Carla Ferreira

Carla Ferreira

Roteiro pelo Interior Centro de Portugal

 

#Continuandoàprocura dos encantos e recantos de Portugal, em agosto de 2019, fomos conhecer algumas das maravilhas do interior centro do país.

Fizemo-nos à estrada e estivemos na Serra da Lousã, em concreto nas Aldeias do Xisto de Ferraria de São João, Casal e Fragas de São Simão. Seguiu-se Ferreira do Zêzere, Lago Azul, Dornes, as Aldeias do Xisto de Mosteiro, Pedrógão Pequeno e a Barragem do Cabril. Fomos ainda conhecer os famosos baloiços da Serra da Lousã, bem como o Castelo da Lousã.

 

Aldeia do Xisto – Ferraria de São João

Ferraria de São João conjuga a ruralidade e o turismo ativo, o xisto e o quartzo. O material de construção predominante é o quartzito, embora algumas fachadas dos edifícios se encontrem rebocadas e pintadas de branco.
A aldeia possui um magnífico sobreiral, um conjunto de currais tradicionais, um Caminho do Xisto, um Centro de BTT, um FunTrail para os mais pequenos e muitos trilhos na Natureza.
Um dos projetos de maior sucesso da aldeia está a ser promovido pela Associação de Moradores que é a adoção de sobreiros. Na Ferraria de São João existe um Sobreiral centenário que já teve mais de 200 árvores. A Associação de Moradores tem vindo a adquirir sobreiros com o intuito de os preservar e manter o espaço como público e para usufruto de todos.

Para financiar não só a aquisição, mas principalmente a sua manutenção e gestão foi lançado então um programa de adoção.

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Aldeia do Xisto – Casal de São Simão e Fragas de São Simão

          

Nesta aldeia os novos aldeões que vieram da cidade trouxeram uma nova vida a estas paragens, tendo reconstruído as casas com as próprias mãos.
A aldeia é pequena e traduz-se praticamente numa só rua. Situa-se num dos flancos da crista quartzítica que dá origem às Fragas de São Simão e possui o templo mais antigo do concelho de Figueiró dos Vinhos.
O material predominante é o quartzito, decorrente da implantação do povoado na lateral de uma crista deste material. A malha urbana é simples e linear, estruturada ao longo da única rua da terra.

Local de lendas e de superstições, Casal de S. Simão era local de pecuária e de pesca, contando também, já no séc. XIX, com múltiplos lagares de azeite e moinhos de vento, aproveitando a sua posição cimeira.

Os anos 50 a 70 trouxeram a desertificação da aldeia, que só sofreu um ímpeto de recuperação a partir dos anos 90. Hoje é uma das aldeias mais vivas e hospitaleiras.

Rica em fauna com aves como a águia-real e em flora com castanheiros frondosos, carvalhos e azevinhos, Casal de S. Simão tem uma vista panorâmica sobre as colinas em redor, e uma praia fluvial fantástica junto à impressionante fraga granítica de São Simão, a Praia Fluvial das Fragas de São Simão, envolta numa vegetação densa e luxuriante.

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Ferreira do Zêzere

Vila e sede de concelho, é atravessada pelo rio Zêzere, fica situada numa zona fantástica de transição entre a lezíria do Ribatejo e os pinhais e as serras do centro de Portugal, e tem uma localização privilegiada junto à grande e encantadora Lagoa Azul da albufeira de Castelo de Bode.
A região terá sido ocupada pelo homem desde tempos remotos, como o provam os vestígios paleolíticos da gruta de Avecasta. Da época romana, chegam até aos nossos dias vestígios do povoado castrejo de S. Pedro do Castro. Em 1159 D. Afonso Henriques terá doado o território à Ordem dos Templários, que no reinado de D. Dinis, dá lugar à Ordem de Cristo. Ferreira do Zêzere tem orgulho na sua tradição artesanal, feita de cestos em vime, modelos em miniatura de antigos barcos de pesca no rio, colchas e toalhas feitas em teares manuais e as peças de latoaria e tanoaria.

O concelho possui um Património de grande interesse, como:

– Igreja Matriz

– Capela de São Pedro de Castro

– Torre Pentagonal construída pelos Templários

– Ruínas da Torre Medieval D. Gaião

– Açude Templário do Pego

– Medieval Igreja Matriz em Dornes

– Moinho Triangular e de Madeira em Ave Casta

– Casas Senhoriais

– Marcos de delimitação Templário

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Lagoa Azul

Ferreira do Zêzere, tem um ex-líbris, e como tal, fomos conhecer: a Praia Fluvial da Castanheira, mais conhecida como “Lago Azul”, que oferece excelentes condições e temperaturas que convidam a banhos, uma praia com águas limpas, cristalinas, num sítio muito bonito.

