Carla Ferreira

Carla Ferreira

São Pedro do Sul

#EuFicoEmPortugal, porque Portugal é um país único, de paisagens verdadeiramente incríveis, muito diversas, boa gastronomia, elevadíssimo património arquitetónico e cultural, e uma terra de gente muito hospitaleira.

Nesta imensa panóplia de lugares a conhecer, existe um que dá pelo nome de São Pedro do Sul. Aqui há de tudo. Há vales repletos de árvores e de arbustos que cheiram a urze e a carqueja, há montes e montanhas, onde se encontram aldeias ancestrais encantadas, e há também os riachos e as cascatas de água cristalina. Um pedaço de mundo, ideal para recarregar baterias, longe do stress do dia a dia.

Com uma localização fantástica, emoldurada pelas serras da Freita, Arada e São Macário e pelo fantástico vale do Vouga, São Pedro do Sul assume-se como um destino de Natureza de excelência, com vistas soberbas e paisagens deslumbrantes que encantam e enchem a alma.

Mas São Pedro do Sul não é só Natureza, a região está recheado de História, com um riquíssimo património cultural e arquitetónico. Como tesouros geológicos evidenciam-se a Livraria da Pena, a Cascata do rio Teixeira e as Penas do Diabo. Gravuras rupestres, castros, igrejas, mosteiros, solares e pontes ferroviárias testemunham ainda a presença do Homem ao longo de milhares de anos.   

Distingue-se também por aquelas que são consideradas as maiores Termas da Península Ibérica, cujas águas com propriedades terapêuticas únicas, descobertas pelos romanos há mais de 2000 anos, brotam do interior dos seus vales graníticos, e que no passado foram frequentadas por reis e rainhas, nomeadamente D. Afonso Henriques, D. Manuel I e D. Amélia, tendo deixado a sua presença no nome dos balneários.  

A tudo isto há ainda a juntar a tranquilidade que se vive, a maravilhosa gastronomia, terra de vitela e cabrito, doces e compotas, o artesanato, os inúmeros programas de animação e aventura, numa terra de gente afável que tão bem sabe receber.

Motivos não faltam para visitar este território, um território recheado de cantos e recantos únicos, um destino muito apetecível para quem procura Turismo de Natureza e não só!

 

Para Ver

As Termas

Conhecida como a capital do termalismo, São Pedro do Sul possui uma das mais fantásticas e bem apetrechadas termas do país, um dos mais modernizados centros de bem-estar que aliam a saúde, o desporto e o lazer, tendo ao dispor tratamentos de reumatologia, vias respiratórias e fisioterapia. O espaço ideal para revitalizar o corpo e a mente.

Com propriedades curativas, estas águas termais são utilizadas há mais de 2000 anos, desde a época dos romanos, tendo sido também frequentadas por reis e rainhas, nomeadamente D. Afonso Henriques, D. Manuel I e D. Amélia, que deixaram a sua presença no nome dos balneários.

 

Balneum Romano

O Balneum foi construído pelos Romanos e é um dos complexos termais mais importantes em Portugal (séc. I e II). A área arqueológica do Balneário Romano (balneum romano) e da Piscina de D. Afonso Henriques, assim denominada em 1169 após o seu uso pelo rei, foi classificada como Monumento Nacional, sendo o único edifício do género em Portugal que ainda mantém as paredes romanas originais.

Contando com cerca de 2 milénios de existência, este edifício termal sofreu algumas remodelações de acordo com as necessidades. 

 

O Centro Histórico de São Pedro do Sul

No centro histórico distingue-se o Convento Franciscano de S. José e Claustros, atualmente ocupado pelos Paços do Concelho de S. Pedro do Sul. Dele merecem especial atenção a Igreja propriamente dita, a sacristia e o claustro.

Merecem ainda uma visita o Palácio do Marquês de Reriz, um palácio do século XVIII, de estilo barroco, convertido em paço real, e que albergou a rainha D. Amélia, o Solar dos Condes da Lapa, com uma agradável esplanada no átrio principal, o Solar dos Viscondes de S. Pedro do Sul e o Parque de Lazer do Lenteiro do Rio, um espaço muito agradável, junto à foz do rio Sul, com parque infantil, uma levada, e grandes espaços com relva e árvores.

