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Carla & Leonel

Visitar Évora – Cidade Património da UNESCO

Ao longe um aglomerado de construções inseridas na imensidão da planície alentejana fez-nos pensar que estávamos próximos da cidade de Évora. Neste aglomerado sobressaem alguns monumentos que nos indicam estarmos perante uma cidade que abraça uma riqueza arquitetónica de merecido destaque. Não é à toa que Évora é considerada Património Mundial da Unesco desde 1986.

Conhecer Évora é mergulhar em milhares de anos de História e absorver cultura, arte e tradição, uma cidade histórica deslumbrante, no coração do Alentejo.

 

Para Ver na Cidade

Praça do Giraldo

É nesta praça que, praticamente, tudo acontece no quotidiano eborense. É por aqui, também, que passa obrigatoriamente qualquer roteiro, nem que seja para descansar um pouco nas várias esplanadas dispostas ao longo da mesma, aconchegadas pelas largas arcadas dos originais prédios que por ali existem. O som da água no Chafariz da Praça do Giraldo marca o ritmo de vida tão característico do Alentejo. De um lado, a Igreja de Santo Antão, do lado oposto, o edifício do Banco de Portugal completa e embeleza, ainda mais, a movimentada praça.

 

Rua Cinco de Outubro

Esta rua é uma das mais populares e mais coloridas da cidade. Empedrada e estreita, é aqui que se localiza um grande número de lojas de artesanato regional típico, onde são exibidas peças inovadoras e muito originais.

 

Catedral de Évora

A Basílica de Nossa Senhora da Assunção é a maior catedral medieval de Portugal. Ao longo do tempo, a catedral foi passando por várias fases de restauro, sendo, atualmente, visíveis o estilo plateresco trazido de Salamanca na Capela do Esporão, a talha dourada de estilo barroca, os mármores esculpidos, as madeiras nobres do coro-alto.

A catedral possui três majestosas naves interiores, um museu de arte-sacra com um riquíssimo acervo e claustros de estilo gótico que abraçam o jardim interior.

O ponto alto da visita é subir aos enormes terraços, local de onde se tem uma vista panorâmica incrível sobre Évora.

Bilhete: 16€ (Dois adultos e duas crianças)

 

Museu de Évora

O Museu de Évora (Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo) foi criado em 1915 e remodelado em 2009. Começou por ter exposição de peças do diretor da Biblioteca Pública, Dr. Augusto Filipe Simões, que durante a década de 1870 foi recolhendo peças romanas, visigóticas e árabes que faziam parte do Palácio D. Manuel, do Templo Romano e da Praça do Giraldo. As coleções existentes foram reunidas ao longo do tempo e mais tarde divididas por diversas secções para serem expostas ao público.

As peças mais importantes do Museu são um conjunto de 13 painéis que representam a Vida da Virgem e 6 painéis mais pequenos da Paixão de Cristo pintados em meados do século XV por desconhecidos da escola de Bruges. No interior do museu, existem mais pinturas de outros conhecidos artistas: Francisco Henriques, Garcia Fernandes, Mestre do Sardoal, Theniers, Avercamp, Avelar Rebelo, etc. Conta também com inúmeras estátuas romanas e aras votivas (pedras erigidas em memória de alguém), túmulos da época medieval, o azulejo da Anunciação da Virgem, o Esmalte de Limoges, entre outros.

Bilhete: 6€ (dois adultos e duas crianças)

 

Templo Romano de Évora

Este templo é um dos monumentos mais importantes dessa herança romana em Portugal, que conta com dois milénios de história. Está localizado junto ao Jardim de Diana e próximo do miradouro com o mesmo nome, um local muito romântico.

 

Jardim de Diana

O Jardim de Diana de Évora fica no centro de interesse cultural da cidade. No prolongamento de um largo, de seu nome Largo do Conde de Vila Flor, e em verdadeira harmonia com o Templo Romano, o Jardim Diana é o local perfeito para terminar, ou iniciar, um passeio turístico, descansar e absorver a atmosfera, e desfrutar da vista panorâmica em redor da cidade.

 

Palácio Cadaval

Este espaço inclui, para além do próprio palácio, a Igreja de São João Evangelista ou Igreja dos Lóios e a luxuosa Pousada dos Lóios, no qual se destaca a monumentalidade dos torreões fortificados, nomeadamente, a Torre das Cinco Quinas.

