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Road Trip - Sul de França

#Continuando à procura de experiências fantásticas e locais fabulosos, partimos no mês de agosto de 2019 para mais uma Road Trip pelo Sul de França, uma zona muito procurada pelos turistas nessa época do ano, que não tirando a beleza dos locais visitados a diminuiu um pouco pelo grande movimento de pessoas e trânsito que se fazia sentir, pelo que não aconselhámos a época balnear para visitar esta que é uma das mais bonitas regiões de França.

Com o intuito de conhecermos esta região, e dada a proximidade, aproveitámos a oportunidade para visitar pela segunda vez a fantástica cidade de Barcelona.

Dia 1 – Barcelona a Argelès-sur-mer

                    

          

É sempre muito bom voltar a Barcelona, há sempre imensa coisa para conhecer e nunca se conhece tudo. Foi a nossa segunda vez nesta cidade e, como o tempo era diminuto, é sempre, decidimos visitar a zona do Bairro Gótico, La Rambla, o Mercado da Boqueria e a Praça da Catalunha. Não tínhamos tempo para mais, estava na hora de nos fazermos à estrada para o Sul de França.

Após passarmos a fronteira dirigimo-nos para a costa, em concreto para a estância balnear de Argelès-sur-Mer, muito próximo da cidade de Perpignan, zona que tem como pano de fundo o magnífico cenário dos Pirenéus Orientais.

Apesar de não termos tido oportunidade de conhecer, Perpignan, é uma cidade situada a 8 km da costa do Mediterrâneo.  Ao norte de Perpignan, as praias normalmente são mais largas, planas e muitas vezes propensas a vento. As praias Le Franqui e Le Barcares são populares para os surfistas e praticantes de kitesurf.

Argelès sur Mer, St Cyprien e Canet Plage, são estâncias balneares mais populares para as famílias. Na Cote Vermeille, onde o cenário dramático dos Pirenéus oferece um interessante retorno às praias, a água tende a ser mais clara.

Nós escolhemos Argelès sur Mer pela sua ampla baía arrebatadora com vista para os Pirenéus Orientais, sendo Argelès Plage uma das melhores praias perto de Perpignan, com excelentes instalações e uma grande área portuária. A cidade também possui excelentes restaurantes e imensas lojas.

Aqui escolhemos o Camping Les Pins, um campismo de quatro estrelas fantástico, pertíssimo da praia.

A tarde foi passada na praia e na piscina do campismo, à noite passeámos pelas apinhadas ruas de gente, de comércio, bares e restaurantes.

Dia 2 – Argelès-sur-Mer a Cap d´Agde

          

          

O dia começou cedo. Após o pequeno-almoço, regressámos à estrada passando pelas estâncias balneares de St Cyprien, Canet Plage, Le Barcarès e Leucate. As paragens foram curtas, pois para além da dificuldade de aceder à praia, o trânsito e as ruas são tantas, que impediram paragens maiores. Tirámos algumas fotografias onde nos foi possível e observámos, sobretudo, o movimento que se fazia sentir nessa época do ano.

As Praias St Cyprien, nomeadamente, as seções Norte e Sul da praia são as melhores, pois tendem a ser mais silenciosas e a areia estende-se por largos quilómetros. As vistas dos Pirenéus para o lado sul das praias de St. Cyprien também ajudam a destacar estas praias. A praia arenosa do Norte é a maior das três praias e a parte central da praia é o coração comercial de St Cyprien Plage - com muitas lojas e restaurantes. Como toda a zona de Perpignan, estas praias, são bastante ventosas.

A praia de Canet em si não é particularmente interessante, mas a areia é boa e a praia é grande o suficientemente, mas muito movimentada no verão.

A praia de Torreilles é uma praia com as dunas de areia na parte de trás e a vista dos Pirenéus à distância quebra a monotonia da areia.

Le Baracarès tem uma praia muito larga, com muitos bares, restaurantes e lojas nas proximidades, bem como atrações para as crianças.

Leucate Plage é uma praia grande, rodeada de casas de praia e árvores na parte traseira.  Possui uma área de nudismo situada em direção ao quebra-mar rochoso e à praia principal e uma outra, popular para os surfistas devido ao vento que se faz sentir nesta zona.