 

As Serras da Arada e de São Macário

Região com paisagens únicas, riquezas naturais, arqueológicas, culturais e históricas. Estamos a falar da Serra da Arada, que se localiza no extremo oriental do maciço da Gralheira, atingindo no seu cume 1071 metros. A Arada tem vales profundos e rasgados em xisto e granito, a sua riqueza em minério foi aproveitada no passado. Os rios e ribeiras de água que aqui abundam deram origem a inúmeras piscinas naturais. Nesta serra é possível também observar cristas quartzíticas, dispostas como livrarias e rastos de fósseis.      

As turfeiras são um dos habitats mais raros e diversos das montanhas, refúgios de muitas espécies de plantas e animais, desenvolvendo-se junto a linhas de água. O esfagno, musgo que constitui os alicerces das turfeiras, formam tapetes almofadados capazes de uma grande retenção de água nos seus tecidos.

Também as Mariolas da Arada, estruturas de pedra que servem para marcar os caminhos e orientar os pastores, ganham destaque nestas paisagens. Chegam a ter mais de 5 metros de altura e são empilhadas com muita sabedoria e engenho.   

Por estradas sinuosas e paisagens arrebatadoras, chegámos ao Portal do Inferno e Garra. Um ponto de passagem muito estreito entre vales profundos e escarpados no xisto que drenam em sentidos opostos. De um lado avista-se o vale de Covas do Monte e do outro, o vale de Drave, oferecendo vistas únicas e vertiginosas que alcançam desníveis superiores a 400 metros. A Garra, semelhante à garra de uma ave, resulta do fenómeno causado pela geodinâmica extrema em substrato xistento e corresponde à erosão de linhas de água que rasgam a escarpa da montanha.  

O Monte de S. Macário com 1052 metros de altitude, constitui um fantástico ponto de observação das serras e vales das Montanhas Mágicas, serra do Caramulo e Estrela, um local onde assistir ao nascer do sol é simplesmente incrível…

É aqui que está localizado também um dos mais adoráveis santuários de montanha do território, dedicado a São Macário. Diz a lenda que Macário, cuja profissão o obrigava a ausentar-se muitas vezes de casa, um dia, regressou mais cedo do que era esperado e encontrou um homem a dormir na sua cama. Cego pelo ciúme, matou o homem, que dormia, no entanto, verificou que tinha acabado de matar o próprio pai, que a esposa tinha acolhido em casa, enquanto ele estava fora. Para se penalizar, Macário fez-se eremita e foi viver para uma gruta, onde passou o resto dos seus dias, em jejuns e oração.    

Diz ainda a lenda que S. Macário terá morto uma serpente que aterrorizava os habitantes da Pena e de Covas do Rio. Agradecidos os habitantes daquela região construíram uma capela, no alto do monte – como eremita Macário viveu na cova da serpente e, mais tarde, então na capelinha.

 

As Aldeias Típicas de Montanha

Na serra a vida corre ao sabor calmo do tempo e em harmonia total com a Natureza. São lugares onde praticamente tudo se mantém fiel à origem dos tempos. Percorremos as ruas estreitas, observámos as pequenas casas de xisto ou granito, vimos as flores nas varandas, conhecemos as artes e os ofícios tradicionais, a agricultura e o pastoreio.  

Neste cenário absolutamente deslumbrante o destaque vai para a aldeia da Pena, uma aldeia encaixada nos profundos vales da Serra de São Macário, e com poucas horas de sol por dia, uma aldeia de xisto e lousa, ancestral e envolta em tradições e lendas. Moram nesta aldeia 6 pessoas: Ana e Alfredo Brito com as duas filhas aqui nascidas e um casal de reformados. Fazem mel de urze, licores, e enchidos quando matam os animais. Ocupam-se da agricultura, têm animais e gerem a Adega Típica da Pena, onde servem boa comida caseira. A Livraria da Pena é outro ponto de interesse a não perder, trata-se de um local de interesse geológico com mais de 480 milhões de anos, são fragas dispostas verticalmente que lembram livros, em que cada “livro” corresponde a um estrato quartzítico. O caminho faz-se encosta abaixo, ao longo do ribeiro da Pena, no “Caminho do Morto que Matou o Vivo”, uma lenda muito conhecida localmente. 

Também a aldeia de Arada, que se encontra em estado de reabilitação, merece uma visita. Trata-se de um projeto com vista à criação de alojamentos, através da recuperação das casas abandonadas, também direcionado para a vertente agrícola, social, cultural, ambiental e ecológica, com a implementação de uma queijaria e de uma salsicharia.   