 

Portas de Moura 

Trata-se de mais uma típica praça de Évora, onde sobressai a janela manuelina da Casa de Garcia de Resende, e o histórico Chafariz das Portas de Moura.

 

Convento de Nossa Senhora do Carmo

Este convento é um dos complexos religiosos de maiores dimensões na cidade com um invulgar pórtico designado de Porta dos Nós.

 

Igreja da Graça

Igreja renascentista portuguesa com uma grandiosa e magnífica fachada. Foi projetada pelo arquiteto Miguel Arruda e Nicolau de Chanterene e é considerada Monumento Nacional em 1910.

As obras do Convento de Nossa Senhora da Graça tiveram início no ano de 1524. No entanto, em 1511 já existia neste local um convento pertencente à Ordem dos Eremitas Calçados de Santo Agostinho. Este novo edifício daria, mais tarde, abrigo àquela comunidade de frades.

A Igreja da Graça é de granito local e os seus clássicos volumes arquitetónicos deixam perceber todos os elementos renascentistas. Tem uma planta longitudinal e irregular e no seu interior existe uma nave única, de quatro tramos.

 

Praça 1º de Maio

Praça muito soalheira repleta de esplanadas, cafés e restaurantes, local ideal para uma pausa rápida para almoço enquanto se admira a belíssima Igreja de São Francisco mesmo ali ao lado.

 

Mercado Municipal de Évora

Na mesma praça, está localizado o Mercado Municipal, o qual modernizou-se recentemente. Aqui é o local ideal para comprar produtos típicos regionais ou frescos.

 

O Convento e a Igreja de São Francisco

Templo religioso de estilo gótico-manuelino ligado ao período dos Descobrimentos Portugueses. Foi um antigo convento franciscano, onde a ordem monástica se instalou em Portugal, ficando conhecido como o Convento de Ouro, pela riqueza com que a realeza o decorava. Do primitivo convento apenas restam vestígios da igreja gótica e uma parte do claustro, edificado em 1376.

Em 2015 foi recuperado o espaço do antigo dormitório dos frades onde se instalou um Núcleo Museológico, a partir dos acervos do próprio convento e de outros conventos franciscanos.

Após a requalificação da igreja, foram abertas ao público as galerias superiores sobre as capelas laterais onde, atualmente, se encontram expostos os presépios da grande coleção particular do Major-General Fernando Canha da Silva e da sua esposa D. Fernanda Canha da Silva.

O terraço é outro ponto forte do conjunto arquitetónico pela vista panorâmica que oferece sobre a cidade.

 

Capela dos Ossos

Mesmo ao lado da Igreja de São Francisco, situa-se a imperdível Capela dos Ossos, um dos monumentos mais conhecidos de Évora, podemos dizer, talvez, o seu ex-libris. São paredes e teto abobadado forrados de ossos como nunca tínhamos visto e, cuja frase de receção marca qualquer um: “Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”.

A Capela dos Ossos foi edificada no século XVII por iniciativa de três frades franciscanos cujo objetivo era transmitir a mensagem da transitoriedade e fragilidade da vida humana, mostrando, no fundo, o macabro gosto do homem barroco pela necrofilia.

São mais de cinco mil ossos e crânios que adornam as paredes, teto e colunas e até o exterior da capela, provenientes dos cemitérios da cidade. Há ainda dois esqueletos inteiros pendurados, sendo um deles o de uma criança. A arte barroca predomina na capela, cujo teto abobadado está decorado com frescos que representam passagens bíblicas, símbolos cristãos e os instrumentos da Paixão de Cristo. As pinturas datam de 1810.

Bilhete: 12, 50€ (dois adultos e duas crianças)

 

Termas Romanas de Évora

As termas romanas localizam-se no interior do edifício da Câmara Municipal, outrora, Palácio de Condes de Sortelha ou Paços do Concelho. Foram descobertas apenas na década de oitenta do século XX, aquando dumas escavações na parte antiga do palácio. Apenas podem ser visitadas durante a semana aquando do funcionamento do município.

 

Universidade de Évora

O Seminário Maior de Évora, a Igreja do Espírito Santo e o Colégio do Espírito Santo são o conjunto de edifícios que compõem a universidade.

O claustro do colégio sobressai pela beleza escultórica das arcadas, chafariz e colunatas em pedra mármore e pelo impressionante pórtico.

 

Aqueduto da Água de Prata

O mais interessante deste Aqueduto prende-se com o facto de se ter fundido no casario. Os arcos são, na grande maioria, os umbrais das portas das casas.

