Carla Ferreira

Carla Ferreira

Pitões das Júnias – Montalegre

#Continuandoàprocura das aldeias mais incríveis e fascinantes de Portugal, em setembro de 2019, fomos conhecer Pitões das Júnias, uma aldeia pertencente ao concelho de Montalegre e uma das mais altas de Portugal com 1103 metros de altitude.

A aldeia fica localizada numa região de rara beleza e tranquilidade. Empoleirada entre os picos do Gerês a poente e noroeste, e o planalto da Mourela a nascente e nordeste, é uma localidade típica da região do Barroso, em Trás-os-Montes e que perpetua tradições que não se encontram em mais nenhum lugar.

Ao chegarmos à aldeia deparámo-nos com um enquadramento paisagístico deslumbrante. Uma aldeia isolada, cujas habitações foram construídas em granito, muito próximas umas das outras, rodeadas de ruelas estreitas e ao longe as fabulosas escarpas graníticas do Gerês.

Sendo uma aldeia de agricultores e pastores, tem nestas atividades a sua principal fonte de benefícios. À semelhança de muitas aldeias, Pitões da Júnias tem vindo a assistir ao decrescer do seu número de habitantes, o que acabou por se refletir num crescente isolamento da população. Os habitantes sentem necessidade de criar razões no sentido de motivar as pessoas ao convívio, que está também a desaparecer, existindo por isso o desejo de terem atividades na aldeia que promovam o contacto entre a população.

Além da autenticidade das suas gentes, da fauna e da flora riquíssima, possui alguns locais extraordinários como, o Mosteiro de Santa Maria das Júnias e a Cascata de Pitões das Júnias.


Mosteiro de Santa Maria das Júnias

Mosteiro, do século IX, em ruínas localizado nos arredores de Pitões das Júnias, devidamente sinalizado.

Para lá chegarmos tivemos de fazer uma caminhada de cerca 400 metros por um caminho irregular de lajes e pedras até ao Vale da Serra da Mourela, num local bastante isolado, que era como se pretendia naquela época.

Atualmente o mosteiro encontra-se em ruínas, à exceção da igreja, devido ao incêndio que deflagrou após um ataque do exército espanhol à aldeia, durante a Guerra da Restauração da Independência Portuguesa, depois de 1640. No século XVIII foi recuperado e habitado por monges. Em 1850 ardeu novamente, desta vez resultado de brincadeiras de moços foliões, tendo escapado, mais uma vez, a igreja. Da construção original ainda se conservam o pórtico lateral da igreja de estilo românico, e as arcadas do claustro. Em 1950 foi classificado como Monumento Nacional.

A igreja deste convento é palco de uma romaria anual, a 15 de agosto, a que acorrem gentes de Pitões das Júnias e de povoações vizinhas.

Este mosteiro apresenta-se organizado segundo uma planta trapezoidal, estando a igreja implantada no lado norte a as dependências conventuais no sul. As divisões do convento, compreendiam os dormitórios dos monges e a cozinha, que ainda mantém a sua chaminé piramidal. Do antigo claustro românico só se conservam três arcos da galeria encostada à igreja.

A igreja possui nave única e uma capela-mor que é a estrutura mais bem conservada do cenóbio. Na frontaria, românica rematada por um campanário setecentista de dois olhais, ergue-se um belo portal com arco de volta perfeita.


Cascata de Pitões das Júnias    

Queda de água com mais de 30 metros de altura alimentada pelas águas provenientes do ribeiro de Pitões que devido aos desníveis do terreno se desenvolve por vários patamares, e que desagua num lago delimitado por afloramentos graníticos.

A cascata também está bem sinalizada. Para lá chegarmos percorremos uma caminhada de cerca de 900 metros, primeiro em estrada asfaltada e, depois num passadiço de escadas em madeira, até chegar a um miradouro onde contemplámos a cascata e todo o parque nacional da Peneda Gerês.


Para Comer

Nesta região é imprescindível saborear a carne Barrosã. Para além desta saborosa carne há também cozido à Portuguesa, cabrito estufado, cabra estufada, sopa de vinho, rabanadas pão-de-ló e aletria.

Imprescindível é ainda, uma visita à Padaria de Pitões. Aqui é produzido o famoso Pão de Pitões, feito de centeio (1,80€) e o bolo com massa de brioche com recheio de chocolate  (4,5€).

Restaurante Dom Pedro Pitões (Cozinha Regional)

Taberna Terra Celta (Petiscos e tapas tradicionais)

Restaurante Casa do Preto (Cozinha Regional)

 

Para Ficar

Casa do Preto

Palheiro do Outeiro

Casa D’Campos Ferreira

Cantinho Ti Carlos

Casa da Fonte

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Sobre

Olá, o meu nome é Carla Ferreira. Vivo em Viseu com a minha família, o marido Leonel e as filhas Sofia e Francisca.

Somos apaixonados pelo mundo, pela Natureza, pelas pessoas, culturas e tradições. Somos inquietos, sempre com uma vontade enorme de explorar mais e mais, de estar constantemente à procura. Privilegiamos muito o conhecimento, a valorização, a preservação e a sustentabilidade do planeta Terra. 

Explorar o mundo e partilhá-lo com as pessoas são das coisas que mais gostamos de fazer.

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