Tarouca destaca‑se como uma porta de entrada para alguns dos cenários mais marcantes do Vale do Varosa, combinando património cisterciense, aldeias históricas e paisagens de montanha que surpreendem qualquer viajante.

Entre a serra de Santa Helena e o vale profundo do Varosa, a cidade revela um território onde a natureza e a história caminham lado a lado, com mosteiros medievais, pontes fortificadas e miradouros que abrem a vista para vinhas, rios e encostas verdejantes. Visitar Tarouca é descobrir um dos recantos mais apaixonantes da região duriense, um destino que preserva tradições, valoriza o seu legado cultural e oferece experiências autênticas a quem procura tranquilidade, beleza e identidade.
Para Ver na Cidade de Tarouca

O centro urbano de Tarouca reúne alguns pontos de interesse que ajudam a compreender a identidade histórica e paisagística do concelho. No coração da cidade destaca‑se:
Parque Ribeirinho de Tarouca
Um espaço verde com trilhos, zonas de lazer, parque infantil, pista de skate e minigolfe, ideal para passeios tranquilos ou atividades ao ar livre.
Miradouro e Baloiço do Cristo Rei
Oferece uma vista ampla sobre o vale e sobre o casario da cidade, sendo um dos locais mais fotografados pelos visitantes.
Morro de Alcácim
Um espaço pedagógico e de contacto com a natureza, e a proximidade a aldeias históricas como Ucanha, cuja ponte fortificada é um dos símbolos do concelho.
Igreja de São Pedro de Tarouca
A construção do atual templo decorreu entre os meados do século XIII e início do século XIV, refletindo a transição entre o românico e o gótico, com intervenções manuelinas e barrocas que enriquecem o seu património artístico.
No interior, repousa o túmulo manuelino do século XVI, ricamente ornamentado, onde está sepultado D. João de Meneses, 1º Conde de Tarouca. A fachada da igreja, coroada por uma cruz tripla ou papal, é um dos seus elementos mais distintivos. Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1948.
Para Ver no Concelho de Tarouca
Casa do Paço de Dalvares

A centenária Casa do Paço de Dalvares é guardiã de um passado nobre e enraizado nos primórdios da monarquia.
Outrora parte da grandiosa “Honra de Alvares”, pertenceu, inicialmente, a Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal.
Após a partida dos últimos senhores, a Casa do Paço foi-se degradando progressivamente, ainda que a sua estrutura e fachada se tenham mantido durante vários séculos.
Reconhecendo o seu valor imensurável, a Câmara Municipal de Tarouca resgatou-a em 1994 e, em 2006, inaugurou um novo ciclo depois da sua renovação. Atualmente, é um espaço de encontro e partilha, com a criação de vários espaços que podem ser utilizados para a realização de reuniões e sessões de trabalho, sendo morada da Confraria do Espumante, da comissão Vitivinícola Regional do Távora-Varosa e o Museu do Espumante.
Ponte Fortificada de Ucanha

A ponte remonta à época romana, sendo uma das mais antigas da região. Embora os vestígios romanos ainda sejam visíveis, a sua história ganha maior destaque no século XII, após a doação do território de Ucanha a Egas Moniz por D. Afonso Henriques. Nessa altura, a ponte passou a ser um importante ponto de passagem e controlo da região.
Mais tarde, a ponte foi cedida aos monges cistercienses do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas a transformaram numa fonte de rendimento, cobrando direitos de portagem. O regime de portagem vigorou até 1504, quando a sua extinção fez com que perdesse a sua função original.
Convento de Salzedas

O convento estaca‑se como um dos mais importantes conjuntos monásticos cistercienses de Portugal, fundado no século XII e profundamente ligado à figura de Teresa Afonso, viúva de Egas Moniz.
O espaço cresceu ao longo dos séculos XVII e XVIII, período em que ganhou um monumental claustro desenhado pelo arquiteto maltês Carlos Gimach, e reúne hoje um valioso espólio artístico que inclui obras de mestres como Vasco Fernandes (Grão Vasco) e Bento Coelho da Silveira.