Está dotada de uma piscina flutuante, sendo o cenário ideal para a prática de diversos desportos náuticos como windsurf, ou passeios de kayak e gaivota, e o cable park do Lago Azul.

A praia do Lago Azul dispõe ainda de vigilância, posto de socorros, recolha de lixo, sanitários, limpeza de praia, acesso a deficientes e ainda uma área para estacionamento. É também apoiada pelo “Maven” Café, e há ainda uma escola de wakeboard.

 

Dornes

          

A vila de Dornes pertence ao concelho de Ferreira do Zêzere e está localizada nas margens do rio Zêzere, numa relação muito íntima com a Natureza que a envolve, numa pequena península que é contornada pelo rio, na albufeira do Castelo do Bode, convidando ao descanso e à tranquilidade.

Dornes é muito antiga, é anterior à fundação de Portugal, talvez já no tempo dos lusitanos tenha existido uma povoação no mesmo local.

Dornes foi a aldeia vencedora das Sete Maravilhas de Portugal na categoria Aldeias Ribeirinhas, usualmente chamada de Península Encantada ou Terra Mítica dos Templários.

A vila de Dornes esteve, desde sempre, muito ligada aos Templários. A sua torre pentagonal foi mandada erguer por Gualdim Pais (1118-1195), que foi grão-mestre da Ordem dos Templários em Portugal, como parte integrante de um sistema defensivo da Linha do Tejo contra os mouros. A Torre Templários é muito notada devido à forma rara, 5 faces, e diversas estelas funerárias templárias no interior, o que faz dela um exemplo raro de arquitetura militar no período da Reconquista.

Por este motivo, visitar Dornes é mergulhar na história de Portugal e na história dos Cavaleiros Templários. A partir da torre e da Praça que a circunda, observamos, fascinados, toda a paisagem de diferentes ângulos.

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Aldeia do Xisto – Mosteiro

Nesta aldeia é bastante notória a forte ligação das populações antigas à linha de água da Ribeira de Pera, na qual colhiam as pedras roladas para colocar nas paredes das edificações e muros.

A água e a agricultura são os elementos presentes no desenvolvimento de Mosteiro, através da criação de hortas e moinhos que sustentam a população da aldeia. Os moinhos, as levadas, os lagares e regadios que serviram como infraestruturas-base durante séculos são pontos de visita obrigatória.

De entre todos os cursos de água do concelho de Pedrógão Grande, a ribeira de Pera assumiu especial importância na implementação de fábricas têxteis, lagares de azeite e moinhos. É nesta ribeira que está também localizada uma maravilhosa praia fluvial que faz as delícias dos veraneantes.

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Aldeia do Xisto – Pedrógão Pequeno

Pedrógão Pequeno é uma antiga vila, localizada junto à margem esquerda do Zêzere. No seu património há a destacar a igreja matriz e a ponte filipina sobre o Zêzere. Em Pedrógão Pequeno o xisto esconde-se sob rebocos alvos. Esta é uma das “aldeias brancas” da Rede das Aldeias do Xisto.
A aldeia possui uma série de tesouros arqueológicos para explorar: um troço de calçada romana que conduzia a um ramal de acesso a um castro da Idade do Ferro; uma muralha castreja plena de vestígios ainda por estudar; um conjunto de estelas discoides que podem representar a crença na vida além-túmulo.

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Barragem do Cabril

A barragem do Cabril no rio Zêzere é uma das maiores barragens portuguesas, originando uma das maiores reservas de água doce do pais. É uma das mais altas construções de Portugal, com 136 metros de altura e 290 metros de comprimento de coroamento.

Está localizada na fronteira entre o concelho da Sertã e o de Pedrógão Grande, numa linha que separa os distritos de Leiria e Castelo Branco e é o destino perfeito para aproveitar o melhor que o rio Zêzere tem para oferecer.

Aqui funciona o Clube Náutico de Pedrógão Grande, que oferece passeios de barco, canoa ou caiaque.

O local dispõe ainda de uma rampa de acesso a embarcações com capacidade para cerca de 20 barcos.

A pesca, em especial de achigã, é outra das atividades possíveis na barragem, que anualmente recebe também provas de competição de Triatlo.

 

Castanheira de Pêra

Castanheira de Pêra é uma vila portuguesa do distrito de Leiria, no Centro de Portugal, com cerca de 1 300 habitantes e sede de um pequeno município.