Por alguns quilómetros, deixámos o mar e prosseguimos viagem passando por Narbona, que possui preciosidades de séculos passados, como a impressionante Cadetral de Saint Just e a Merchans Bridge, uma antiga travessia de comerciantes, Béziers, até chegar a Cap d´Agde, localidade conhecida, em parte, como estando orientada para o turismo naturista e para a prática de nudismo que se pode realizar em todo o bairro residencial oriental, com serviços e equipamentos completos. Esta localidade é também conhecida como a “capital” mundial do sexo, uma vez que é permitido sexo em público na comunidade naturista.

Aqui ficámos no Camping Yelloh Village Mer et Soleil, um campismo de quatro estrelas, muito bom, a cerca de 3km da praia.

O resto do dia foi passado na piscina do campismo e à noite jantámos na praia e ainda fomos conhecer a marina de Cap d´Agde, local de grande animação com imensas lojas, bares, restaurantes e gente, muita gente.

Dia 3 – Cap d´Agde a La Ciotat

          

          

Mais uma vez o dia começou cedo. De volta à estrada passámos pelo fabuloso Étang de Thau, um lago gigantesco, até Sète, sempre junto à linha da costa, explorando as praias que estavam no percurso. Seguimos por Montpellier, a estância balnear de Palavas-les-Flots, até Arles. Esta zona não é muito interessante do ponto de vista paisagístico e de praias, pois é uma zona muito industrial.

Não tendo tido oportunidade de conhecermos, ouvimos dizer que Arles é uma cidade muito bonita, quer pelo centro histórico (praça central, fonte de água, Igreja), quer pelo Coliseu Romano.

Continuámos por Martigues, passámos nos arredores de Marselha e terminámos o dia perto de La Ciotat, bem junto ao mar.

Nesta localidade tivemos alguma dificuldade em encontrar parque de campismo vago. Ficámos no Santa Gusta, um campismo de duas estrelas modesto, mas com uma vista soberba para o Mediterrâneo.

O que restou do dia foi passado na fabulosa praia de Sophie, a “Pequena” adorou só pelo nome, na localidade de Saint-Cyr-sur-Mer, uma localidade maravilhosa na qual recomendámos vivamente uma paragem. Praia acessível, excelentes infraestruturas, vista soberbas, água fantástica e envolvência muito agradável.

Pela escassez de tempo também não conhecemos Marselha, uma das maiores cidades francesas, no qual o destaque vai para o Vieux Port de Marseille o Palais du Pharo e a Catedral de la Major. Há ainda atrações históricas como o Forte Saint Jean, a Basílica Notre Dame de La Garde e as ruas charmosas do bairro mais antigo da cidade.

Uma outra sugestão, para quem tiver tempo, é visitar o Arquipélago Frioul. Situado a apenas 4 km de Marselha, o Arquipélago Frioul é um conjunto de quatro belas ilhas rodeadas por águas cristalinas e famosas pelos seus calanques . Vale a pena apanhar um barco e fazer um passeio para explorar a Ilha Ratonneau e a Ilha de If, onde fica o famoso castelo do filme O Conde de Monte Cristo.

Dia 4 – La Ciotat até Saint Tropez

          

          

          

          

Chegou o dia há muito aguardado. Era dia para conhecer os sublimes Calanques de Cassis e Marselha, os quais conhecemos a partir de La Ciotat, num passeio fabuloso a bordo de um barco com vista submarina.

Os Calanques são acidentes geográficos encontrados no mar Mediterrâneo, em forma de baía ou enseada, envoltos em altas escarpas de calcário, uma espécies de fiordes, penhascos ou grandes cânions que se abrem para trechos de mar cristalino e de cor azulada. São impressionante.

Os Calanques de Marselha e Cassis podem ser exploradas por terra ou pelo mar, e que garantem pontos de vista diferentes. Os acessos podem ser por Marselha ou por Cassis, e caso se opte por mar também poderá fazê-lo a partir de La Ciotat, tal como nós fizemos, nesta empresa.

Para quem escolha visitar por terra, a partir de Cassis, deverá dirigir-se para o estacionamento Presqu’île, que fica bem perto do início do trilho e estacionar aí o carro. Ter em atenção que as entradas no parque, no verão, só são permitidas até às 11h e para uma vista deslumbrante dos Calanques, por mar, o que aconselhámos é fazê-lo na parte da manhã, altura em que o sol incide os seus raios com maior formosura na água conferindo-lhe aquela água azul turquesa impressionante.