A aldeia de Covas do Monte, localizada também num vale abrupto da Serra de S. Macário, com casinhas de xisto, mato, áreas com pinheiros e eucaliptos, e campos férteis, constitui ainda uma paragem obrigatória. A principal fonte de rendimento da aldeia é a pastorícia, por este motivo, todos os dias saem milhares de cabas em direção às várias encostas, Os respetivos donos organizam-se, e revezam-se, na guarda do gado.

Os campos férteis dispõem de bastante água, que escorre da serra e fazem mover os vários moinhos, onde é moído o cereal. Para os apreciadores de comida tradicional caseira, a antiga escola da aldeia foi transformada num restaurante muito simples, mas com iguarias de regalar o paladar.  

Outra aldeia a não perder é a aldeia do Fujaco, que se localiza numa encosta da Serra da Arada, uma aldeia de xisto e lousa, composta por três núcleos. No vale, o Ribeiro Fujaco corre veloz e alimenta vários moinhos à sua passagem.

A aldeia da Coelheira, localizada na Serra da Arada, é outro ponto de paragem. Trata-se de uma ladeia onde já são notórias construções mais recentes, contudo, preserva muito bem a sua identidade.     

Também na Serra da Arada, merece ainda uma visita, quer pela sua ruralidade, quer pelas vistas fenomenais para a serra e para o vale, bem como a aldeia de Gourim, uma aldeia praticamente desabitada e quase em ruínas, apenas sobrevive a Casa Margou, um alojamento local, uma espécie de retiro e de reencontro.    

Uma outra aldeia a não perder, localizada no extremo do concelho, é a ladeia de Nodar, uma aldeia inserida numa paisagem encantadora, na qual se destaca as alminhas pombalinas, a ponte centenária, a tulha comunitária, a capela barroca, construída entre os séculos XVII e XVIII e a praia fluvial de Nodar. Nesta pitoresca aldeia situa-se o Nodar Rural Art Lab da Binaural – Associação Cultural de Nodar, um espaço que, desde 2006, se dedica ao acolhimento de residências artísticas internacionais e projetos de documentação audiovisual e educativos, ligados à memória do território envolvente. 

Por último, Manhouce, na Serra da Arada, vale ainda a deslocação, por ser uma aldeia muito ligada a tradições etnográficas, artísticas e gastronómicas, cujo cabrito assado da Gralheira, o bom presunto e broa caseira, a chouriça e a tradicional aguardente ou o fino copo de vinho verde de Lafões, são muito apreciados.
Manhouce
 serviu de cenário ao álbum “Cânticos da terra e da vida”, editado pela cantora Isabel Silvestre, natural desta aldeia, em que cada canção tinha por cenário um aspeto da vida da terra.   

O grupo de cantares de Manhouce também é uma referência na aldeia, bem como a Ponte de Manhouce, construída em finais do séc. XVII, aproveitando a anteriormente existente, romana, que terá sido construída como parte da Estrada Imperial que ligava Braga (Bracara Augusta) a Mérida (Emerita), passando por Viseu, merece também uma visita, bem como a Igreja Matriz de Manhouce, e ainda os Espigueiros. Não esquecendo, porém, a Ponte da Barreira, uma ponte em granito de quinze metros e meio de comprimento, de um só arco robusto de volta perfeita, assente em alicerces rochosos.

 

Outras aldeias

São Cristóvão de Lafões

Esta aldeia possui algum património edificado que merece uma visita.

Há o Mosteiro de São Cristóvão de Lafões, que possivelmente terá sido o primeiro mosteiro cisterciense a ser fundado em Portugal, datando de 1138/1140 e reconstruído pelos monges na sua forma atual no final do século XVII. A sua configuração única num ponto alto com vista para o rio Varoso, cercada por encostas arborizadas, dota-o com uma sensação de refúgio, procurada pelos monges que o fundaram para escapar ao mundo, e procurada hoje por aqueles que procuram refúgio da agitação. O mosteiro e anexos exteriores foram restaurados com um alto padrão de conforto, mantendo no entanto, dentro do possível, o estilo original do edifício, e usando as características arquitetónicas como elementos decorativos.

Há ainda o Solar dos Malafaias, também conhecido como solar da Gralheira, que foi construído no séc. XVIII, mas que se encontra em ruínas, há muitos anos, e o Aqueduto das Águas Reais, construído no séc. XVIII, e que fornecia água para o Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões.