Situada em plena Serra da Lousã, está rodeada de uma beleza natural impressionante, inserida na fantástica bacia hidrográfica do rio Zêzere.
As origens da vila estão associadas à lenda de Peralta e terá sido ocupado pelo homem desde tempos antigos, mantendo o seu cariz rural ao longo dos séculos, com a introdução recente de algumas indústrias têxteis.
Para além da beleza natural, há para ver a setecentista Igreja Matriz ou as muitas casas senhoriais e brasonadas, a Capela de Santo António da Neve, de onde se tem uma vista fenomenal, situada no antigo Cabeço do Pereiro, onde se localizam também os Poços da Neve.
Pela região existem diversos pontos privilegiados de contacto com a natureza, como as Piscinas Fluviais do Espelho de Água, construídas em xisto, a Praia do Poço Corga ou o Vale da bonita Ribeira de Pera, bem como as suas quedas de água, e o Miradouro da Cabeça do Pião.
Uma das atrações da vila é a famosa Praia Fluvial das Rocas construída no aproveitamento desta Ribeira, e transformada num complexo de lazer e animação num lago com quase 1 km de extensão.

 

Serra da Lousã – Castelo, Piscina Fluvial, Ermida e Baloiços

De volta à estrada, fomos em direção ao Alto do Trevim, sentir a Serra. As vistas são de tirar a respiração. Procurámos mais um baloiço, o Baloiço da Lousã, e como não podia deixar de ser, sentámos e sentimos.

A Serra da Lousã abraça paisagens de tirar o Fôlego, percursos pedestres fabulosos, refrescantes praias fluviais, trilhos de BTT, Natureza em estado puro, tranquilidade e vistas encantadoras.

Nesta panóplia de lugares fantásticos, fomos ainda conhecer o Castelo da Lousã. Aninhado num vale profundo, o castelo surge documentado pela primeira vez em 1807, no testamento de D. Sesnando Davides. Apesar da origem incerta da fortaleza, certo é que o castelo da Lousã assumiu uma posição estratégico-militar de particular relevância no período da Reconquista Cristã. O que se pode observar atualmente resulta de um longo processo evolutivo marcado por sucessivas obras de reforma e conservação.

     

Na envolvente do castelo localiza-se a maravilhosa Piscina Natural Fluvial da Nª Sª da Piedade que é alimentada pela ribeira de São João, encontrando-se num local deslumbrante, encaixada entre o promontório da Ermida de Nª Sª da Piedade. A jusante da Piscina, encontrámos um recanto maravilhoso no seio de um cenário bucólico, um Baloiço. Sentámos e desfrutamos do ambiente tranquilo e relaxante que se respira neste local. “Isto é Lousã”.

De seguida, iniciámos uma subida até à Ermida de Nª Sª da Piedade, um Santuário Mariano datado pelo menos do séc. XV que possui uma escadaria fabulosa pela encosta de um monte. Ao subirmos, a primeira capela que encontrámos foi a de São João Batista (séc. VX), seguida da capela Senhor da Agonia (séc. XIII) e por fim a capela de Nª Sª da Piedade (séc. VXII). A Ermida recebe anualmente os festejos em honra da padroeira que começam no terceiro domingo de Páscoa, quando a imagem é transportada para a Lousã, ficando exposta para veneração durante quatro semanas, regressando à Ermida no sétimo domingo de Páscoa.

          

Aqui terminamos o nosso dia, com um arrebatador pôr-do-sol, e a paisagem serrana da Lousã como anfitriã deste fabuloso cenário!

 

Para Comer

Restaurante Grelha do Zêzere

Para degustar sabores regionais, escolhemos o restaurante Grelha do Zêzere localizado em pleno centro da vila de Ferreira do Zêzere, um espaço onde a modernidade se alia à tradição.

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Para Ficar

Casa do Adro Hotel

Escolhemos a Casa do Adro Hotel para pernoitar, uma escolha muito acertada, até porque não é todos os dias que temos a oportunidade de dormir num edifício histórico, um hotel localizado em Ferreira do Zêzere.

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Sobre

Olá, o meu nome é Carla Ferreira. Vivo em Viseu com a minha família, o marido Leonel e as filhas Sofia e Francisca.

Somos apaixonados pelo mundo, pela Natureza, pelas pessoas, culturas e tradições. Somos inquietos, sempre com uma vontade enorme de explorar mais e mais, de estar constantemente à procura. Privilegiamos muito o conhecimento, a valorização, a preservação e a sustentabilidade do planeta Terra. 

Explorar o mundo e partilhá-lo com as pessoas são das coisas que mais gostamos de fazer.

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