Carla Ferreira

Carla Ferreira

Parque e Palácio de Monserrate – Sintra

 

#Continuando à procura de locais fabulosos que conjugam criações artísticas com paisagísticas, estivemos no Parque de Monserrate. Localizado em Sintra, este parque é uma das mais belas criações arquitetónicas e paisagísticas do Romantismo, realizado por Sir Francis Cook, testemunhos ímpares dos ecletismos do século XIX.

O Palácio combina influências góticas, indianas e sugestões mouriscas, bem como  motivos exóticos e vegetalistas que se prolongam harmoniosamente no exterior. Esta antiga propriedade rural de 33 hectares alberga uma notável coleção botânica com espécies de todo o mundo, plantadas por zonas de origem, compondo cenários contrastantes ao longo de caminhos sinuosos, por entre ruínas, recantos, lagos, cascatas e um relvado que apela ao descanso.

Depois de passar os portões, existem uma série de percursos que passam por todos estes locais e nos levam ao palácio. O difícil foi escolher por onde ir, pois tudo o que a nossa vista alcançava era fabuloso. Bem, lá nos decidimos pelo percurso que inicia perto do lago, com a designação de uma fonte lendária da Grécia Antiga, e seguimos em direção às ruínas da capela, um local místico incrível e, dali fomos para os lagos ornamentais e aproveitamos um pouco do longo relvado para descansar e contemplar um dos mais ricos jardins botânicos portugueses e uma das mais belas criações paisagísticas do Romantismo em Portugal.

     

Os jardins circundantes receberam espécies vindas de todo o mundo e foram organizados por áreas geográficas, das quais se salienta o México, refletindo as diversas origens das plantas e compondo cenários ao longo de caminhos, por entre ruínas, recantos, lagos e cascatas. É assim, graças à intervenção do pintor William Stockdale e do mestre jardineiro Francis Burt e, acima de tudo, ao espírito romântico de Francis Cook, que podemos hoje encontrar o Parque de Monserrate tal como ele é.

     

Nos diversos jardins encontram-se cenários contrastantes onde – ao longo de caminhos sinuosos e em convívio com espécies espontâneas da região (como os medronheiros de porte arbóreo, os azevinhos e os imponentes sobreiros) – surgem ancestrais araucárias e palmeiras, fetos arbóreos de Austrália e Nova Zelândia e agaves e yuccas que recriam um cenário do México. Neste passeio pelos cinco continentes através da botânica também se destacam as camélias, azáleas, rododendros e bambus, evocando um jardim do Japão. O Estado adquiriu a propriedade e o Palácio em 1949.

     

Depois de passarmos pelo Jardim do México e pelo Roseiral e dirigimo-nos para o Palácio de Monserrate. O Palácio foi construído em 1856, pelo arquiteto inglês James T. Knowles, para residência de verão da família Cook, um luxo, diga-se de passagem. Tendo como base as ruínas da mansão neogótica edificada por Gerard de Visme no século XVIII, é um testemunho ímpar do espírito eclético de Oitocentos.

          

A Quinta de Monserrate foi arrendada por Gerard de Visme (1789), rico comerciante inglês, que aí construiu uma casa em estilo neogótico. William Beckford subarrendou Monserrate em 1793-1794 mas, em 1809, quando Lord Byron visita a propriedade, a casa já estava em ruínas. O aspeto sublime da propriedade foi fonte de inspiração para o poeta, que cantou Monserrate na sua obra Childe Harold’s Pilgrimage, após o que a quinta se tornou num local de visita obrigatória de viajantes estrangeiros, sobretudo ingleses, que o descreveram em inúmeros relatos de viagens e o ilustraram em gravuras.

          

Um dos visitantes famosos foi Francis Cook, outro rico industrial inglês mais tarde agraciado pelo rei D. Luís com o título de Visconde de Monserrate, que sub-rogou a propriedade em 1856. A aquisição efetiva da propriedade acontece em 1863, iniciando, com o arquiteto James Knowles, a transformação do que restava da casa de De Visme. O Palácio de Monserrate, que exibe, na sua decoração, influências medievais e orientalizantes é, com o Palácio da Pena, um dos mais importantes exemplos da arquitetura romântica em Portugal.

          

O Parque e Palácio de Monserrate foram classificados como Imóvel de Interesse Público em 1975, integrando-se na Paisagem Cultural de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade desde 1995.

Em 2013 o Parque de Monserrate foi premiado com um European Garden Award na categoria de “Melhor Desenvolvimento de um Parque ou Jardim Histórico”, um lugar sublime, um espaço muito tranquilo, com uma atmosfera romântica incrível.

No final da visita, ou no início para quem pretender, o parque disponibiliza um carrinho para transportar os visitantes do palácio até ao portão de entrada ou vice-versa.

     

 

Horário

Época Alta:

PARQUE – 09h30 às 20h (última entrada 19h)

PALÁCIO – 09h30 às 19h (última entrada 18h15)

 

Época Baixa:

PARQUE – 10h às 18h (última entrada 17h)

PALÁCIO – 10h às 17h (última entrada 16h30)

 

Preço

PARQUE E PALÁCIO

Bilhete adulto (de 18  a  64 anos) – 8€

Bilhete jovem (de 6 a 17 anos) – 6,50€

Bilhete sénior (maiores de 65 anos) – 6,50€

Bilhete Família (2 adultos + 2 jovens) – 26€

Nota: Bilhetes combinados de dois locais ou mais têm desconto que vai de 5 a 10%. Aos domingos, durante todo o dia, os munícipes do Concelho de Sintra estão isentos de pagamento de entrada nos parques e monumentos sob gestão da Parques de Sintra.

 

Morada

Parque de Monserrate

Sintra

T. 219 237 300

Mais Informações >

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Sobre

Olá, o meu nome é Carla Ferreira. Vivo em Viseu com a minha família, o marido Leonel e as filhas Sofia e Francisca.

Somos apaixonados pelo mundo, pela Natureza, pelas pessoas, culturas e tradições. Somos inquietos, sempre com uma vontade enorme de explorar mais e mais, de estar constantemente à procura. Privilegiamos muito o conhecimento, a valorização, a preservação e a sustentabilidade do planeta Terra. 

Explorar o mundo e partilhá-lo com as pessoas são das coisas que mais gostamos de fazer.

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