Por mar, existem 4 opções de passeios de barco a partir de Cassis:

– 3 Calanques (45mn): Port de Cassis; Port-Miou; Port Pin; En Vau.
– 5 Calanques (65mn) Port de Cassis; Port-Miou; Port Pin; En Vau; L’Oule; Devenson.
– 8 Calanques (1h30) Port de Cassis; Port-Miou; Port Pin; En Vau; L’Oule; Devenson; L’Oeil de Verre; Sugiton; Morgiou.
– 9 Calanques (1h50) Port de Cassis; Port-Miou; Port Pin; En Vau; L’Oule; Devenson; L’Oeil de Verre; Sugiton; Morgiou; Sormiou.

Para mais informações e preços, consulte: Les Calanques em Bateau

Depois de sairmos do porto de La Ciotat, o primeiro Calanque que conhecemos foi o de Figuerrolles. Seguiu-se uma magnífica visão da baía de Cassis, depois o Calanque de Port-Miou, este calanque não tem praia e o acesso é apenas para barcos. De seguida, o Calanque Port Pin que possui uma praia fabulosa de areia e pedras com um mar azul estonteante. Em pouco tempo, avistámos Calanque d’En Vau, um daqueles locais que nos deixam sem palavras, uma praia encaixada numa falésia fantástica e banhada por um mar tão azul como há muito não víamos. Sublime! Seguiram-se ainda os calanques de Sugiton, Morgiou e Sormiou.

Quem quiser ter mais liberdade, é possível alugar um pequeno barco a motor, onde não há necessidade de ter habilitação para conduzir. O serviço da empresa: J.C.F Boat Services, é uma boa escolha.

No final do passeio voltámos à estrada e seguimos viagem por Toulon e Hyéres. Deixámos também como sugestão, conhecer Porquerolles (ilha Hyéres), uma ilha fantástica com somente 200 habitantes e 7km de comprimento, tipo paraíso. Para lá chegar é necessário apanhar um barco em Toulon.

A partir de Le Levandou a estrada faz-se, como gostámos, junto ao mar. Passámos em locais lindíssimos como Saint-Clair em Le-Lavandou, uma das praias mais bonitas da região com uma faixa de areia extensa, água do mar calminha e azul turquesa, alguns restaurantes na areia e estacionamento fácil. Também a praia de L´Estagnol é uma praia a considerar, uma vez que se encontra bem preservada e escondida.

Até que, no seio de uma luxuriante vegetação, chegámos a Saint Tropez, conhecida estância balnear, pelo luxo e ostentação e por ser frequentada pelo jet set internacional, desde jogadores de futebol, atores, modelos, passando pelos políticos, etc.

Aqui escolhemos o Camping Yellhoh Village Les Tournels, um campismo de cinco estrelas maravilhoso, ou não estivéssemos em Saint Tropez. Com infraestruturas de excelência onde nada falta, desde piscinas com escorregas, Spa, área infantil, bares, restaurante, padaria, cinema ao ar livre, anfiteatro ao ar livre, animação constante e mais muito mais. Já para não falar da zona onde o parque está situado, envolto em vinhas fabulosas e matas extraordinárias de pinheiro manso com um pôr-de-sol arrebatador. Momentos únicos!

O resto do dia, como não podia deixar de ser, foi passado a usufruir das magníficas instalações do parque.

À noite fomos conhecer a movida de Saint Tropez. Ficámos boquiabertos com tanto luxo, glamour e requinte que se respira em todas as ruas, mas principalmente na zona mais velha da cidade e junto à marina onde estão atracados os sumptuosos iates repletos de festas e ostentação. Um mundo à parte, para nós comuns mortais!

Aproveitámos para percorrer algumas das fantásticas ruas da cidade, apreciámos a grande agitação das mesmas, observámos as lojas das marcas mais caras do mundo e maravilhámo-nos com praticamente tudo. Provamos ainda a famosa Tarte Tropézienne, muito boa, levezinha e perfeita para o verão. Uma delícia!

Gostámos tanto de Saint Tropez, que em vez de uma noite, como inicialmente tínhamos pensado ficar, resolvemos pernoitar mais uma noite. Assim, e como o nosso objetivo era chegar ao Mónaco, decidimos que no dia seguinte iriamos direto para o Mónaco e daí fazer em sentido contrário até Saint Tropez, para nos deliciarmos com mais uma estadia.

Dia 5 – Mónaco a Nice (regresso a Saint Tropez)

          

          

          

          

Mais uma vez o dia começou cedo, um pouco por causa das enormes filas nesta região, então é necessário sair cedo. Para chegarmos mais rápido ao Mónaco optámos pela auto estrada.

