Pequenas Perspectivas


 

São Miguel - Açores

“Pequena”

Partindo à descoberta de novos destinos empolgantes e maravilhosos, desta vez decidimos fazer uma viagem de avião, as minhas favoritas. Adoro viagens de avião, até o movimento no aeroporto me deixa feliz!

Aproveitando o facto de estar a estudar vulcões e rochas magmáticas, decidimos embarcar até S. Miguel, uma bonita ilha nos Açores. Aqui estão as minhas experiências e o roteiro!

1º Dia

Partimos da casa quentinha da nossa avó em direção ao aeroporto do Porto. Chegados lá tivemos que passar pela revisão e pelo detetor de metais. Eu acho muito divertida essa parte! Depois dirigimo-nos à nossa porta de embarque e esperámos, e esperámos. Às 13:20 já estávamos no avião prestes a descolar. Andar de avião é muito fixe, e quando descolamos sente-se uma impressão muito estranha assim que ele deixa de estar no chão, mas são por escassos segundos. Passado algum tempo, as hospedeiras serviram uma refeição: um wrap de cogumelos, um queijinho de vaca, umas bolachinhas de água e sal e uma amêndoa de chocolate, tudo dentro de uma caixinha. Depois escolhíamos a bebida, e se quiséssemos no fim da refeição, um café.

A viagem durou cerca de 2 horas e 30 minutos. Quando lá chegámos, saímos do avião em direção ao aeroporto que  era tão pequenino comparado com o do Porto! De seguida entrámos no carro que a Let’s Rent a Car nos deixou e fomos em direção ao hotel.

São Miguel Park Hotel foi o hotel em que ficámos. Subimos até ao nosso quarto e pousámos as coisas. Depois demos um passeio pela cidade de Ponta Delgada, que no geral é pequena, mas com atrativos muito interessantes, como as igrejas, os jardins, as Portas da Cidade, a marginal, a arquitetura, as ruas, etc.

2º Dia

Começámos por ir a uma praia muito bonita, a praia de Santa Bárbara. A areia era escura por ser derivada do basalto.

Andámos por diversos miradouros. Todos eram muito bonitos, bem arranjados e com vistas de encantar.

Depois passámos numa das mais antigas fábricas de chá da Europa, a fábrica de chá de Gorreana. O espaço era muito agradável e a plantação era enorme e bem cuidada. Podíamos provar os dois tipos de chá: o preto e o verde. Eu pessoalmente gostei mais do verde, mas os dois eram muito bons.

Passámos então para a localidade onde se localizam as famosas caldeiras, as Furnas. Almoçámos no restaurante Vale das Furnas, onde comemos o cozido, um prato muito conhecido e invulgar, que se cozinha nas caldeiras.

          

De seguida fomos à lagoa do Congro, uma lagoa muito bonita, contudo, para lá chegar ainda é necessário fazer uma caminhada por entre uma densa vegetação.

Quando voltávamos fizemos uma paragem na poça de Dona Beija. Um local muito agradável com quatro pequenas piscinas com águas termais a 39 graus. Quando entrava, pus um pé e a água parecia muito, mas mesmo muito quente. Ganhei coragem para entrar completamente, e percebi que só me queimava as unhas dos pés, mas logo passou.

Para terminar o dia, jantámos num restaurante em Ponta Delgada chamado “A Tasca”, um restaurante muito bom e agradável.

3º Dia      

Levantámos e logo nos dirigimos à Lagoa do Fogo, que seria o primeiro ponto do nosso dia, a qual observámos de um miradouro, uma lagoa muito bonita

Depois fizemos uma paragem em Caldeira Velha, onde fomos a uma floresta exótica com cascatas, fumarolas entre outras maravilhas.

Após uma paragem na Lagoa de São Brás e na Ribeira dos Caldeirões, um parque muito bonito com imensas espécies florestais, moinhos, cascatas, …

Prosseguimos para o Nordeste. Aí, estivemos em dois miradouros, o da Ponta do Sossego e o da Ponta da Madrugada. Ambos eram muito bonitos e a vista era incrível.

Então, chegou a parte do dia que mais ansiava: a visita ao parque Terra Nostra. Antes mesmo de lá ir, já estava com grandes expetativas, suponho que não é todos os dias que nadamos em águas amarelas e quentinhas. Mas não se esqueçam, levem um fato de banho velho, porque ele vai ficar todo estragado! O meu pai levava uns calções brancos e eles ficaram castanhos! Para além da famosa piscina de cor amarela há uns jacuzzis que ficam entre as árvores em que a água não é tão férrea, e eu recomendo.

Nessa noite, já não ficámos no hotel São Miguel Park Hotel. Mudámo-nos para um dos apartamentos mais lindos que eu já vi, o IN Nature Blue. Blue porque a cor que predomina é o azul. O apartamento, constituído por dois quartos, parecia uma galeria de um museu. Tudo foi pensado com imenso cuidado, e eu não me importava nada de lá viver.

4º Dia

Acordámos hoje muito entusiasmados porque durante a manhã faríamos uma observação de cetáceos. Era provavelmente uma das coisas por que mais ansiava nesta viagem, principalmente porque eu adoro o mar e também as criaturas marinhas.

Realizámos este passeio pela empresa Terra Azul. Explicaram-nos o que faríamos, e as criaturas que poderíamos ver. Eu queria muito ver golfinhos, cachalotes, orcas e claro baleias. Vestimos um casaco impermeável e partimos para mar.

