximo. Por isso existem uma série de opções para desfrutar nas redondezas, como a Lagoa de Óbidos, a praia de Covões, a praia do Bom Sucesso, a praia d’El Rei ou a praia de Rei Cortiço. Há também a Eco-Via – Várzea da Rainha, que liga a Vila à Praia do Bom Sucesso, os trilhos e percursos turísticos e ainda o campo de golfe na Praia D’El Rey, com vista para as Berlengas.

 

Para Ver

As Muralhas

          

São 2 Km de caminhada para quem quer ter uma visão panorâmica da vila e deliciar-se a paisagem envolvente. As muralhas contam a história de uma vila que, em outros tempos, recebeu a realeza, quer para descansar, quer para afastar-se dos conflitos da Corte. Em 1148, D. Afonso Henriques tomou Óbidos definitivamente aos árabes e mais tarde foi oferecida por D. Dinis à sua esposa, D. Isabel, tendo ficado assim pertença da Casa das Rainhas.

          


O Castelo

          

          

A principal atração da vila é o Castelo, construção do século XIII, é uma das Sete Maravilhas de Portugal, tendo sido transformado em Pousada Histórica há vários anos, por isso não é possível visitar, e que oferece aos seus hóspedes uma noite de rei.

Sofreu inúmeras alterações ao longo dos anos, principalmente com o terramoto de 1755, ainda assim manteve alguns dos seus elementos originais. No século XX estava bastante danificado, até ser recuperado tornando-se a primeira pousada do Estado num edifício histórico.

 

A Porta da Vila

É considerada a entrada principal de Óbidos e, no seu interior, alberga a capela-oratória de Nossa Senhora da Piedade, a Padroeira da Vila. Construída cerca de 1380, é toda revestida por azulejos brancos e azuis, com motivos sobre a paixão de Cristo. Normalmente, está por ali um músico, cujas músicas ajudam a criar uma atmosfera de viagem ao passado.

 

A Rua Direita – Principal

          

          

É a rua mais conhecida e mais movimentada da vila e que faz a ligação entre a Porta da Vila e o Paço dos Alcaides. Apesar de ter perdido alguns dos antigos portais góticos, mantém algumas das caraterísticas primitivas. É uma rua cheia de pessoas e muito comércio tradicional.

 

A Igreja de Santa Maria

A igreja remonta ao período visigótico, tendo sido, inclusive, uma mesquita no período muçulmano. Em 1148, por ordem de D. Afonso Henriques, foi transformada em igreja, novamente, a igreja matriz da vila.

Foi nesta igreja que, em 1444, casaram-se Afonso V e sua prima Isabel, um com 10 e o outro com 8 anos de idade.

 

O Pelourinho

Foi erguido em 1513 e é o símbolo da autonomia Municipal.

 

A Igreja de São Pedro

Igreja de construção medieval, restaurada na segunda metade do século XVI, foi um dos monumentos afetados pelo terramoto de 1755, no entanto, mantém o retábulo barroco de talha dourada do período joanino. Aqui foi sepultada a pintora Josefa de Óbidos em 1684.

 

O Museu Municipal de Óbidos

Desde 1970 que o Museu Municipal preserva o melhor da produção artística local e homenageia a vertente religiosa da vila. O espólio reúne pinturas dos séculos XVI e XVIII, incluindo dos artistas André Reinoso e Josefa d’Óbidos. Possui também um Centro de Documentação e Investigação, ponte entre os serviços museológicos e outros serviços municipais de cultura, permitindo uma maior amplitude de informação em diversos domínios da História, da Arte e do Património. Está aberto de terça a domingo das 10h-13h e 14h-18h.

 

A Galeria NovaOgiva

A Galeria NovaOgiva representa o ponto de partida de todas as expressões culturais da vila com exposições que exprimem a história e arquitetura locais, um espaço dedicado à arte contemporânea.

 

O Aqueduto de Óbidos

O aqueduto da vila, também conhecido por Aqueduto da Usseira, tem 6 Km de comprimento, dos quais 3 Km são subterrâneos, e foi totalmente custeado pela Rainha D. Catarina de Áustria, mulher de D. João III, tendo desta forma, surgido “primeiro sistema de abastecimento de água” de Óbidos no século XVI.

 

O Santuário do Senhor Jesus da Pedra

Neste santuário, datado de 1747, que fica no exterior das muralhas, destacam-se as três capelas, as janelas invertidas e a imagem de pedra de Cristo Crucificado. No altar-mor está a cruz de pedra exposta, resguardada numa caixa envidraçada. Existem várias lendas que tentam explicar os milagres relacionadas com esta cruz, e segundo consta, foi em 1730, que um lavrador diz ter sido chamado pela cruz e lhe pediu “veneração”. Quando o fez com outras pessoas terá acabado a seca na região.

 

Onde Comer

A caldeirada de peixe da Lagoa de Óbidos e as enguias fritas são os pratos mais conhecidos. Nas carnes, o destaque vai para o ensopado de cabrito ou de borrego, as carnes na brasa e os espargos com presunto e cabrito assado. Na doçaria, sobressaem as lampreias das Gaeiras, as trouxas-de-ovos ou os pastéis de Moura.

O Jamon, Jamon é um pequeno restaurante muito convidativo e com boa comida caseira. Recomendamos a tábua de queijos e enchidos.

 

Antes de deixar esta lindíssima vila, não deixe de experimentar a ginginha de Óbidos, uma bebida típica feita a partir da ginja, que servida em um copinho de chocolate é ainda mais deliciosa.

          

 

Onde Ficar

– Pousada Castelo de Óbidos

– Josefa d´Óbidos hotel

– Lugares com História

– The Literary Man Óbidos Hotel

– Casa de Campo São Rafael – Turismo Rural

– Bom Sucesso Resort

Evolutee Hotel & Spa

 

Como chegar a Óbidos

 

– De carro

Pela auto estrada A8 no sentido Leiria, saindo na saída 15.

 

– De autocarro

Para quem opta pelo transporte público, esta é a melhor maneira de chegar lá, pois eles param perto da Porta da Vila. A empresa que faz o trajeto é a Rodotejo.

 

– De comboio

Não é a melhor opção, pois a estação fica distante da vila.

 

Grandes eventos temáticos a não perder em Óbidos:

          

– Festival Internacional de Chocolate (entre Março e Abril). Entrada: 6€ para os adultos e 3€ para as crianças.

– Mercado Medieval (entre Julho e Agosto). Entrada: 7€ para os adultos, gratuito para crianças.

– Festival Literário Internacional de Óbidos (em Outubro).

– Vila Natal (30 Novembro a 31 de Dezembro). Entrada: 7€ para os adultos e 5€ para as crianças.

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Sobre

Olá, somos a Carla, o Leonel, a Sofia, a Francisca, e adorámos partir à descoberta do mundo juntos!

Aqui, partilhámos os vários destinos que já visitamos, os hotéis onde ficamos hospedados e os restaurantes que experimentámos. Queremos inspirar quem nos visita, a viajar e a experimentar, pois consideramos que a vida é uma soma de experiências e uma constante procura. Nesta procura, buscamos locais, espaços, gastronomia, cultura, pessoas e, acima de tudo, a felicidade que é poder conhecer, valorizar e preservar o mundo maravilhoso que temos.

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