Já no Mónaco, que fica incrivelmente situado numa montanha vertiginosa junto ao mar, fizemos o trajeto da Fórmula 1 pela cidade, passámos pelo famoso Casino de Monte Carlo e percorremos algumas ruas mais.

Daqui seguimos para Èze, um vilarejo medieval com menos de 3 mil habitantes, com ruelas inundadas por galerias de arte, lojinhas e cafés, que rodeiam as ruínas do castelo e da igreja.

Lá no cima fica o Jardin Exotique d’Èze (Jardim Exótico de Èze). A entrada custa 6E, a vista é absolutamente maravilhosa. O jardim tem pequenas cascatas d’água, uma pequena gruta, muitas plantas, diversas esculturas e jardins temáticos.

De volta à estrada, recomendámos a estrada que segue junto ao mar, a  M6098 (Route du Bord de Mer), pelas suas vistas memoráveis, a Moyenne Corniche, considerada uma das estradas mais lindas do mundo, com vistas indescritíveis da Costa Mediterrânea. Até Nice, são cerca de 21km arrebatadores passando por Éze-sur- Mer, Saint Jean Cap Ferrat e Villefranche-sur-Mer.

A península de Cap Ferrat é local de algumas das mais luxuosas residências da Côte d’Azur no sul da França e uma das mais exclusivas. Pinheiros imponentes e muros altíssimos guardam as famosas villas. No entanto, há uma que se pode e se deve visitar: a riquíssima Villa Ephrussi de Rothschild, um dos lugares mais bonitos de Cap Ferrat.

Com os seus 9 jardins temáticos, esse belo palácio em estilo veneziano foi construído durante a Belle Époque. No final de tarde, o cenário ganha uma beleza ainda maior, quando a mansão fica iluminada e as fontes musicais do Jardin à la Française bailam com as quatro estações de Vivaldi.

A Villa está aberta 365 dias do ano. De julho e agosto das 10h às 19h, de novembro a janeiro, de segunda à sexta das 14h às 18h, fins de semana e feriados das 10h às 18h. No resto do ano, das 10h às 18h.

O bilhete Geral custa 14€, dos 7 aos 17 anos custa 11€, menores de 7 anos de idade, a entrada é gratuita. Mais Informações >

Em Cap Ferrat  há ainda para conhcer a praia Paloma, que recebeu o nome de Paloma Picasso, pois era nesse pequeno e escondido paraíso que o pintor Picasso costumava passar férias.  Cap Ferrat foi um dos sítios que mais gostámos na Côte d´Azur.

Seguimos viagem passando, agora, por Villefranche-sur-Mer, uma pequena vila de pescadores com muitos encantos além de sua praia com águas cristalinas e dos navios de cruzeiros que se avistam na sua bonita baía. Há a Chapelle Saint-Pierre, uma capela que deve ter capacidade para menos de 50 pessoas que foi pintada pelo Jean Cocteau, a Fortaleza Citadelle Saint-Elme e a Marinha da cidade.

As duas praias públicas da cidade são a Plage des Marinières e a Plage de la Darse. A Praia de Mariniere está dentro da cidade e é de areia fina e branca.

Continuando a viagem, chegámos a Nice. A cidade conta com o belo extenso calçadão, o conhecido Promenade des Anglais, um clima ensolarados o ano todo, praias com águas cristalinas, belíssimos prédios coloridos no estilo Art Nouveau e muito mais.

As praias são muito agradáveis, mas a maioria não tem areia, mas sim pedras. A água tem uma cor linda, um azul sublime, contudo, muito cheias nesta altura do ano.

É obrigatório tirar uma foto com o Hotel Negresco ao fundo, o hotel é um ícone na cidade, foi construído em 1912.

O centro antigo é chamado de Vieux Nice, onde se pode andar pelas ruas, fazer compras e comer uma salada niçoise. Essa salada é muito conhecida, tem folhas, ovos, atum, azeitonas e outras coisitas, salada originada em Nice.

A Place Messena é uma das mais originais do país, com piso quadriculado e esculturas do artista catalão Jaume Plensa posicionadas sobre pedestais altíssimos. A praça é o ponto de partida para explorar o centro e caminhar pelo parque que cobre o leito do rio Paillon, passando pelo grande Teatro Nacional e pelo Museu de História Natural.

Há algumas opções de museus, como o de Matisse no bairro Cimiez. Na envolvência da Catedral da Notre Dame de Nice, há diversos restaurantes e lojas interessantes.