Monumento Nacional desde 1910, a sua construção foi iniciada, por ordem de D. João III, em 1532, tendo sido feitos 18km desde a Herdade do Divor, onde vai abastecer de água, até ao centro de Évora.

As canalizações e arcadas de granito de estilo renascentista assentaram, muito provavelmente, sobre o antigo aqueduto romano. Algumas das mais evidentes alterações do Aqueduto da Prata ao longo dos séculos foram os vários chafarizes e fontes que se acrescentaram ao longo do percurso pelo centro histórico de Évora. Eram abastecidos pela gravidade por esta antiga rede distribuidora de água. Exemplos destes acrescentos são a fonte das Portas de Moura, a da Praça do Giraldo, a das Portas de Avis, a do Chão das Covas e o chafariz e tanques do Rossio de S. Brás.

 

Jardim Público

O Jardim Público com as suas Ruínas Fingidas e o Palácio de Dom Manuel é um espaço muito agradável para uma pausa. O palácio foi, outrora, um Paço Real no qual sobressai as influências mudéjares, visíveis nas varandas em arco que contemplam o jardim que o envolve.

As Ruínas Fingidas receberam esta designação porque tratam-se de ruínas de edifícios que foram desmantelados e trazidas para este local. O arquiteto responsável pelo projeto deu-lhes uma configuração muito interessante, criando uma atmosfera antiga e ao mesmo tempo romântica.

 

Para Ver no Concelho de Évora

 Ecopista de Évora

A conversão do antigo ramal ferroviário de Mora em Ecopista surgiu na sequência de um protocolo celebrado entre a Refer e o município de Évora, construído para promover pontos de interesse histórico/culturais, o turismo e o lazer ao ar livre, numa perspetiva de incentivo à conservação da Natureza e valorização dos sistemas naturais existentes.

A Ecopista tem início na cidade de Évora e termina na freguesia de da Graça do Divor, seguindo depois para os concelhos de Arraiolos e Mora.

Na zona urbana de Évora a Ecopista tem um tapete de betão betuminoso com o objetivo de permitir uma utilização cómoda para pessoas com mobilidade reduzida.

 

Alto de São Bento

O Alto de São bento é o grande miradouro natural sobre a cidade, a nascente, e sobre uma das paisagens melhor conservadas dos arredores de Évora, a poente.

Trata-se de um verdadeiro povoado megalítico onde, desde o século XIX, tem vindo a ser recolhidas evidências de um povoado pré-histórico.

Os seus moinhos são outro ponto de interesse, bem como o Núcleo Museológico, recentemente, criado neste local.

 

Cromeleque dos Almendres

Conhecido como o Stonehenge português, mas bem mais antigo, este raro monumento está envolto numa mística fantástica, sendo um reflexo claro e de proporções gigantescas da era de encantamento pagão, também conhecida por Período da Pedra Polida.

Voltado a nascente e a poente, este recinto megalítico (mega=grande; litho=pedra) situa-se numa encosta alentejana na Herdade dos Almendres e é constituído por dois recintos distintos, edificados entre o final do 6º e o 3º milénio a.C. É um dos maiores e mais importantes monumentos megalíticos do mundo e no seu apogeu, o conjunto arquitetónico do Cromeleque dos Almendres teria mais de uma centena de monólitos, pedras em granito de tamanhos diversos, dispostas em forma circular ou em elipse. Desta centena, ainda restam noventa e cinco monólitos em perfeito estado de conservação, que pode visitar sempre que lhe apetecer.

Foi erigido em três etapas: os três círculos concêntricos de monólitos em forma ovóide remontam ao Neolítico Antigo; o recinto com duas elipses irregulares terá sido construído durante o Neolítico Médio; e no Neolítico Final, ambos os recintos terão sido modificados para a forma que mantêm até aos nossos dias.

A escolha dos lugares teve, seguramente, em conta a estrutura física da paisagem, nomeadamente a rede hidrográfica, mas também os fenómenos astronómicos mais notórios, relacionados com os movimentos anuais do Sol e da Lua, no horizonte.

 

Menir do Monte dos Almendres

Este menir é um exemplar de forma ovóide alongada, característica dos menires da área de Évora e exibe um báculo, gravado em baixo-relevo, na parte superior.

O báculo é um tema que evoca, certamente, a economia neolítica, em que o domínio da Natureza, a domesticação de animais e plantas, constitui um dos temas dominantes.

