Sofia & Francisca

Sofia & Francisca

Viagem pela Estrada Nacional 2 – Kids

“Pequena”

Partindo à descoberta de estradas que nos levem a conhecer, de ponta a ponta, o nosso maravilhoso país, fizemos a Estrada Nacional 2, um percurso de 738,5km desde Faro até Chaves para conhecermos o interior de Portugal. Mais do que uma viagem é toda uma experiência pelo património português.

A nossa aventura começou em Faro. Decidimos que faríamos a rota em sentido decrescente. Arranjámos o passaporte, um livrinho amarelo muito giro que nos leva a 35 pontos ao longo de Portugal com o objetivo de ser carimbado à sua passagem, é como se fosse um rallypaper.

Dia 1

Tirada a foto, na emblemática rotunda do quilómetro 738, que foi um caos para a conseguir, partimos em direção ao Alentejo, mas com muitas paragens magníficas pelo meio.

Rumámos, então, à serra do caldeirão, cujas cerca de 365 curvas foram de morrer, mas que nos levaram às lindas planícies alentejanas. No final de contas, valeu a pena. Um pouco mais à frente parámos em Castro Verde para fazermos a típica refeição da zona: as tão afamadas migas de espargos. E sabemos bem porquê, são maravilhosas. Quem passa por estas bandas tem certamente de as experimentar. De barriga cheia fizemos mais alguns quilómetros. Chegámos então à nossa primeira paragem do dia para dormir em Ferreira do Alentejo: o Hotel & Croquet Club Quinta da chaminé.

Este turismo rural é uma experiência incrível do Alentejo. Aqui, desfrutamos de toda a paisagem, num ambiente sossegado e em harmonia com a natureza. E melhor de tudo, podemos experimentar pela primeira vez croquet. Foi mais uma coisa que riscamos da nossa longa lista de experiências. Este desporto esteve à altura das nossas expetativas, pois foi muito divertido. Tínhamos ainda piscina e uma salinha muito confortável. O que mais podíamos desejar?

Dia 2

Depois do pequeno almoço, seguimos caminho. Visitámos mais algumas aldeias tão típicas da zona alentejana para carimbar o nosso passaporte, que ia começando a ganhar forma e um pouco depois paramos para comer e aproveitámos, mais uma vez, para nos deliciarmos com as migas de espargos.

Seguimos viagem e a dada altura o Alentejo acabou, a paisagem de planícies dá lugar a outra completamente diferente, a zona do Ribatejo.  Fizemos uma curva bastante acentuada e comprida, e mudamos drasticamente, que até notamos a diferença. Quando passarem por lá, vão com atenção, vale a pena.

Em Abrantes, onde estava «tudo como d’antes no Castelo de Abrantes», instalámo-nos na Quinta dos Coalhos, uma propriedade magnífica, verde e natural, com um estilo que é muito Belle Époque. A casa era um autêntico château e a piscina tinha uma fonte com esculturas de figuras humanas.

Dormimos numa casinha, ao lado do château, encantadora. Também no mesmo estilo, fazia lembrar a casa das nossas avós. É impossível não gostar.

Dia 3

Bem cedo, já dirigíamos o nosso carro para mais uma rodada de quilómetros. Este dia foi o mais exaustivo, fizemos mais paragens, carimbámos mais páginas. Fomos seguindo, vendo pela janela do nosso carro uma nova paisagem, igualmente bela.

Começamos por visitar a lindíssima vila de Sardoal, seguiu-se Vila de Rei e o Marco Geodésico que assinala o centro de Portugal.

Fizemos uma paragem na vila da Sertã para almoçarmos e decidimos comer uma refeição mais rápida, pois ainda tínhamos muito que ver e andar.

O dia estava quase a terminar. Foi então que chegámos ao sítio onde dormimos, um local em Viseu que nos dá o conforto como não existe em lado nenhum, a nossa casa.

Dia 4 

Com as nossas coisas de novo no carro, era hora de completar esta nossa aventura. Andámos e andámos. Fizemos muitas paragens nos pontos para carimbar. Com o passaporte quase preenchido, significava que estávamos quase a chegar.

Entretanto, surgiu-nos a ideia de fotografarmos os marcos da EN2 referentes às nossas idades. Foi engraçado e giro de se fazer. E como não somos assim tão velhos, só podia significar uma coisa. Estávamos quase lá.

E com o nosso objetivo quase atingido, recordámos como foi incrível fazer este passeio. Temos todo um Portugal por uma estrada com paisagens magníficas. Uma aventura que recomendo muito.

Mas não acaba sem chegarmos à meta. E então, a rotunda com o quilómetro 0 sorriu-nos ao fim da estrada. Carimbámos num bar a 10 passos dali e depois fomos a correr para o centro desta rotunda, para lhe mostrar o passaporte cheio de experiências. A Estrada Nacional 2, no final de contas, foi mesmo incrível.

Depois de concluirmos todo este trajeto, merecemos o devido descanso e, portanto, fomos descansar para a belíssima vila de Vidago. Ficámos no Primavera Perfume Hotel, com vista para os jardins do Vidago Palace e toda a área envolvente que é muito bonita. Relaxámos na piscina e no final do dia comemos uma refeição muito boa no restaurante do hotel.

Com um passeio à luz das estrelas pelas calmas ruas da zona, terminamos o nosso dia, recordando uma experiência que ficará para sempre guardada com muito carinho nos nossos corações.

 

“ Mais Pequena “  

Voltámos a fazer percursos, e desta vez fizemos a Estrada Nacional 2. O percurso vai de Chaves até Faro, mas nós fizemos ao contrário, de Faro até Chaves. Durante o percurso há 35 paragens onde carimbamos o nosso passaporte.

Nós demorámos 4 dias a fazer a estrada, e dormimos em Ferreira do Alentejo, depois em Abrantes, seguiu-se Viseu, em nossa casa e no fim do percurso, em Vidago. Foi muito divertido e enriquecedor, porque pudemos ver, durante a viagem, mata, montanhas, rios, lagos, barragens, planícies, vilas, cidades, aldeias… numa viagem muito apreciada por todos.

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Sobre

Olá, o meu nome é Carla Ferreira. Vivo em Viseu com a minha família, o marido Leonel e as filhas Sofia e Francisca.

Somos apaixonados pelo mundo, pela Natureza, pelas pessoas, culturas e tradições. Somos inquietos, sempre com uma vontade enorme de explorar mais e mais, de estar constantemente à procura. Privilegiamos muito o conhecimento, a valorização, a preservação e a sustentabilidade do planeta Terra. 

Explorar o mundo e partilhá-lo com as pessoas são das coisas que mais gostamos de fazer.

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