No final do dia regressámos a Saint Tropez para desfrutar um pouco mais daquela que foi a nossa zona preferida na Côte d´Azur.

Dia 6 – Saint Tropez, Cannes até Castellane (Gorges du Verdon)

          

          

          

          

          

Saímos de Saint Tropez cedo, junto ao mar, em direção a Cannes, passando por Grimaud, Sait Maxime, localidade que também apreciamos bastante, Fréjus, Saint Rafael, entre outras.

Cannes é uma cidade muito semelhante a Nice. Grande agitação de pessoas, boas praias, lojas caras, iates e o mítico Festival de Cinema de Cannes.

Em Cannes, passeamos pela famosa avenida Promenade de la Croisette, junto à marina e pela rua das compras, a Rue d’Antibes. No calçadão Boulevard de la Croix, estão os incríveis hotéis, casinos, lojas de alta-costura e os beach clubs.

Caminhamos sobre o tapete vermelho do Palais des Festival set de Congrès, onde anualmente decorre o festival, pois fica estendido durante todo o ano. Local muito concorrido para a fotografia da praxe.

Para quem procura uma excelente vista panorâmica, Cannes tem o ponto ideal pra isso e com um charme a mais por estar localizado no Le Suquet, um antigo bairro da cidade que compreende a Torre do Relógio e a Église Notre-Dame d’Espérance. Do pátio da igreja é possível admirar todo o litoral e a cidade. Simplesmente espetacular!

Chegou, com muita pena nossa, o momento de deixar a Côte d´Azur e rumar para o interior de França, em concreto para o Parque Natural Gorges du Verdon.

Pelo caminho passámos por Grasse, cidade que é a capital mundial da perfumaria, responsável por 50% da fabricação de perfumes na França. Uma curiosidade: O perfume Chanel n° 5 foi criado lá a partir da essência de uma rosa que só existe na região.

As principais atrações da cidade são as visitas às usinas e museus das casas de perfume: Parfumerie Fragonard, Parfumerie Galimard e Parfumerie Molinard, onde é possível entender mais sobre a história e evolução dos perfumes, conhecer os laboratórios onde são fabricados e até mesmo criar sua própria fragrância.

Por entre montanhas e vales lindíssimos chegamos a Castellane, um vilarejo encantador que serve de base para explorar a região du Verdon.

Castellane é uma cidade histórica localizada entre montanhas muito próxima das Gargantas du Verdon, uma cidadezinha encantadora, com ruelas cheias de lojas, restaurantes maravilhosos e gelatarias.

Aqui escolhemos o Camping Sandaya Domaine du Verdon, um campismo de quatro estrelas encaixado no sopé da montanha, muito tranquilo e muito agradável.

À noite passeámos pelas maravilhosas ruas da bucólica localidade, espreitamos as lojinhas e jantámos num dos muitos restaurantes do vilarejo.

Dia 7 – Castellane (Gorges du Verdon) até Andorra

          

          

          

          

          

          

          

          

Dia há muito por nós aguardado, ansiávamos por conhecer aquele que é conhecido como um dos mais profundos desfiladeiros da Europa, os desfiladeiros du Verdon.

Os desfiladeiros du Verdon, ou “Gorge du Verdon” foram escavados ao logo de 21km pelo rio Verdon. Em certos pontos o desfiladeiro chega a ter mais de 800m de profundidade. É por isso muitas vezes apelidado de “Grand Canyon” Europeu.

A acção da água do rio Verdon durante mais de 25 milhões de anos sobre as rochas de calcário daquela região originou grutas, túneis e o maravilhoso desfiladeiro que termina no fabuloso lago artificial de Sainte-Croix.

As gargantas ficam entre Aix-en-Provence e Nice e as povoações base para uma visita são, para além, de Castellene, Moustiers-Sainte-Marie, Trigance ou Palud-sur-Verdon.

Saímos de Castellane pela Route D952, e escolhemos a margem direita do rio Verdon para apreciar a beleza do desfiladeiro. Também é possível fazê-lo pela margem esquerda, a partir de Auguines/ Trigance

Ao longo do trajeto fomos parando nos principais pontos de interesse, nomeadamente os miradouros, para apreciarmos a imensa beleza da região. O miradouro do “Point Sublime”, um dos mais belos locais do desfiladeiro, mas há mais, muito mais, principalmente no decorrer da Route de Crêtes, a D23, uma estrada circular sinuosa que oferece belíssimas vistas panorâmicas do Gorges du Verdon.