A localização do monumento relaciona-se, claramente, com a do recinto dos Almendres, uma vez que corresponde ao nascer do Sol, no dia maior do ano, o dia de Solstício de Verão.

 

Para Comer

A cozinha tradicional alentejana tem como base os incontornáveis porcoborrego e o pão. O pão, o saboroso pão alentejano, uma perdição, está sempre presente em qualquer mesa.

Aos ingredientes principais adicionam-se temperos locais que crescem livremente nas planícies e perto das ribeiras. O azeite também é rei à mesa.

Entre muitos outros pratos, a gastronomia alentejana conta com as diferentes açordas ou sopas de pão como, a açorda à alentejana, o ensopado de borrego, a sopa de cação, a sopa da panela e a sopa de beldroegas. Depois há as migas, as deliciosas e divinais migas alentejanas em diferentes versões. Nós apreciámos, sobretudo, as de espargos. O Alentejo apresenta-se, ainda, como aquela região onde a doçaria faz inveja a qualquer parte do mundo. São as queijadas de Évora, a sericaia, o pão de rala, a encharcada, entre outros, que regalam o paladar dos famintos pelos doces conventuais.  Para enaltecer qualquer prato, não podemos esquecer os famosos néctares da região.

Em Évora, o que não faltam são espaços para degustar tudo o que enumeramos. Numa panóplia de lugares, destacámos o restaurante São Francisco para uma refeição rápida, mas regional e o restaurante Bruxa d´Évora para degustação de gastronomia alentejana com um toque de sofisticação, a pastelaria Violeta onde, dizem, se come as melhores queijadas de Évora e a pastelaria Pão de Rala, o ex-libris da doçaria regional em Évora.

 

Restaurante Bruxa d´Évora

Uma bruxa que empresta o nome a um restaurante? Sim, é verdade.

A funcionar desde 2019, este restaurante está instalado num espaço muito acolhedor, com imensa luminosidade e que se abre para o exterior, local onde também existe uma esplanada, ideal para os dias mais amenos. Outo aspeto interessante tem a ver com a zona mais intimista, perfeita para quem procura maior privacidade, uma vez que a mesma apresenta uma disposição, no mínimo peculiar, em forma de cavalariças, mas com todo o conforto.

Como, nem só de arquitetura e amabilidade, vive um espaço, também, a gastronomia merece especial destaque e um restaurante tem de ser, acima de tudo, a comida, sobretudo, a boa comida, os sabores genuínos. Claro que o Bruxa de Évora marca pontos em todos estes aspetos, uma vez que, facilmente consegue criar uma simbiose perfeita entre espaço e comida.

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Pastelaria Pão de Rala

Num cantinho, quase despercebido da cidade, encontra-se uma das melhores pastelarias no que toca à doçaria regional. O espaço é pequeno, mas muito acolhedor, que conta com largos anos de tradição e história em Évora, uma referência na cidade.

Ao entrarmos, os olhos direcionam-se, imediatamente, para a montra de vidro que exibe as iguarias. O difícil é escolher!

 

Para Dormir

 Alfar Story Évora House

Por entre ruas e ruelas estreitas, em pleno centro histórico da cidade de Évora, mora uma casinha que é um charme. Chama-se Alfar Story Évora House, uma típica casa alentejana.

Foi nesta casinha charmosa que passamos um fim de semana fantástico, envoltos na incrível atmosfera de uma das cidades mais bonitas do país. Considerada Património Mundial da UNESCO, Évora encanta pela sua arquitetura, História e cultura.

Foi neste ambiente acolhedor que desfrutámos de uma estadia muito agradável no mês de janeiro. Apreciámos, sobretudo, o design da casa, o conforto das instalações e a forma como a casa foi recuperada, preservando alguns dos aspetos originais.

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Sobre

Olá, somos a Carla, o Leonel, a Sofia, a Francisca, e adorámos partir à descoberta do mundo juntos!

Aqui, partilhámos os vários destinos que já visitamos, os hotéis onde ficamos hospedados e os restaurantes que experimentámos. Queremos inspirar quem nos visita, a viajar e a experimentar, pois consideramos que a vida é uma soma de experiências e uma constante procura. Nesta procura, buscamos locais, espaços, gastronomia, cultura, pessoas e, acima de tudo, a felicidade que é poder conhecer, valorizar e preservar o mundo maravilhoso que temos.

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