 

Carvalhais

Em Carvalhais há para ver o Castro de Cárcoda, um povoado fortificado, de forma triangular, que ocupa cerca de 15 hectares, que segundo consta deverá datar da Idade do Ferro, o Museu Rural de Carvalhais que expõe coleções de arqueologia, elementos retirados do Castro de Cárcoda, tradições e usos populares, loiça preta de barro de Molelos, faianças portuguesas, alfaias agrícola e elementos de algumas profissões.
A Igreja Matriz de Carvalhais, com data de 1721 é outro ponto de interesse, bem como o Bioparque, um espaço florestal eco lúdico, com inúmeros equipamentos, onde é possível fazer caminhadas, atividades de orientação ou desportos radicais, descobrir várias espécies de pássaros e plantas, treze moinhos de água totalmente recuperados e um museu rural. No parque existem piscinas exteriores, uma casa de montanha, bungalows, zona de campismo e caravanismo.

 

Os Poços, as Cascatas e as Praias Fluviais

Poço Azul    

Este poço com a sua cascata está localizado a cerca de 4Km de Santa Cruz da Trapa e é simplesmente incrível. Um lugar único, envolto numa luxuriante vegetação, excelente para ir a banhos, pois a sua água é azul, límpida e muito cristalina. É alimentado pela Ribeira da Landeira e para lá chegar é necessário fazer um caminho empedrado de 500 metros.

 

Poço Negro   

O Poço Negro é uma zona fluvial da Rota dos Poços de Manhouce, de natureza pura e selvagem do Rio Teixeira, que tem a sua nascente um pouco mais acima, no meio da Serra da Arada, um paraíso moldado pelas cascatas de água límpida e cristalina, um pequeno oásis na montanha.

O acesso ao poço faz-se por uma estrada estreita alcatroada, seguida de um troço de terra batida em mau estado e, por último, um pequeno troço alcatroado. No final, numa zona mais plana, surge um apertado caminho pedestre até ao poço.

 

Praia Fluvial de Pouves    

Praia fluvial com árvores de grande porte nas margens do rio, um local muito agradável para um mergulho ou para relaxar.

O rio é atravessado por uma pequena ponte romana típica e secular que sofreu obras de requalificação. No local existem algumas infraestruturas de apoio.

 

Outros Pontos de Interesse

Castro de Baiões ou Castro de Nª Srª da Guia

Castro localizado no monte com o mesmo nome e que terá sido edificado durante a Idade do Bronze, no século VII a. C. Só na década de 70 do século passado este castro foi objeto de escavação por um arqueólogo – Monsenhor Celso Tavares da Silva – de entre os elementos recolhidos, podem referir-se objetos em pedra, fragmentos cerâmicos e objetos de bronze, entre os quais pontas de lança. As casas eram circulares e dispunha de uma única linha de muralhas.

 

Igreja de Nª Srª da Guia 

Construída entre os séculos XI e XII, para cumprimentos de promessa feita à Virgem, pelas tropas cristãs, durante a reconquista. Foi construída com pedras retiradas do chamado Castelo dos Mouros ou de Baiões e, no interior, o destaque vai para os retábulos de talha branca e dourada, sendo o mais notável o que está na capela -mor, com uma imagem de Nª Srª da Guia, do séc. XV.


Castro da Mata de Pinho

Este castro data do período proto-histórico, com vestígios de muralhas. Nela foram encontradas lápides epigrafadas.

 

Penas

É um local, na estrada entre Pinho e Pindelo dos Milagres, onde pode ser vista vegetação diferente da caraterística da zona e que é rodeada por grandes rochedos com formas estranhas, talhadas pela erosão. De notar a rocha chamada “Bolo de Noiva”, por ela ser em camadas, como um bolo de noiva.

 

Castro do Banho ou de Beirós

As escavações puseram a descoberto mais de trinta habitações circulares, tal como é habitual na maioria dos castros. Pensa-se que teria mais de 100 habitações. Do que foi recolhido, nas escavações, pesos de tear, mós manuais e fragmentos de cerâmica, o mais significativo foi um pedaço de terra sigilata hispânica, decorado com círculos concêntricos e datável do século II d. C.

 

Pedra Escrita de Serrazes

Trata-se de um penedo cortado na vertical, com a face plana virada a nascente e praticamente toda coberta de gravuras, à exceção de dois pedaços. Perto deste penedo, existe uma mamoa, designada de Arieiro e perto, numa elevação, pensa-se ter existido um castro.