De volta à D952, passámos por La Palud-sur-Verdon e daqui seguimos para o fabuloso lago Saint Croix, um lago artificialmuito azul, e quando digo muito azul é mesmo assim, encravado nas montanhas.

Assim que chegamos ao lago, escolhemos um barco a pedais para conhecermos melhor o lago e o rio e ainda desfrutar de uns belos mergulhos na água clara e quente do Verdon. Existem várias empresas de aluguer de barcos ao londo do lago, no geral os preços são os mesmos nas diferentes empresas, escolhemos em função de disponibilidade e pagámos 40€ por um período de 2h.

Depois de umas horas de pura diversão, fomos conhecer Moustiers-Sainte-Marie, outro vilarejo impressionante pela grande beleza, localizado a cerca de 10km do lago. Um local histórico de paragem obrigatória para conhecer as pitorescas ruas com as lojas com os muitos produtos à base de lavanda, as igrejas, os restaurantes, as gelatarias, onde provámos gelado de lavanda, uma delícia.

Por falar em delícias, não se pode deixar esta região sem conhecer as especialidades da cozinha provençal, como a torrada de tapioca ou molho aioli acompanhado por um delicioso ratatouille, a acompanhar, uma taça de Côte de Provence, de preferência rosé.

Após termos deixado o Gorges du Verdon e o lago nas nossas memórias, partimos em direção a outras paisagens. Em breve iríamos conhecer os famosos campos de lavanda da Provence.

O planalto de Valensole ofusca qualquer um pela variedade de cores que apresenta ao longo das estações: as montanhas nevadas dos Alpes dão lugar aos muitos tons de malva do mês de julho. Com mais de 800km² dedicados ao cultivo de lavanda e cereais, essas incríveis paisagens tornaram Valensole famoso. Ao longo do percurso fomos parando em vários campos para apreciar a beleza dos mesmos. Aqui fechamos os olhos e deixamo-nos transportar pelos cheiros sublimes e únicos no mundo. Que sensação!

De seguida passámos por Aix-en-Provenceprincipal cidade da região da Provence, cidade medieval, com muitas ruas charmosas, lojas, restaurantes, igrejas e praças.

Tinha chegado a hora de deixar a Provence nos nossos corações e partir em direção a Andorra. Pelo meio fizemos uma paragem curta em Carcassonne para admirar uma cidade que parece ter saído dos livros de contos de fada – dizem que a cidade foi a inspiração para o castelo da Bela Adormecida. São 52 torres e mais de três quilômetros de uma muralha dupla que impressionam qualquer um e que podem ser contempladas a pé ou em um passeio de charrete. O belíssimo vilarejo teve a sua origem como aldeia celta, tendo-se transformado numa linda cidade medieval, hoje declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

No verão acontecem torneios de cavaleiros entre suas belas muralhas, uma atração imperdível que leva os turistas a uma verdadeira inserção à época medieval. À noite, a iluminação cénica deixa a parte fortificada da cidade ainda mais deslumbrante.

Chegámos a Andorra já muito tarde. Escolhemos um simpático hotel para pernoitar. Fizemos uma refeição leve e fomos descansar, pois tínhamos feito muitos quilómetros.

Dia 8 – Andorra

          

          

          

O último dia foi dedicado a conhecer uma região que há muito queríamos descobrir. Pois para além de ficar nas conhecidas e fabulosas montanhas dos Pirenéus, também é bastante conhecida, para além das estâncias de SKy, pelos preços simpáticos que pratica, o que não corresponde de todo à verdade. Bem, os preços são um pouco mais baixos do que os que se praticam em Portugal, no entanto, a diferença é irrelevante. Baixos mesmo são os preços dos combustíveis.

Começamos o dia em Pas de la casa, famosa e conhecida estância de Sky, seguiram-se os vilarejos de montanha e por fim Andorra-a-velha, uma cidade bem grande encravada num profundo vale dos Pirenéus, conhecida pelas lojas e mais lojas.

Andorra-a-velha, nesta época do ano é isto mesmo, compras e mais compras. Passeámos pelas movimentadas ruas da cidade e como não podia deixar de ser fizemos também algumas compras.

Até que chegou a hora de regressar a “casa”, espaço físico onde temos os nossos pertences, pois cada vez mais sentimos que a nossa “casa” é o Mundo!!!

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