Infelizmente, apenas conseguimos ver golfinhos comuns, mas foi muito divertido e uma dinâmica constante, porque estávamos sempre à procura de algum animal. Apenas um conselho: se enjoam facilmente, tomem um comprimido para o evitar. Falo por experiência. Eu passei um bocado mal enquanto estivemos parados. Ainda tivemos oportunidade de ver o ilhéu de Vila Franca e o condutor divertiu-nos à chegada com altas velocidades e curvas.

Andámos de seguida por diversos miradouros e lagoas. Então chegámos à mais famosa de todas: a Lagoa das Sete Cidades. É uma lagoa lindíssima, e eu consegui distinguir as duas partes, a mais azul e a esverdeada. Observámo-la primeiro de cima, num miradouro, ao lado do hotel abandonado Monte Palace, e depois passámos junto à água da lagoa.

Finalmente estivemos na Ponta da Ferraria, onde podemos usufruir de um jacuzzi cuja água termal tem a nascente no mar. Por causa do tempo e da agitação das ondas, não pudemos estar naquele maravilhoso jacuzzi, o que foi uma pena, porque tenho a certeza que teria gostado muito. Ainda estivemos na localidade de Mosteiros, bem junto ao mar.

          

De regresso a Ponta Delgada fizemos uma paragem numa plantação de ananases na Fajã de Baixo. Visitámos as estufas, onde acompanhámos diversos estados de desenvolvimento do ananás, até os “bebés ananases” que eram muito fofos. Eu gostei imenso, primeiro porque ananás é uma das minhas frutas favoritas e depois porque aprendi imenso sobre ele. Não fazia ideia que demorava 2 a 2 anos e meio a termos um ananás.

Por fim, para jantar, fomos até ao restaurante Borda d’Água. Um restaurante muito agradável e indicado para os amantes de peixe, já que a sua especialidade é mesmo essa. Eu como não sou grande apreciadora desse alimento, optei por umas lulas que estavam maravilhosas.

5º Dia

Como era o último dia que passaríamos na ilha, que tanto estávamos a adorar, começámos bem cedo por Rabo de Peixe, uma zona onde o sotaque Açoriano é muito acentuado. Passámos pelo Miradouro das Pedras Negras e pela Capelas, uma bonita vila. Seguimos pelas localidades de Santo António, Ajuda da Bretanha e para ver por uma última vez, também pela Lagoa das Sete Cidades. De volta aos miradouros, passámos por um muito famoso que é o Miradouro da Grota do Inferno.

Infelizmente não pudemos ver muita coisa porque logo depois do almoço já tínhamos que voltar ao aeroporto para regressar ao nosso país, esperando ansiosamente por mais uma viajem, para continuarmos à procura de lugares incríveis.

“Mais Pequena”

Fomos, mais uma vez, à procura de novos destinos para explorar. Escolhemos a ilha de são Miguel nos Açores, por ser uma ilha muito natural e porque a mana estava a estudar os vulcões nas aulas de Ciências da Natureza. Bem, e eu aproveitei para já ir tomando contacto com esta matéria, que um dia também irei trabalhar na escola.

Fui a tantos sítios, vi tanta coisa e aprendi tanto, que não consigo descrever o que vi, por ordem das coisas visitadas, por isso, vou escrever sobre o que vi à medida que me vou lembrando dos locais.

Fomos ao Parque Terra Nostra, onde havia uma piscina enorme de água muito quentinha e castanha, que estragou os nossos biquínis, e dois ou mais jacuzzis. Gostei imenso do bocadinho que aqui passamos, pois como a água era tão quentinha senti-me nas nuvens.

Como gostámos muito de chá, aproveitámos para conhecer a fábrica e as plantações de chá da Gorreana, a única plantação de chá na Europa. No final da visita saboreámos um chá verde e outro preto bem quentinho.

Um outro dia visitámos e experimentámos a Poça Dona Beija, que são umas piscinas naturais de água igualmente quentinha. Tão bom relaxar nestes sítios em que a água está a 39 graus.

Num dos dias, subimos a um miradouro muito bonito para ver a Lagoa das Sete Cidades e para observar um hotel abandonado. Eu e a minha família entramos no hotel para ver as ruínas, que de início pareciam um pouco assustadoras.

Outro dia fomos às Furnas para conhecer as caldeiras onde se faz o cozido que é uma delícia.

Durante esta viagem estivemos em muitos miradouros, não me lembro do nome de todos, mas lembro-me que as vistas eram muito bonitas.

Ainda tivemos tempo de visitar uma plantação de ananás, pois estava muito curiosa para ver e aprendi que para o ananás estar pronto para ser comido demora 2 a 2 anos e meio a sua produção.

E não podíamos deixar os Açores, sem antes fazer um passeio de barco para observação de golfinhos e baleias. Baleias, infelizmente não conseguimos ver, mas vimos muitos golfinhos comuns, tão lindos, tão fofinhos!

Em Ponta Delgada, que foi onde dormimos, primeiro num hotel e depois numa casa muito bonita e acolhedora, ainda percorremos algumas das principais ruas, subimos à Torre Sineira, para ver melhor a cidade, fomos ao mercado e estivemos nas Portas da Cidade, feitas de basalto. Aliás, por toda a ilha há imenso basalto, é a rocha que mais existe em toda a ilha.

De regresso a Portugal, num avião da TAP, vou guardar na minha memória estes dias que passámos em São Miguel, uma ilha tão verdinha, com tantas lagoas, piscinas de água quentinha que eu adorei, os golfinhos e as vaquinhas felizes a pastar nos campos verdinhos.

Para além destes conhecimentos, uma das coisas que eu mais gosto nas viagens são as memórias que criámos juntos em família.

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