 

Para Fazer

Rotas/ percursos Pedestres

Rota do Castro do Banho

De todos os percursos pedestres aqui sugeridos, este é o mais longo e o mais demorado, são cerca de 16 km a percorrer em 4 horas.

Com partida e chegada nas Termas de São Pedro do Sul, segue rumo pelas aldeias de Ferreiros e Serrazes, a vila de Vouzela e pelas quintas da Sernada, Valgoude e dos Ortigais.
De volta às Termas, o caminho prossegue pelo Jardim Termal, os Balneários Rainha D. Amélia e D. Afonso Henriques, as ruínas do Balneário Romano e a capela de São Martinho.

 

Rota de Manhouce

Percurso pedestre com aproximadamente 14 km, desde a aldeia de Manhouce até aos seus arredores. O roteiro tem partida e chegada no largo junto à escola primária e passa por Lageal, Malfeitoso, Salgueiro, Bondança, Gestioso e pela centenária Quinta das Uchas.
Pelo caminho passa-se pelas ribeiras de Manhouce e Vessadas, onde se pode observar cascatas, pontes romanas e moinhos antigos, bem como observar toda a fauna e flora local.

 

Rota da Cárcoda

Percurso pedestre com cerca de 15 km que se localiza em plena serra da Arada e tem partida e chegada a Igreja de Carvalhais.

Passa pelo Castro da Cárcoda, um núcleo arqueológico que marca a passagem do homem por aquele local, quer na Idade do Ferro, como, posteriormente, na época romana. Depois de atravessar o Bioparque de São Pedro do Sul, volta a Carvalhais e tem como último ponto de paragem a aldeia de Pisão.

 

Rota das Bétulas

Fraguinha, localidade rica em bétulas, é o ponto de partida para os cerca de 10 km até à aldeia de Candal. Faz o caminho que, nos tempos da extração do volfrâmio, levava a população local até às Minas de Chãs. A travessia de Candal faz-se pela parte mais antiga, em direção a Póvoa das Leiras, onde se pode apreciar os antigos espigueiros típicos da região.

Para além destas rotas, existem muitas outras. Pode-se conhecer todos os percursos acedendo ao site do município.

 

Ecopista do Vouga

A Ecopista está inserida no idílico vale do Vouga, na ex-linha ferroviária do Vouga, que  já foi uma das mais emblemáticas do país. Após o seu encerramento, tem vindo a ser restaurada com vista à criação de múltiplos espaços de visita e fruição. Numa extensão de 3km, passa pela Ponte de Negrelos, Ponte do Pego e pela Estação de Artes e Sabores, local de exposição e venda de artesanato e doces regionais de regalar o paladar.

 

Para Comer

A Gastronomia

gastronomia é variada, mas bastante assente na carne. A Vitela Assada é o prato mais famoso, dada a qualidade da carne e a mestria dos temperos. Mas o Cabrito à Lafões (cabrito assado no forno de lenha), os Rojões à moda de S. Pedro, o Arroz de Vinha d’Alhos, o arroz de Carqueja, o Bacalhau com Broa e a Sopa de Feijão com Couve à Lafonense são também pratos muito apreciados por estas bandas.

Os enchidos são ainda outra das especialidades da região, bem como os doces. Vale a pena provar o delicioso Pão de Ló de Sul, o Folar, os Caladinhos, a aletria, o leite creme, as queijadas de leite, os Caçoilinhos do Vouga, que levam massa de bolacha e são recheados com calda de açúcar, ovos e feijão,   e os Vouguinhas, que levam amêndoa, açúcar, ovos, farinha e massa folhada.

No que diz respeito aos vinhos, há os brancos, pouco alcoólicos, frutados, ricos em acidez málica, com características próximas dos Vinhos Verdes. Os tintos são vinhos com elevada acidez fixa e com largo poder de envelhecimento. 

A área geográfica correspondente à Indicação de Proveniência Regulamentada “Lafões” situa-se ao longo do Vale do Vouga, abrangendo os concelhos de Oliveira de Frades, S. Pedro do Sul e Vouzela.

 

Os Restaurantes

Adega do Ti Joaquim

O Restaurante Adega do Ti Joaquim, um restaurante cuja gastronomia regional portuguesa é o mote de inspiração, está localizado nas Termas de São Pedro do Sul e deve o seu nome ao Ti Joaquim, proprietário de uma adega, cujo nome perdura em formato de restaurante, onde reina a cozinha portuguesa, tradicional e regional.