Após a extinção das ordens religiosas em 1834, parte do complexo foi vendida a privados, mas a igreja manteve função paroquial e, desde 2002, o Estado tem promovido um vasto programa de restauro que devolveu ao monumento a sua imponência original. Classificado como Monumento Nacional, o convento integra a rota patrimonial do Vale do Varosa e oferece uma viagem imersiva pela arquitetura românico‑gótica, maneirista e barroca que marcou a história religiosa da região.
Mosteiro de São João de Tarouca

Trata-se de um dos marcos fundadores da presença cisterciense em Portugal e um dos monumentos mais emblemáticos do Vale do Varosa. Fundado por volta de 1140, tornou‑se o primeiro mosteiro da Ordem de Cister no país, implantado estrategicamente junto ao rio Varosa, como exigia a regra monástica.
A igreja, sagrada em 1169, revela uma fusão de estilos que vão do românico ao barroco, com elementos como a rosácea medieval, a nave em berço quebrado e as capelas maneiristas que testemunham séculos de adaptações arquitetónicas.


Nos séculos XVII e XVIII, o complexo foi ampliado com novos edifícios, incluindo um dormitório monumental de dois pisos, único em Portugal. Após a extinção das ordens religiosas em 1834, grande parte das dependências foi vendida e usada como pedreira, levando à perda de muitos espaços conventuais.
Ainda assim, a igreja — classificada como Monumento Nacional — permanece como um poderoso testemunho da espiritualidade cisterciense e da importância deste vale na formação do território português.
Centro Interpretativo do Mosteiro de São João de Tarouca

Instalado na histórica Casa da Tulha, funciona como porta de entrada para compreender a vida monástica cisterciense e a evolução do complexo ao longo dos séculos. O espaço apresenta conteúdos expositivos sobre a fundação do mosteiro, a sua relação com o território e os trabalhos de conservação realizados, permitindo ao visitante contextualizar a visita e perceber a importância deste conjunto no património português.
Miradouro da Serra de Santa Helena

Situado num dos contrafortes da serra, oferece uma das vistas mais amplas e impressionantes sobre o Vale do Varosa. A partir do topo, o horizonte revela o casario disperso, as culturas agrícolas e as pastagens que moldam a paisagem, pontuadas por referências históricas como o Mosteiro de Salzedas, a Igreja do Mosteiro de São João de Tarouca e a Torre da Ucanha.
Além da vista panorâmica, o local inclui um parque de merendas inserido num ambiente bucólico e é procurado por praticantes de parapente, escalada e desportos radicais, graças à sua altitude e condições naturais.
No alto encontra‑se ainda um santuário e um altar, reforçando o caráter espiritual e contemplativo deste miradouro emblemático de Tarouca.
Cascata do Varosa

Este exemplar da natureza é um dos recantos naturais mais marcantes do concelho de Tarouca, onde o rio Varosa se precipita entre rochedos e vegetação densa, criando um cenário de grande força e serenidade. Embora o nome seja hoje também associado a um alojamento rural da zona, o enquadramento natural mantém‑se como principal atrativo: um vale estreito, profundamente verde, onde o som da água domina a paisagem e convida a caminhadas, observação da natureza e momentos de contemplação.
Caves da Murganheira

Localizadas em Ucanha, são um dos grandes ícones vínicos da região Távora‑Varosa, reconhecidas sobretudo pelos seus espumantes de alta qualidade, produzidos desde 1947.
Inseridas num cenário rural marcado pela herança cisterciense, distinguem‑se pelas suas caves escavadas em granito azul, um ambiente único em Portugal onde os vinhos estagiam durante anos em “paredes de garrafas” meticulosamente alinhadas.

A visita permite conhecer métodos tradicionais como a expulsão manual dos fermentos, provar espumantes elaborados com castas como Chardonnay, Pinot Noir, Malvasia Fina ou Gouveio Real, e compreender a ligação histórica entre o território, os monges de Cister e a cultura vitivinícola da região.
Ingresso: 10€ (visita e degustação)




