À mesa, servem-se os sabores da região. A cozinha, de matriz regional, apresenta vários pratos tradicionais, tendo a carne da vitela de Lafões como ingrediente de excelência. A comida é simples, mas muito saborosa. O serviço é simpático e eficiente.

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Para Ficar

Quinta de Canhões

A Quinta de Canhões é uma casa de Turismo de Habitação, localizada na freguesia de Várzea em São Pedro do Sul.

Com uma localização privilegiada, próximo das Termas, e com uma vista fantástica para o vale do Vouga, o alojamento, com capacidade para 16 pessoas, é composto por 4 quartos duplos e 2 quartos suite, com quartos comunicantes e uma sala com lareira comum.

Trata-se de uma casa centenária que foi recentemente remodelada, mantendo a estrutura original e decorada elegantemente, tendo por base elementos pessoais e familiares.

Conta com maravilhosos espaços exteriores, onde não faltam lindos jardins, piscina, com disponibilização de espreguiçadeiras e toalhas, caso se pretenda, parque infantil e esplanadas. De facto, um espaço exterior muito bem aproveitado que convida à descontração e ao relaxamento, num ambiente típico rural.

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Lago da Garça Guesthouse

O lago da Garça é uma casa guesthouse localizada no coração das Montanhas Mágicas, em plena Serra da Arada, um dos últimos redutos da fauna e flora selvagem, um lugar idílico e ao mesmo tempo bucólico, um dos mais bonitos da região. A casa está situada no topo de um baldio, à beira lago e rodeada de 360º de Natureza pura, com possibilidade de avistar lobos ibéricos, corços, garças, lontras, javalis, num dos últimos habitats naturais destas espécies. Lareira acesa, livros, pintura, música e vinhos são os motes para uma visita a este espaço. Aqui não há televisão nem Wifi, aqui a conexão é outra.

A casa disponibiliza dois quartos duplos com casa de banho, um quarto com seis camas individuais e uma pequena cozinha. Um lugar fantástico ideal para quem procura isolamento, tranquilidade e muita Natureza.

 

Parque de Campismo do Bioparque de Carvalhais

O Bioparque é um espaço florestal eco lúdico, com inúmeros equipamentos, onde é possível fazer caminhadas, atividades de orientação ou desportos radicais, descobrir várias espécies de pássaros e plantas, treze moinhos de água totalmente recuperados e um museu rural. No parque existem piscinas exteriores, uma casa de montanha, bungalows, zona de campismo e caravanismo com todas as comodidades e infraestruturas. Está localizado na freguesia de Carvalhais.

Mais Informações >

 

Parque de Campismo do Retiro da Fraguinha

O Retiro da Fraguinha é um parque de campismo de montanha bucólico e muito tranquilo. Está localizado entre as fabulosas serras da Arada e da Freita, na freguesia de Candal e estende-se ao longo de dois hectares de terreno arborizado, com bétulas, faias, cupressos, carvalhos, giestas, urzes e fetos, que convidam a um verdadeiro percurso de interpretação ambiental e contemplação paisagística. É ainda atravessado por um pequeno curso de água límpida.

O sono é embalado pelo canto dos pássaros, dos grilos e das rãs que habitam o parque e a barragem circundante. Trata-se de um local de quietude em harmonia com a Natureza, o espaço perfeito para descansar, bem longe da agitação citadina, um lugar onde cada pessoa é convidada a perder a noção do tempo para poder encontrar beleza nas coisas simples, num ambiente de partilha, valorização humana e saudável convivência.

Como podem ver motivos não faltam para visitar este território, paisagens como as da Serra da Arada e o vale do Vouga fazem deste município um destino muito apetecível para quem procura Turismo de Natureza e não só!

Mais Informações >

| Este texto teve a colaboração do Turismo Centro de Portugal

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Sobre

Olá, o meu nome é Carla Ferreira. Vivo em Viseu com a minha família, o marido Leonel e as filhas Sofia e Francisca.

Somos apaixonados pelo mundo, pela Natureza, pelas pessoas, culturas e tradições. Somos inquietos, sempre com uma vontade enorme de explorar mais e mais, de estar constantemente à procura. Privilegiamos muito o conhecimento, a valorização, a preservação e a sustentabilidade do planeta Terra. 

Explorar o mundo e partilhá-lo com as pessoas são das coisas que mais gostamos de fazer.

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